HADES
Designação greco-romana do mundo após a morte: um rio, a barca de Aqueronte*, e a partir da outra margem o mundo dos mortos, como sombras. Outras Mitologias* adotaram, mais ou menos esporadicamente, o mesmo nome. Por exemplo em determinadas pretendidas Comunicações* dos Espíritos* (?), como as atribuídas ao Espírito* (?) de F. W. H. Myers* na Psicografia* da Médium* Geraldine Cummins*, o Plano* de Ilusão também é chamado Hades.
HAGIOGRAFIA
É a historia e o conjunto dos estudos a respeito da vida dos santos, milagres e reconhecimento popular e oficial.
HALO
Círculo luminoso, nimbo... Prescindindo do halo em Medicina, círculo avermelhado em volta do mamilo; e do halo em Oftalmologia, círculo na mácula lútea; prescindido também do halo que, pela refração da luz em pequenos também cristais de gelo, às vezes envolve o Sol, ou a Lua (neste caso às vezes também interpretado supersticiosamente), interessa em Parapsicologia halo amiúde pintado à volta da cabeça de um santo. Tem origem simbólica na Superstição* da Aura* conforme era descrita no antigo Oriente. Nas imagens dos santos costuma ser substituído por uma coroa colocada detrás da cabeça. Ver Kirlian.
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| Só a superstição, só quem acredita em bruxas, pode tomar em sentido real a coroa que simbolicamente se coloca nos desenhos de santos |
HAMEL, Xifré
Pseudônimo do dirigente do movimento da Teosofia* em Espanha durante mais de três décadas. Muita propaganda, muito fanatismo, e nada de ciência.
HAMILTON, Glen
Médico americano, que foi presidente da “Societe for Psiquical Research” (SPR)* em Winnipeg. O grupo estava constituído por quatro médicos, um engenheiro civil e um engenheiro eletrônico. Dispunham do seu próprio laboratório, no qual um conjunto de câmaras estereoscópicas apontavam para onde se produziam os Fenômenos Parafísicos* a fim de detectar a presença da Telergia* ou do Ectoplasma*.
A sua análise crítica dos estados de Transe* constitui uma valiosa obra para os especialistas. A ele se devem valiosas fotografias de Telecinesia*, Ectoplasmia* e Levitação*. Entre os Psíquicas* não profissionais, que se submeteram lá a Experiências Qualitativas*, contavam-se Elizabeth M., Mary M. e Mercedes.
HAMILTON, Louis
Sob o pseudônimo de Cheiro fez-se muito conhecido entre os sequazes do Esoterismo*. Foi autor de inúmeros livros, de nenhum valor científico, sobre Quiromancia* e outras Mancias* para Adivinhação* da Sorte*...
HANS, Cavalo
Trata-se de um dos pretensos “cavalos inteligentes”, a superstição chegou a pensar que eram inteligentes, pois batendo com a pata pareciam somar, multiplicar, etc. Foi o primeiro a ser estudado cientificamente em muitas Experiências Qualitativas*. Ver Elberfeld, Cavalos de.
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| O cavalo HANS |
HARE KRISHNA, Movimento
“Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna”. Os dirigentes dessa sociedade afirmam que Deus* se compreende (?) cantando seus nomes (?) na ordem correta (?). Os dirigentes arregimentam milhares de jovens em todo o mundo, e ficam horas e horas a fio, 1728 vezes por dia, cantando monotonamente “Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna, Krishna, Hare, Hare, Hare Rama, Hare Rama, Rama, Rama, Hare, Hare”. É sabido que um estímulo suave, monótono e persistente causa Hipnose*, Lavagem* Cerebral, e assim os põem a trabalhar pouco menos que como escravos, idiotizados, ao serviço da organização de exploração econômica, além de haverem ficado com todo o dinheiro que por herança corresponderia aos esses jovens.
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| Membros do movimento HARE KRISHNA pela Praça da Sé, em São Paulo, minutos antes de esparramar-se por toda a cidade... |
HARE, Robert (1781-1858)
Professor de Química no “Medical College” da Universidade de Pensilvânia. Escreveu diversas obras sobre Química e invenções científicas nesse campo.
Interessou-se pelos prodígios do nascente Espiritismo* e foi o primeiro homem de ciência que estudou os fenômenos apresentados pelos médiums*. Estudou-os com Experiências Qualitativas*, sob rigorosas condições científicas. Entre 1844-1858 analisou o mais completo realizador de fenômenos parapsicológicos*, Daniel Dunglas Home*, que astutamente apresentava-se como Médium*. Robert Hare, porém, erradamente confundindo a realidade dos fatos parapsicológicos*, que estudou, com a interpretação espírita, que nem intentou analisar, levaram-no ao convencimento, totalmente falso, da intervenção dos Espíritos* (?) que afirma no seu livro “Experimental Investigation of the Spirit Manifestation, Demonstrating the Existence of Spirits and their Communion with Mortals”, Nova Iorque, 1858.
HARRIS, Thomas Lake (1823-1906)
Poeta americano. Publicou “A Nova República”, 1891, numerosos outros livros. Em 1840 conheceu Andrew Jackson Davis*, e passou a interessar-se por Espiritismo* e pela doutrina de Swendenborg*. Desde cerca de 1850 começou a entrar em Transe* produzindo por Psicografia* longos poemas com interpretações do que popularmente chamam Mística* (?). Falsa Mística*.
Dizendo que por ensinamento dos Espíritos* (?), aguardava e pregava insistentemente a segunda vinda de Cristo em Mountain Cove. E no seu fanatismo, sem desanimar pelo fracasso, nos fins daquela mesma década fundou a “Irmandade da Nova Vida”. Em 1894 pensou que finalmente atingira a “união Mística* (?) com a sua contraparte celestial (?), a rainha Lírio (?), e que ele tornara-se imortal. Após isso, esperava que o mundo chegasse ao fim quase imediatamente. Como isso não aconteceu, teve que amargar os últimos anos da sua vida desprezado e abandonado, em Nova Iorque.
HARTMANN, Franz (1838-1912)
Médico alemão. Havia sido Teósofo*. Junto à Médium* Katie Wentwoot procurou e conseguiu um certo Desenvolvimento* na manifestação de fenômenos que maravilhavam ao público. Em 1858 fundou na Alemanha a “Ordem Rosa-Cruz-Esotérica”. Entre suas publicações destacam “Magic White and Black” (“Magia Blanca e Negra”), “Life of Paracelsus” (“Vida de Paracelso”), “Occult Science and Medicine” (“Ciência Oculta e Medicina”) etc.
Preparou longamente o livro “Life of Jehoshua” ( “Vida de Jesus”), um livro concebido evidentemente com más intenções, mas pelo que teve que estudar para escrevê-lo, terminou por modificar completamente sua vida: Após profunda reflexão, no ano seguinte de have-la fundado, afastou-se da “Ordem Rosa-Cruz-Esotérica”, e afastou-se também da Teosofia*. Desde então passou a residir por muitos anos nos Estados Unidos, dedicando-se à pesquisa na área da Parapsicologia*. E para isso viajou por diversos países. Mereceu ser reconhecido e prestigiado entre os Parapsicólogos*. Um dos seus maiores méritos de cientista foi haver desmascarado completamente a Sra. Helena P. Blavatski*, fundadora e presidente da Teosofia*, como também refutou plenamente a Teosofia*. Por isso, Blavatstki o qualificou como “muito mau”, e os teósofos britânicos apelidaram-no de “porco Franz”.
HATHA IOGA
Um dos caminhos da Ioga*, por meio da cultura física e disciplina mental imposta ao corpo.
HAUFFE, Frederika (1801-1829)
Era filha de lenhadores ignorantes, como ignorante foi sempre ela mesma. E também por isso chamou mais a atenção como excelente Psíquica*. Foi estudada pelo médico alemão Dr. Justinus Kerner*, que inclusive a teve hospedada em sua casa, de novembro de 1826 até maio de 1829, para estudá-la. Só parou as pesquisas dos fenômenos, três messes antes da morte dela a 5 de agosto de 1929 com vinte e oito anos. Morreu de uma estranha doença contraída sete anos antes, quando tinha 21. Nada foi possível apurar sobre a mesma doença com os recursos da época, nem depois da necropsia, onde descobriram que todos seus órgãos estavam profundamente alterados, menos o cérebro.
Durante a duração da enfermidade manifestou muitos Fenômenos Parapsicológicos*, praticamente de toda classe. Kerner* descreve com precisão e objetividade muitos Casos Espontâneos* de Êxtases*, Visões*, PG*, inclusive muitos de Pcg*, Telecinesia*, Fotogênese*, Fantasmogênese*, Levitação*, etc. A sua descrição ocupa todo um volume que Kerner* escreveu, intitulado “A Vidente de Prévorst”, pois Prévorst era o vilarejo natal de Frederika, perto de Lowenstein.
HAXBY
Médium* inglês de Fenômenos* Parafísicos. O Dr. Alfred Russell Wallace* em 1870 realizou Experiências Qualitativas* de Fantasmogênese* e Transfiguração*, com muitas provas e medições. Demonstrou que havia semelhança, junto com determinada discrepância, entre o corpo do Médium* e o da Transfiguração*, como é lógico no Fenômeno* autêntico.
HAXIXE
Derivado do árabe “Hachich” (“Erva”). É uma resina extraída das folhas e das inflorescências femininas do Cânhamo* Indiano. É uma das drogas mais vulgarmente consumidas pelos toxicômanos, a par da heroína e da cocaína. Fumado ou mastigado, provoca torpor e sensações agradáveis, por vezes com Alucinações* e, mais raramente, delírio furioso como se fosse um caso desses erradamente considerados Possessão* ou Incorporação*. O Haxixe é usado por certos Psíquicos* com a intenção de chegar a dominar (?) a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos*.
HAYNES, Renée
Parapsicóloga contemporânea. Seu interesse pela Parapsicologia* tem as raízes na sua infância, porque em Londres, onde nasceu, habitou em várias casas com fama de Mal Assombradas*, e porque estudou num colégio particular, ao ar livre, dirigido por seguidores da Teosofia*. Formou-se em Direito e Historia na Universidade de Oxford. Ingressou na “Society for Psychical Research”, SPR*, em 1942, chegando a ser excelente pesquisadora.
Nesse mesmo ano, como fruto dos seus profundos estudos sobre Parapsiocologia* (destacadamente os SN*), converteu-se ao Catolicismo. Desde 1958, pertenceu ao Conselho da SPR*. A obra principal de Haynes é “The Hidlden Springs” (“Os Ramos Escondidos”), Londres, 1961. Devem destacar-se também “The Seeing Eye, the Seeing” (“O Olho que Enxerga, O Olhar”) Londres, 1976 e “The Society for Psychical Researc”, Londres, 1983. Deve-se a ela um interessante estudo que publicou com o título “Philosopher King”, (“O Rei dos Filósofos”), Londres, 1970, sobre o melhor dos Parapsicólogos* de todos os tempos, o insuperável Bento* XIV.
HD
Sigla de Hiperestesia Direta. A sigla é preferível. Designa a enorme capacidade de captação, ao menos no âmbito do Inconsciente*, que os nossos sentidos possuem. Petétin* fez famosos vários casos de HD auditiva, olfativa, gustativa... de tipo Parasentido*, casos que estudou em Experiências Qualitativas* e que descreve no seu “L’Electricité Animale”, Lyon, 1803: os Psíquicos* Hiperestésicos* não ouviam nem gostavam nem cheiravam pelos órgãos diferenciados para essas sensações, mas o faziam pelas pontas dos dedos ou por outras partes da pele. A Micro-Parapsicologia*, em mais um total erro de interpretação, sempre coloca os casos de HD (e HIP, HIE e demais numerosas classificações de Hiperestesia*) no rol da ESP*, Percepção Extra-sensorial, Fenômeno Para-Normal*, PN*. Na realidade HD (ou HIP* etc.) certamente é EN*, Fenômeno Extra-Normal*, sensorial.
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| Em só dois fotogramas e em segundo plano, escreveu-se num filme: ”Fome? Coma Pipoca”. Ao ser projetada a película, conscientemente ninguém leu, mas o inconsciente por HD... e o consumo de pipoca no bar do cinema aumentou 60% |
HEINDEL, Max
Teórico de Ocultismo* que arrastou multidões de desavisados. Autor de muitos livros de filosofia (?) Rosa-Cruz* e sobre as influencias (?) da Astrologia*. Dirigiu durante cerca de trinta anos uma clínica de “curas” (?) na base de diagnóstico astrológico (?). Tratamento meramente por Sugestão*, perigoso e ilegal Curandeirismo*.
HÉLIOS, Mundo de
“Hélios” é o nome grego que designa o “Sol”, que era considerado um deus (?). Mundo de Hélios seria o quinto nível dos sete Planos*, de acordo com as Comunicações* pretendidamente do além (?) atribuídas por Cummins* ao espírito (?) nada menos que de Myers*.
HELL, Padre Maximiliano (1720-1792)
Sacerdote jesuíta, de Viena. É característica dos jesuítas dedicar-se à ciência precisamente em beneficio da religião: ciência e fé, religião racional. O Pe. Hell S.J. primeiramente cultivou a Astronomia, depois passou a dedicar todo o tempo disponível a um aspecto da Parapsicologia* que brotava no seu tempo: a Hipnose*, na que representa o segundo grande passo histórico na pesquisa.
Seguindo as bases de Paracelso*, e superando-as abertamente, o Pe. Hell, a título de pesquisa, realizou com êxito maravilhosas inúmeras curas da dor e de disfunções servindo-se da Hipnose*. Acertadamente rejeitou com fortes argumentos as inexistentes influencias da Astrologia* postuladas por Paracelso*, e rejeitou também o Magnetismo* Animal postulado por Mesmer*. Curiosamente, para aumentar a Sugestão*, o jesuíta astutamente usava uma pequena vareta de mineral magnético, como se compactuase com tão arraigada mentalidade popular do Magnetismo* Animal...
HELMONT, João Batista van (1557-1644)
Nascido em Bruxelas e lá falecido. Deve ser considerado como o mais conhecido e preparado entre os estudiosos da errada doutrina de Paracelso*, assim como o traço de união entre as erradas concepções da influencia da Astrologia* segundo Paracelso* e o Magnetismo* Animal segundo Mesmer*. Foi um estudioso dos supersticiosos segredos e práticas erradas do Ocultismo* em geral e da Alquimia* em particular.
Mas o extremamente importante foi a sua atividade científica, a ponto de o fazer ser considerado como um precursor da Fisiologia, porquanto foi ele o primeiro não só a intuir a função do estômago e a sua importância no processo digestivo, senão também a ação capital do diafragma na respiração. E ainda mais importante à posição científica de Van Helmont como precursor e, não obstante, bem preciso no quadro das concepções que estão como bases do que resultaria depois erradamente em Magnetismo* Animal. Entre aqueles conceitos de base, no decurso da sua longa carreira de médico experimentou e utilizou o que tinham de verdadeiro. A partir dele, o estudo das conceições e práticas do Ocultismo* orientar-se-iam, cada vez mais e com muita razão e fundamento científico, para metas bem mais concretas e socialmente mais construtivas, como a Medicina, as Ciências Naturais, a Farmacologia, a Fisiologia e a Anatomia.
HEMATOGRAMAS
Desenhos, símbolos ou grafismos marcados por Exudação* Hemática na pele ou sobre lenços que a ela tenham aderido. Menos exatamente usa-se o termo como sinônimo de Dermografia*.
HENRY, Charles
Professor francês contemporâneo, Diretor do “Laboratório de Fisiologia das Sensações” na Universidade “Sorbonne”. A propósito de PG* demonstrou que a ciência não pode continuar sendo Materialista*, acreditando que tudo em última instancia se reduz a processos eletromagnéticos. Um tanto metaforicamente em certos detalhes, ele insiste em que há outras forças. Em primeiro lugar uma outra vibração do “éter”: a forma gravitacional, para a matéria psico-química. E ainda outra força, ou duas, “biopsíquica”, da vida e da Alma* espiritual. O processo eletromagnético é uma espécie de termo-meio ou traço de união entre os outros dois.
HEPATOSCOPIA
Ver Aruspicina.
HÉPTICA
Aconteceu algumas vezes que certos anacoretas do deserto jejuaram a tal extremo, que seus corpos caíram em pouco mais que pele e osso. Assim, seus cadáveres, também por isso, marasmo*, além de por enterrados em lugares muito secos do próprio deserto, foram encontrados em bom estado de conservação até muito tempo depois. Claramente é uma falsa Incorrupção*.
HEREDIA S.J., Padre Carlos María
Nasceu em México. Foi sacerdote da Companhia de Jesus (jesuítas, S.J.). E precisamente como sacerdote viu a importância da Parapsicologia* para possibilitar uma reta religião, adulta e firme, assim como para combater as Superstições*, especialmente o Espiritismo* que então muito se espalhava.
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| O Pe. Heredia numa das suas numerosos desmascaramentos dos truques dos médiuns que afirmam mover objetos (Telecinesia*) com a matéria (Ectoplasma*) emprestada dos Espíritos* (?) |
O Pe. Heredia foi um grande conhecedor de Parapsicologia*, podemos considerá-lo até como um dos grandes iniciadores, nos começos do século XX. A ele devem-se importantes Experiências Qualitativas*, especialmente de HIE*, e ótimas análises e explicações de Casos Espontâneos*. Foi também hábil Ilusionista*. Grande amigo do famoso Houdini* trabalharam juntos no desmascaramento de Médiuns*. Extraordinário conferencista. Neste sentido e como escritor de estilo muito ameno, são muito conhecidos e traduzidos a várias línguas, especialmente “O Espiritismo* e o Bom Senso”, Rio de Janeiro, 1924, e “As Fraudes Espíritas e os Fenômenos Metapsíquicos*”, Petrópolis, 1958.
HERMES Trimegisto
O deus (?) Thot (a Lua), na antiga Mitologia* egicia, seria o inventor da Magia*, da linguagem e da escrita. Foi chamado pelos gregos “Hermes Trimegisto” (= três vezes grande). E o humanizaram: haveria sido um rei de Egipto que haveria reinado durante 3.226 anos (?), e haveria escrito 36.525 (?) livros de Magia*. Os romanos identificaram o deus (?) Hermes-Ibis com Mercúrio, o deus (?) alado dos comerciantes e dos viajantes.
Na realidade desses pretensos livros atribuídos a esse imaginário faraó do Egito, só 42 foram escritos séculos mais tarde, nos começos do século IV. Na Idade Média esses livros foram a fonte principal da Astrologia* e da Alquimia*. Dai surgiu a expressão Hermetismo*, que se emprega para designar, de um modo geral, os ensinamentos do Ocultismo*. Ver Mead, G. R. S.
HERMETIC BROTHERHOOD OF LÚXOR (“Fraternidade Hermética de Lúxor”)
H. Blavatski*, a fundadora da Teosofia*, afirma que o nome Lúxor procede de Lookshur (?), uma localidade da Siberia (?). Na realidade Lúxor (ou Luksor, ou Ukson, ou Kusor) é uma cidade árabe no Alto Egito na margem do rio Nilo. Nessa cidade subsistem importantes ruínas da antiga Tebas, principalmente as ruínas de um santuário dedicado à divindade (?) Amon. Na frente do santuário havia dois obeliscos, e um deles foi retirado das ruínas e trasladado a Paris, à praça da Concórdia, em 1836.
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Ruínas do templo de Amom. Ainda, na frente, bem alto, fica um dos dois obeliscos. OBS: PODE AMPLIR UM POUCO |
É por esse obelisco de Lúxor que uns membros da “Sociedade Rosa-Cruz*” tomaram o “sobrenome” para sua “Fraternidade Hermética de Luxor”, fundada em 1887, 52 anos depois do traslado do obelisco a Paris. Trata-se de uma associação de Maçonaria* e Ocultismo*. Pretende ser herdeira dos Mistérios* da mais remota antiguidade, da Cabala*, da Magia* cerimonial..., de tudo!
Um dos seus membros mais destacados, nada menos que A. E. Waite*, após profunda reflexão honestamente separou-se da associação e soube fazer a crítica arrasadora que ela merece. Na realidade, o que pretendem é destruir o Catolicismo. Os maiores impostores da humanidade, como H. Blavatski*, Allan Kardec*, A. Crowley* etc. pertenceram a esta associação. A mentalidade dos seus associados, que procuram incutir toda classe de Superstição* e sincretismo, o mostra o nome que escolheram para o seu centro de ensino: “Isis-Urania Temple of the Hermetic Studens of the Golden Dawn” (“Templo de Isis-Urano para Herméticos Estudiosos do Divino Amanhecer”. Ver Aurora Dourada, Ordem Hermética da.
HERÓDOTO
Grande historiador grego da antigüidade, que percorreu quase todo o mundo então conhecido. Ele narra nas suas memórias a curiosa estratagema de Adivinhação* empregada pela Pitonisa* de Delfos* e desmascarada pelo rei da Lídia, Cresus*. Conta também que um dos sete sábios da Grécia, Periandro, mandou “consultar a Sombra*” (?) de sua mulher, degolada outrora por ordem do mesmo Periandro. O fato confirma que já em tempos bem recuados praticava-se algo de Espiritismo*.
HERÓIS
Personagens históricos cujas façanhas e aventuras se propagaram nos Mitos* e lendas do seu povo. Em geral, a posteridade pagã eleva-os à condição de deuses (?) com figura humana.
HETEROSCOPIA
“Visão” dos órgãos internos de outra pessoa. Conhecimento do tipo de doença de que padeça uma pessoa, assim como localização de um determinado mal, podendo descrever as suas principais características. Trata-se de PG* ou HIP*, projetadas por Alucinação* Verídica, não simplesmente neurótica como tal.
HETERO-SUGESTÃO
Ver Sugestão.
HETTINGER, John
Começou as suas investigações sobre Psicometria* Parapsicológica em 1935, em Londres. Foi o primeiro a conseguir um doutoramento em Psicologia por estudo de Fenômenos Parapsicológicos*. Em 1938 desenvolveu um dispositivo mais astucioso para Experiências Qualitativas*, associando Psicometria* e PG*. Publicou os resultados em “Exploring the Ultra-perceptive Faculty”, Londres, 1941. Como se interessava por demonstrar a existência ou não dos fatos, lamentavelmente sem refletir em que uma coisa é a existênciados fatos e outra muito diferente a interpretação teórica, caiu no absurdo de aceitar a Comunicação* dos Espíritos* (?) dos mortos.
HEXAGRAMA CHINÊS
É uma Mancia* por meio de varinhas de caules de alquileia, que com números pares e ímpares permitem construir figuras representativas. Os hexagramas, em número de sessenta e quatro, permitem traduzir todas as estruturas possíveis do universo. E pensam que assim adivinham tudo...
HEYMANS
Foi um dos experimentadores que em 1920 na Universidade de Groninger, na Holanda, fizeram Experiências Qualitativas* de PG* com resultados francamente positivos. De entre vários Percipientes* destacou-se enormemente Van* Dan.
HIDROMANCIA
Mancia* pelo exame da água contida em alguidares ou bacias. A água, submetida a práticas e rituais especiais, adquiriria algumas propriedades, como por exemplo, sons peculiares (?) ou imagens, que só os Adivinhos* teriam o poder (?) de ouvir e ver, deles tirando verdadeiros (?) Presságios*.
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Por hidroscopia o charlatão médium promete adivinhar tudo... E para mais atrair, enganando, em pleno sincretismo com o catolicismo |
HIDROSCOPIA
Ver Rabdomancia, termo preferível.
HIE
Sigla de Hiperestesia (Indireta do Pensamento) sobre o Inconsciente Excitado. A sigla é de uso preferível ao longo nome por extenso. É um tipo de HIP*, mas onde, em vez do pensamento Consciente*, adivinha-se no Inconsciente* de outra pessoa algo que está em relação ou associado com o que o Consciente*está a pensar. Ou que se excita só no Inconsciente*: por exemplo, algo associado a mínimos cheiros só captáveis por HD* Inconsciente*. Descoberta e comprovação, com magníficas Experiências Qualitativas*, do Pe. Heredia*. HIE* é mais freqüente que HIP*. HIE* corresponde no âmbito EN* ao que TIE* é no âmbito PN*.
HIGHER SENSE PERCEPTION RESEARCH FOUNDATION
Ver Dra. Shafica Karagulla*.
HILL, Douglas
Jornalista e editor contemporâneo. Autor de inúmeros livros, entre eles “Magic and Superstition”, 1968 - “Return from the Dead”, 1970 - “Fortune Telling”, 1972 - e co-autor com Pat Willians de “The Supernatural”. É um dos colaboradores da “Encyclopedia of the Unexplained, Magic, Ocultism and Parapsychology”, de Cavendish*.
HILOCLASTIA
A razão para empregar em Parapsicologia o termo Hiloclastia em vez de outros nomes já consagrados, é quando se quer destacar uma ação sobre a matéria ao nível molecular: ações que se passam numa escala muito pequena, molecular ou talvez corpuscular, como no caso de certos Raps* interiores e na dissociação da matéria”. Nestes casos pode usar-se hiloclastia em vez de, respectivamente, Tiptologia* e Aporte*.
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Com o microfone sobre a mesa para captar a Tiptologia* quando conscientemente ninguém a ouve... |
Cuidado não confundir o conceito como o entende a Parapsicologia*, com a Superstição*, do mesmo nome hiloclastia, uma hipótese descabida ou de Esoterismo*, segundo a qual alguns objetos e mesmo pessoas poderiam sair da realidade do nosso espaço normal, tridimensional, supostamente através de outros Planos*, e passariam para uma Quarta Dimensão (?), ou para outra indefinida dimensão espaço-tempo (?). Com a mesma descabida “explicação” outros supersticiosos chamam hyloclastia o Fenômeno* com que um Psíquico* pode quebrar objetos sólidos sem evidenciar qualquer esforço. Na realidade neste sentido o certo é usar o nome Telecinesia* e a sua expliacação por Telergia*.
HILOGNOSIA
Ver Hiloscopia, termo preferível.
HILOSCOPIA
Termo criado por Boirac* para designar os estudos e o conhecimento sobre “Fenômenos em que a matéria parece exercer sobre seres animados, principalmente sobre seres humanos, uma ação que não parece completamente explicável pelas suas propriedades físicas ou químicas já conhecidas e que parece, por conseqüência, revelar nela uma força irredutível a todas as que a ciência tem estudado até agora”. Abarca a suposta influência dos imãs sobre os Pacientes* durante a Hipnose*, como então alguns pensavam. Empregam-se também os nomes Metaloscopia* e Metaloterapia*, para designar a influência que exerceria a água subterrânea sobre os praticantes da Rabdomancia* ou Radiestesia*, etc. e as suas supostas possibilidades curativas.
Isto é, ação não conhecida pela ciência até então. Porque hoje já é bem sabido que não existe essa suposta ação especial de determinados objetos, e a suposta ação curatica se explica por Sujestão* e Hipnose*... Por tanto, em vez de hiloscopia é preferível usar, segundo os casos, os termos Psicometria*, HD*, PG* etc, ou mesmo, por consagradas pelo uso, prescindindo das explicações que se lhas atribuem, Rabdomancia*, Radiestesia* etc.,
HILOZOISMO
Erro filosófico que sustenta que a vida é uma propriedade da matéria. Por um lado, todas as coisas teriam vida. Por outro, nada haveria imaterial e espiritual.
HILURGIA
Nome atribuído à transformação de qualquer objeto, em energia, e de energia novamente no objeto em questão. É a base do Aporte*, e na realidade é preferível e basta o termo Aporte*.
HINDUISMO
Uma das principais Seitas* das inumeráveis na Índia. Mais antigo e com mais seguidores que o Budismo*, Bramanismo* e Jainismo*. Tem certa origem nos antiquímos Vedas*. Ver Tantrismo.
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Ganesh, o deus (?) elefante, um dos favoritos no Hinduismo |
Mas o Hinduismo foi aderindo a outros aspectos ou doutrinas de todas essas outras essas Seitas* formando um sincretismo... muito poético, talvez, mas sem lógica.
Como o Budismo* e o Jainismo*, também o Hinduismo é oposto à doutrina de castas do Bramanismo*, mas sem romper com este nem com nenhuma outra Seita* em outros aspectos. Em todo o Hinduismo destaca a idéia de que o sacrifício autopunitivo até violento é necessário inclusive para que o sol continue a brilhar, as nuvens a derramar água para que existam colheitas... Em contraposição, destacam a hospitalidade e a bondade para com os outros. Caem também no Monismo* (só existe Deus) ou Panteísmo* (todas coisas são Deus), e dão especial culto às vacas e a alguns rios etc.
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Hinduismo: tudo é deus (?), e especialmente venerados são as vacas e alguns rios |
Mas todas as coisas ou pessoas etc. que parecem diferentes, é Maia*, é ilusão... Isto é, o Hinduismo não passa de mera “poesia”, nem Religião nem Filosofia. Não pode ser chamado Religião, porque não tem nem pretensão de ser revelado pela divindade. E não pode ser chamado Filosofia, porque segundo seus próprios mestres o Hinduismo não tem fundamento nem corresponde a nenhuma realidade.
HIP
Sigla de Hiperestesia Indireta do Pensamento. A sigla é preferível ao longo nome por extenso. Os reflexos fisiológicos ou sinais correspondentes a todos os nossos atos psíquicos são sentidos pelas pessoas que se encontram presentes. Possivelmente todas as pessoas presentes captam e interpretam, pelo menos no Inconsciente*, esses sinais externos ou reflexos e, a partir deles, se interpreta ou capta o pensamento que os motivou. É, portanto, um Fenômeno* de percepção sensorial. Contra o que a Micro-Parapsicologia* erradamente espalha, a grande maioria das Adivinhações* são por HIP (desconhecida por essa Escola* Norte-Americana) e não por ESP*.
HIPERCOGNIÇÃO
Ver Precognição* (Pcg), termo e sigla preferíveis.
HIPERDINAMISMO
Termo que designa em Psiquiatria os primeiros graus do que em graus superiores se designa em Parapsicologia* com o termo Sansonismo*.
HIPEREMNÉSIA
Ver Hipermnésia, grafia preferível e, aliás, mais de acordo com a etimologia.
HIPERESTESIA
Em Medicina: captação dos estímulos sensoriais extremamente desenvolvida. Sensibilidade exagerada aos estímulos, que se observa com freqüência nos indivíduos histéricos. Aumento fora do normal das reações ao conjunto, a várias ou a uma das modalidades de exploração da sensibilidade.
Em Parapsicologia* distingue-se entre Hiperestesia Direta (Ver HD), Hiperestesia Indireta do Pensamento (Ver HIP) e Hiperestesia (Indireta do Pensamento) sobre o Inconsciente Excitado (Ver HIE).
HIPERMNÉSIA
Do grego hiper = sobre e mnesis = memória. Em Psicologia, grau invulgar de capacidade Consciente* de reter e recordar até em pormenores e após muito tempo. Certamente, no Inconsciente* todos temos Hipermnésia. Aproveitando esta qualidade do Inconsciente*, o psicólogo ou o psiquiatra por meios apropriados, como por Hipnose*, associações, com determinadas drogas etc, poderá conseguir que passem ao Consciente* recordações que o auxiliem na cura de determinadas doenças.
Não confundir a Hipermenseiada Psicologia com a Pantomnésia* da Parapsicologia*, de muito maior alcance e neste caso termo preferível.
HIPEROSMIA
Igual que Hiperestesia* olfativa.
HIPERSENSITIVO
O mesmo que Sensitivo*, mas pretendendo-se destacar a grande notoriedade das suas manifestações.
HIPERTACTIA
Igual que Hiperestesia* do tacto.
HIPHA (ou Hypha) BOMBICINA PERS
Pers é o cientista que descobriu um fungo (antibiótico) que em lugares sem movimento de ar, temperatura muito fria e constante, absorve toda a umidade e pode secar os cadáveres e reduzir a pó toda a carne. A pele fica quase intacta, e formas perfeitas. Assim pode ficar muitos anos e mesmo alguns séculos. Também a roupa, nessas circunstâncias. São famosíssimos os cadáveres de Capuchinhos depositados há séculos em criptas de Palermo e Malta, outros cadáveres na cripta da Igreja de Saint Michan, em Dublim, e em Ferentilho (Úmbria) na Igreja de Sto. Stefano, etc., Não é, evidentemente, verdadeira Incorrupção*.
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| Na cripta dos inscritos na “Compagnia della Buona Morte”, em Urbania. Foram deixados lá os cadáveres em 15OO, e a cripta fechada. Em 16OO, pretendendo trasladar os ossos, encontraram o efeito da “Hipha Bonbicina Pers” |
HIPNOANÁLISE
Após inumeráveis pesquisas de Braid*, Charcot*, Bechterev*, Bramwell etc. emprega-se a Hipnose* em terapia para localizar (com muito cuidado, pois os erros são facílimos) as causas da doença ou problema psicológico.
HIPNOANESTESIA
Tirar a dor por Hipnose*. Ver em destaque Esdaille
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HIPNÓGICO
Chama-se assim o ponto ou lugar determinado que apresenta HD* no organismo de um indivíduo em Hipnose*. (Também e em geral, tudo o relacionado com o Sonho*).
HIPNOGÓGICAS
Nada têm a ver com Hipnose*. Denominam-se assim as Visões* que se têm no estado de sonolência pouco antes de adormecer, na faixa limítrofe entre a vigília e o sono, como entre o sono e a vigília, seja sono natural ou por drogas etc. Ver Estado Crepuscular*.
HIPNOPOMDIA
A passagem do sono à vigília, tanto se é saindo do “sono” por HIPNOSE* como do sono natural, ou por drogas, etc.
HIPNOPÔMPICO
designa a persistência breve no estado normal da imagem que se tinha durante a Hipnose*, ou durante o Sonho* normal. Isto é, permanece uma Alucinação* de qualidade ligeiramente alterada da do estado de Hipnose*, Sonho*, drogas... Não tem significado especial, simplesmente mostra que o sujeito não saiu plenamente da Hipnose*, ou não acordou ainda plenamente... As ações próximas do acordar são mais bem designadas como Hipnogógicas*, e o termo Hipnopômpico é reservado para as experiências que permanecem, embora os olhos estejam abertos.
HIPNOSCÓPIO
Conhece-se assim o dispositivo no qual alguns Hipnotizadores* pedem ao Paciente* que fixe o olhar. Qualquer estímulo físico suave, monótono e persistente, como luzes, sons, desenhos, movimentos etc. pode ajudar na indução do estado de Hipnose*.
HIPNOSE
Poderia designar-se como hipnose qualquer Estado Alterado* de Consciência, espontâneo ou provocado: Transe*, Êxtase*, situação de exaltação emocional, etc. Mas geralmente a hipnose é definida ou identificada como um tipo de sono induzido, e para induzir a hipnose usa-se dizer “durma...”.
Freqüentemente o hipnotizado passa ao sono normal, e do sono normal pode induzir-se o paciente a passar à hipnose... Precisamente daí derivou o termo hipnose, do grego Hipnos, Deus (?) do sono na Mitologia* grega. Na realidade a hipnose é bastante diferente do sono, é muito mais parecida à vigília do que ao sono. Deve diferenciar-se também de outros Estados Alterados* de Consciência. É conveniente que o termo hipnose se reserve à peculiar técnica médica ou psicológica de induzir concentração e exaltar e manejar a sugestão do paciente. Dissemos “técnica psicológica ou médica”, para frisar que deve fazer-se em consultório, por médico ou psicólogo especializado. A hipnose de palco está proibida pela “Sociedade Internacional de Hipnose”, pela “UNESCO” e por Pio XII.
Quando se procura induzir a hipnose pelo relaxamento, estímulos suaves e monótonos..., chama-se hipnose estabilizadora, da escola de Nancy, Dr. Liébeault*. Quando pelo contrario a hipnose é induzida em ambientes em que se procura exaltar a emotividade e na base do grito... chama-se hipnose alteradora, da escola de Salpetrier, Dr. Charcot*, que fazia tratamento de pessoas em surtos altamente histéricos...
E aproveitar essa hipnose alteradora ou estabilizadora para adoutrinar, quando o Paciente* aceita com pouco ou nenhum senso crítico, técnicas usadas hoje por muitas Religiões* ou Seitas*, encaixa melhor no conceito de Lavagem* Cerebral.
O chamado sono hipnótico ou Transe* hipnótico pode obter-se com aparelhos adequados, por Fascinação*, com estímulos suaves, monôtonos e persistentes, ou simplesmente através da Sugestão* pessoal. Não há necessidade nenhuma, de que o Paciente* esteja adormecido, inclusive é mais conveniente ao contrario. Nesse sentido fala-se de hipnose acordada. O indivíduo em estudo pode passar por diversos níveis graduais de profundidade hipnótica, desde a Sugestão* de vigília em que a perda de Consciência* é quase nula, até ao grau mais profundo chamado estado de sonambúlico. Ver Lliébeault, pelo seu pioneirismo.
Em diversos estados de hipnose se manifestam em grande escala capacidade de aceitar Sugestão*, exaltação prodigiosa da memória, Alucinações*, Talento* do Inconsciente etc. e podem emergir eventualmente Fenômenos Parapsicológicos* diversos. Entre tantos outros, pelo seu pioneirismo nos acertados conceitos no Hipnotismo*, Ver os padres Faria e Hell.
HIPNOSIPEDIA
Trata-se de uma técnica que permite, após prévia Sugestão* por Hipnose*, induzir à aprendizagem de certas noções culturais, por exemplo de História, Idiomas etc. inclusive durante o sono normal. Tem, além disso, muitas outras possibilidades, como técnica Subliminar*. Há, porém, três considerações a fazer:
1) Primeira, o sono é para descansar. Fazer trabalhar de noite as mesmas células que trabalham em vigília pode levar à estafa rapidamente.
2) Segundo: pouca vantagem há em aprender em Hipnose*, e inclusive pode ser um aprendizado inferior ao que se obteria acordado, porque quem tem que aprender é o Consciente*, não o Inconsciente*. Quando o sujeito acordar pode encontrar maior dificuldade em lembrar.
3) E terceiro...: a imensa maioria dos que querem aprender em Hipnose* estão na realidade sendo explorados por charlatães.
HIPNOTERAPIA
Empregar a Hipnose* para curar. O tratamento psicoterapéutico por Hipnose* tem um campo praticamente ilimitado. Embora também haja muitos exageros até delirantes e possa oferecer perigos. São bastante numerosas as doenças, ou pelo menos os sintomas, que podem ser tratados, utilizando a técnica hipnoterápica: neurose, gaguez, frigidez e desvios sexuais, anorexia etc. Precisamente por isso o praticante de Curandeirismo*, não-médico nem psicólogo, pode atribuir-se grandes êxitos (?) “curando” (?) só os sintomas sem curar as causas..., assim o doente pode até morrer de “outra” (?) doença! É necessário curar as causas, não só tamponá-las com a Sugestão*.
Principalmente por isso, um hipnotizador que não seja psiquiatra ou psicólogo não passaria de reles praticante de ilegal Curandeirismo*. É necessário empregar outras técnicas além da Hipnose*. Numa pessoa predisposta, a Hipnose* pode provocar a Esquizofrenia ou Paranóia.
HIPNÓTICO
Relativo à Hipnose*. E também propriedade de uma droga ou outras circunstâncias que provoquem o sono.
HIPNOTISMO
Ciência de todo o referente à Hipnose*. Em destaque e pelo pioneirismo no pronunciamento científico da “Comissão da Academia de Ciências” de Paris, Ver Husson, Dr.
HIPOBLESIA
Denomina-se assim o estado em que se está entrando ou saindo da Hipnose*. |