<% letra=request("letra") if letra="" then letra="A" Set Conexao = Server.CreateObject("ADODB.Connection") banco_dados="diccionario.mdb" Conexao.Open ("Driver={Microsoft Access Driver (*.mdb)}; DBQ="& Server.MapPath(banco_dados) &"") Set Dic = Server.CreateObject("ADODB.Recordset") q = "SELECT * FROM dicmemo where status="&letra&"" do while not Dic.EOF %>
GABINETE
Espaço reduzido, em geral fechado com uma cortina, no qual a maior parte dos Médiuns* de Fenômenos Parafísicos* pretende condensar o Perispírito* (?) na quantidade necessária para manifestação dos Espíritos* (?). Nem todos os Médiuns* o julgam necessário. E evidentemente não o é para que surja a Telergia* ou Ectoplasma*. Trata-se de um condicionamento e que facilita a Fraude*...
É evidente que a escuridão do Gabinete espírita favorece as fraudes. Mas num flash imprevisto pela famosa médium Eva Carrière, o vulgar truque foi desmascarado: note-se um paninho mais branco sobre o joelho direito para simular a mão, que fica livre para um pretendida ectocoloplasmia.
 
GAIOLA DE FARADAY
Câmara metálica com ligação à terra, que Faraday, famoso químico e físico inglês, idealizou. É um recinto metálico (gaiola ou câmara, conforme os casos) em cujo interior não podem penetrar emissões elétricas ou eletromagnéticas.

Em Parapsicologia* é utilizada em Experiências Qualitativas*, por exemplo para isolar o microfone ou a lâmpada díodo para controlar Fenômenos de Psicofonia*. Foi usada também em Experiências Quantitativas* de ESP*, etc., para comprovar que não se trata de alguma energia eletro-magnética..
 
GALIPOTE
Indivíduo que, segundo o Mito* (mito mesmo) do Vudu* de Haiti, teria poder (?) de Ubiqüidade*. Menos estritamente também chamariam assim a quem apresentasse qualquer tipo de Bilocação*.
 
GARDNER, Gerald Brosseau (1884-1964)
Inglês. Passou a maior parte do início da sua vida no Extremo Oriente como plantador de borracha e autoridade alfandegária. Regressando a Inglaterra em fins de 1930, disse haver descoberto um grupo de Feiticeiros* na New Forest, que o convenceu de que a antiga prática pagã dos indio-europeus, a feitiçaria*, continuava sobrevivendo em segredo.

Apresentava-se a si mesmo como Feiticeiro*. Escreveu O Socorro da Alta Magia, em forma de romance; A Feitiçaria de Hoje, 1954, e O Significado da Feitiçaria, 1959.

É acusado de ter inventado toda a revivescência da Feitiçaria*. Mas do que não há dúvida é de que ele foi em grande parte responsável pelo rápido crescimento do movimento moderno de Feitiçaria*.
 
GARRET, Eileen J. Jeannette (1893-1970)
De origem irlandesa, interessou-se desde muito jovem pela Radiestesia* e pela Tele-radiestesia*. Foram assombrosas as suas manifestações de PG* com essa Pragmática*. A Micro-Parapsicologia* submeteu-a por diversas vezes às frias Experiências Quantitativas* de ESP*, com resultados decepcionantes. Mas em ambiente mais existencial, com Experiências Qualitativas*, por exemplo sob a direção do Professor Hans Bender*, da Escola* Européia, entre outros, obteve êxitos contundentes. Igualmente em Casos Espontâneos*, sendo uma das Psíquicas* mais fecundas dos últimos tempos. Entre diversas outros acertos famosos, previu a catástrofe do dirigível R-101, em 1930. A. Sra. Garret nunca recebeu um cêntimo pelos seus talentos.

Introduzida por Sir Oliver Lodge* no campo da investigação de Parapsicologia*, pelas suas qualidades de pesquisadora chegou a ser muito respeitada Parapsicóloga*. Foi editora da revista Tomorrow, publicada trimestralmente desde 1953. Escreveu Telepathy: in Search of a Lost Faculty, Nova Iorque, 1941 - Adventures in the Supernormal, 1949 - My Life in Search for the Meaning of Mediumship- The Sense and Nonsense of Prophecy -An Antholigy from Tomorrow- Man Survive Death- Man the Maker- Life is the Healer. Aweereness, 1955 - Behind the Five Senses, 1956.

Muito rica, patrocinou a Parapsychology* Foundation de Nova Iorque (Não confundir com a FRNM*). Mesmo vivendo entre os Parapsicólogos* da Escola* Norte-Americana, sua grande inteligência a salvou de cair na limitadora Micro-Parapsicologia*. Ao ponto de como presidente da Parapsychology* Foundation pretender publicar o primeiro livro do Pe. Quevedo, A Face Oculta da Mente, recém lançado.

Weiant e Zorab o consideraram o melhor livro de Parapsicologia* no mundo publicado até então, mas não conseguiu dobrar os preconceitos de outros conselheiros vítimas da típica miopia da Micro-Parapsicologia*. E pouco depois, naquele mesmo anos, 1970, Garret morria, na França onde fora, mais uma vez, a encontrar-se com os parapsicólogos da Escola* Européia.
Eilen Garret com o professor Dr. Tenhaeff, Diretor do Instituo de Parapsicologia da Universidade Real de Utrecht, Holanda (Escola Européia)
 
Vista geral da biblioteca da “Parapsychology Foundation “com mais de 7.000 volumes. (A biblioteca do CLAP, já em 1980, isto é, só 10 anos após sua fundação, já contava com mais de 8.000. E o importante são os magníficos fichários, gravações, relatórios e analises de fenômenos, museu, etc.)
 
GASPARIN, Conde Angenor de (1810-1871)
Autor francês que, contra a então habitual e falsa interpretação espírita dos Fenômenos* Parapsicológicos, antecipou-se à descoberta da Telergia*, pois pressentiu no seu livro Des Tables Tournantes, Paris, 1854, que os Fenômenos Parafísicos* verificados entre os Médiuns* espíritasradicam em “alguma força ainda ignorada, emanada do corpo humano, semelhante ao magnetismo, vibrações dirigidas pela vontade, etc
 
GATHAS
Ver Zaratustra
 
GATOFOBIA
Medo dos gatos. Como pelo jeito de andar e escudrinhar certos gatos meio selvagens foram tradicionalmente considerados na Bruxaria* como uma representação, ou mesmo disfarce, do Demônio* (?), a Gatofobia em alguns casos pode ter suas raízes nessa Superstição.
 
GAUFRIDI, Processo de
Um dos numerosos casos da epidemia designada por “Diabo* nos Conventos”, que nos séculos XVI e XVII atacou conventos europeus (O mais famoso caso foi o do Pe. Urbano GRANDIER*).

Em 1609, duas religiosas de Aix, Madeleine de Mandol e Louise Capel, atingidas por convulsões, acusaram o padre Louis Gaufridi, de Marselha, de as ter enfeitiçado (?), Madeleine acusou também o Pe. Gaufridi de ter abusado dela aos nove anos, o que mostra a presença da sexualidade na superstição da Bruxaria*. As duas Possessas* (?) receberam os Exorcismos*. Sem qualquer resultado. O Pe. Gaufridi foi preso, torturado e por fim queimado em Aix a 30 de abril de 1611.

Um dos numerosos casos da epidemia designada por “Diabo* nos Conventos”, que nos séculos XVI e XVII atacou conventos europeus (O mais famoso caso foi o do Pe. Urbano GRANDIER*). Em 1609, duas religiosas de Aix, Madeleine de Mandol e Louise Capel, atingidas por convulsões, acusaram o padre Louis Gaufridi, de Marselha, de as ter enfeitiçado (?), mandando-lhes os Demônios* (?) Belzebu, Verrune e Leviathan. Madeleine acusou também o Pe. Gaufridi de ter abusado dela aos nove anos, o que mostra a presença da sexualidade na superstição da Bruxaria*.

As duas Possessas* (?) receberam os Exorcismos*. Sem qualquer resultado. O Pe. Gaufridi foi preso, torturado e por fim queimado em Aix a 30 de abril de 1611. Médium* italiana nascida em 1890. Produzia Telecinesia*, Aporte* e Ectoplasmia* simples. Foi observada pelo Dr. H. Imoda, que lhe consagrou um livro: “Fotografia di Fantasmi”, Turim, 1912. Realizou sessões na “Societé Universelle d’Études Psychiques” de Paris em 1911-1912. Comprovou-se Fraude* ingênua em alguns Fenômenos apresentados, mas evidentemente isso não invalida outros autênticos Fenômenos Parapsicológicos*, antes ao contrário pela própria singeleza da Fraude* durante o Transe*.
 
GAULD, Alan
Professor de Psicologia na Universidade de Nottingham. Foi editor do Journal e Proceedings* da SPR*. Autor de The Founders of Psychical Research, Londres, 1968. Do grupo destacado por Cavendish* como Os Fundadores da Parapsicologia.
 
GEDO-ZEN
Prática do Budismo* que promete enganosamente e é utilizada por muitas pessoas que desejam “maravilhosos” poderes e inclusive o Desenvolvimento* de quaisquer Fenômenos Parapsicológicos*. Não o conseguem, mas como sofreram uma autêntica Lavagem* Cerebral no intento, geralmente não percebem que foram exploradas. Tem certas parecenças externas com a Ioga*, a MT*, etc.
O Gedo-Zen é uma variedade japonesa do Budismo. Dois mil quinhentos estudantes (a nível que corresponde ao nosso segundo grau colegial), sumidos em “meditação” profunda incutida tecnicamente por um monge budista. Lavagem cerebral com a que acreditam que conseguirão grandes poderes
 
GEGONOGNOSIA
Alguns usam este neologismo, quando se trata de acontecimentos gerais, para designar PG* e HIP*, termos preferíveis.
 
GELEY, Gustave (1865-1924)
Após brilhantes estudos de Medicina na Faculdade e nos Hospitais de Lyon, exerceu na cidade de Aunecy a profissão de médico até 1918. Pouco a pouco, porém, ia intercalando a Medicina com pesquisas de Parapsicologia* até marginalizar a Medicina e entregar-se plenamente à Parapsicologia*, reconhecendo-a muito mais importante, inclusive para os próprios médicos. Todo o seu trabalho é de grande importância em Parapsicologia*.

As suas primeiras investigações foram publicadas em “Essai de Revue Générale et d’Interprétation Synthétique du Spiritisme”, Lyon, 1897 e “L’Etre Suconscient”, Paris, 1899. Mas realmente os seus trabalhos que atraíram a atenção dos Parapsicólogos* da Escola* Européia, datam de 1916, época em que começou a colaborar com as pesquisas da Senhora Bisson*, que refere em: “La Physiologie dite Supra-normale (na realidade só Extranormal e Para-normal) et les Phénomenes d’ Idéoplastie”, Paris, 1918. Foi alvo de muitas oposições pelos preconceitos dos seus colegas de Medicina, que se opunham ferozmente Parapsicologia*, da que nada sabiam! Em 1919 assume a presidência do IMI* (“Institut Metapsychique International”) e dirige a “Révue* Metapsychique”.

No seu laboratório, muito bem arquitetado contra as Fraudes*, foram realizadas muitas e muitas Experiências Qualitativas* de Fenômenos Parafísicos* com Stanislawa P., Jean Guzik*, Pasquale Erto*, Stephan Ossowiecki*, etc. Sob a sua direção se produziram alguns dos melhores Moldes* em cera com o Psíquico* Franek Kluski*. Investigador meticuloso dá conta das suas reflexões e Experiências Qualitativas* em excelentes livros. Alem dos já citados, publicou em Paris “La Reincarnation” (que refuta plenamente) e “Contribution à l’Étude des Correspomndences Croisées”, 1913 - “De l’Inconscient au Conscient”, 1919 - “L’Ectoplasme et la Clairvoyance”, 1924. Morreu tragicamente aos 56 anos de idade num desastre de avião quando voltava a Paris, pouco depois de decolar de Varsóvia, aonde acudira para pesquisar uns Médiuns*. O desastre havia sido anunciado por Pcg*, com detalhes, por Pascal Fortuny*.
Dr. Gustave Gelley
 
GELLER, Uri
Famoso e pretendido Psíquico* contemporâneo, que com múltiplas exibições por todo o mundo afirmava de si mesmo ter domínio de surpreendentes Fenômenos Parapsíquicos* e especialmente de Fenômenos Parafísicos*. Foi estudado (?) no “Birkbeck College” e no “King‘s College”, ambos da Universidade de Londres, por estudantes não preparados em Parapsicologia*. Embora também com a presença do prestigioso Parapsicólogo* John Taylor*. Mas em todo caso em condições impostas pelo próprio Geller. E por pouco tempo, esteve lá só durante três horas.

Daí o pouco valor que deve ser atribuído a essa pesquisa (?) que Uri muito cacareja. É um mestre em autopropaganda. Escreveu, cheio de mentiras e exageros, “My Story”, Nova Iorque, 1975. Sempre afirmou proceder de outro planeta (?), vindo na nave “Spectra” (?). Na realidade nasceu em Telavive, Israel, em 1946. Conhece-se sua família (Ver fotografia No. 5), a que foi sua namorada, o colégio em que foi aluno dos franciscanos (Ver fotografia No. 9). Em fim: toda sua vida. Era Ilusionista* profissional em um “Night Club” chamado “Zorba”, em Jafa, perto de Telavive. Mas depois organizou pelo mundo o grande engano, com que se fez riquíssimo.
Uri Geller numa das suas mentirosas propagandas
 
Foi desmascarado por mestres de Ilusionismo* e Parapsicólogos*. No Brasil o Pe. Quevedo num debate promovido pela revista “Manchete” e a “Rede Globo” de TV desmascarou-o, perante 15 jornalistas escolhidos. Ele mesmo teve que reconhecer que simplesmente imitava Fenômenos Parapsicológicos* por Fraude* e técnicas de Ilusionismo*, na certeza de que espontaneamente podia surgir (isso sim) algum Fenômeno Parapsicológico* entre os milhões de espectadores.

Ele mesmo teve que reconhecer que simplesmente imitava Fenômenos Parapsicológicos* por Fraude* e técnicas de Ilusionismo*, na certeza de que espontaneamente podia surgir (isso sim!) algum Fenômeno Parapsicológico* entre os milhões de espectadores. É por isso que tanto a revista como a rede de TV, responsáveis pela sua vinda ao Brasil, prometeram que nunca mais falariam dele, embora explicaram que não lhes convinha retratar-se após tão entusiasta propaganda que haviam feito enganados pelo espertalhão.

E cumpriram sua promessa: no dia seguinte Uri Geller teve que sair do país no primeiro avião e eles nunca mais falaram dele. Muitos anos depois ainda o charlatão tentou de novo o golpe numa outra rede de TV. Mas já não conseguiu enganar repórteres inteligentes e prevenidos e a Rede Globo de TV conseguiu que tivesse que ir embora de novo imediatamente.
Perante jornalistas da Revista Manchete e da Rede Globo de TV, Uri Geller (segundo ao fundo), em debate com o Pe. Quevedo (primeiro ao fundo).
 
GEMARA
Ver Talmude.
 
GEMATRIA
Um dos métodos matemáticos e anagramáticos de considerável antigüidade, com que certos seguidores do Ocultismo* e outros delirantes pretendiam decodificar certas obras que consideravam como um código, principalmente o Antigo Testamento da Bíblia*. Outros métodos não menos antigos nem menos delirantes são o Notarikon e o Temurah, usados pela Cabala*. Recentemente, 1997, outro charlatão oportunista, Michael Drosnin, divulgou pelo mundo que havia descoberto com o auxilio de computadores o complicado “Código da Bíblia” (claro, tão complicado que pudesse enganar a muita gente). O pesquisador Dr. Thomas Dave, físico especialista em computação, provou que semelhantes códigos (?) podem encontrar-se em qualquer outro livro, mesmo bem vulgar, inclusive no próprio livro do charlatão Drosnin... Puras singularidades matemáticas, e imaginação de delirante ou farsante.
 
GEMELLI, Padre Agostinho
Primeiro era socialista e sábio eminente em ciências médicas. Depois de sua conversão entrou na ordem dos Franciscanos. Fundador da “Universidade Católica do Sdo. Coração”, de Milão. Presidente da “Pontifícia Academia de Ciências”. Psicólogo, médico, filósofo, teólogo..., homem de cultura enciclopédica, o que lhe possibilita ser um excelente Parapsicólogo* da Escola* Européia. Entre suas publicações devemos destacar pelo seu interesse para a Parapsicologia*: “Ció che respondono gli Avversari di Lourdes”, Firence, 1912 - “L’Origine Subconscie, ante dei Fatti Mistici”, 3a. ed., 1913 - Além de numerosos artigos, como por exemplo “Spiritismo e Spiritiste”, incluído depois no livro “Religione e Sciencia”, Milano, 1920, Vol. 2, págs. 147ss. - “Ancora in Tema di Spiritismo. Uma Recente Esperienza di Materializzazione”, incluído depois em “Vita e Pensiero”, Milano, 1922, págs, 520 ss. - Etc., etc.
Da. Margeret, com o filho Uri Geller, então com dois anos.
 
GENARO, Sangue de São
(Ou Jenaro, Gennaro, Januario...). Bispo de Benevento (a uns 100 Km de Nápoles), foi atirado pelos perseguidores dos cristãos a uma fornalha acesa. Por Pirovásia* SN* saiu ileso (como tantos outros santos). As roupas não ficaram nem chamuscadas. Nem perdeu nada de cabelo ou dos cílios... Por isso é invocado nas erupções do Vesúvio e nos incêndios. E após essa Pirovasia* SN*, ainda arrancaram-lhe nervos e tendões, do que saiu ileso por Invulnerabilidade* SN*. Pouco depois, com muita cautela por medo dos perseguidores enviados a todas as partes pelo Imperador Diocleciano, o bispo Genaro, acompanhado do diácono Festo e do leitor Desidério fugiu a Pozzuoli (a 14 Km de Nápoles).

E em Nápoles, Sosso, um dos colaboradores do santo bispo, foi reconhecido e lançado na prisão. São Genaro, Festo e Desidério foram visitá-lo e por isso foram acusados de ser também cristãos. Levados perante o juiz e negando-se a oferecer sacrifícios aos ídolos, foram condenados a ser decapitados. Quando estavam sendo conduzidos ao martírio, o diácono Prócolo e os leigos Eutíquio e Acurso proclamaram publicamente sua fé. Imediatamente os três também foram presos. Assim os sete alcançaram juntos e felizes o martírio pela decapitação. Dia 19 de setembro de 305. Uma devota mulher, Eusébia, no lugar onde caíra a cabeça do bispo mártir recolheu um pouco de sangue e o guardou na sua própria casa. Fora do corpo o sangue coagula rapidamente. Há sangue líquido dentro de muitíssimos cadáveres com Incorrupção*.

Mas sangue líquido fora do corpo só de mártires. Muito significativo Sinal*. Os cristãos de Pozzuoli conseguiram recolher e guardar nas suas catacumbas os ossos de São Genaro. Dez anos mais tarde, ano 315, os ossos de São Genaro foram trasladados das catacumbas de Pozzuoli de volta para a vizinha Nápoles, às correspondentes catacumbas. Quando os portadores passavam pela Via Antimana, a piedosa Eusébia aproximou-se do bispo de Nápoles e entregou-lhe em duas ampolas o sangue que ela havia recolhido. Se não aconteceu antes na casa de Eusébia, esta foi a primeira vez que o sangue de São Genaro se liquidificou! O sangue de São Genaro hoje está em duas ampolas de vidro hermeticamente fechadas. A menor das ampolas só contém manchas de sangue espalhadas pela superfície interna do vidro.

A ampola maior tem a capacidade de 60 cm3, mas só a metade está ocupada pelo sangue do santo mártir. As cerimônias para venerar e celebrar a liquidificação do sangue de São Genaro realizam-se tradicionalmente em três datas fixas:

1) Sábado anterior ao primeiro domingo de maio (inicialmente era no dia dois de maio), aniversário da trasladação dos ossos e sangue de São Genaro, de Pozzuoli a Nápoles.

2) 19 de setembro, aniversário do martírio.

3) E 16 de dezembro, aniversário da proclamação como padroeiro principal de Nápoles, após a terrível erupção do Vesúvio em 1631.

Nestas datas ou/e durante a oitava, a liquidificação pode espreitar-se, porque acontece, sem falta. Por ocasião de grandes calamidades públicas, da visita de personagens ilustres e de grande influência, e em alguns outros casos considerados especiais, também pode ser exposto o sangue de São Genaro com a conseguinte liquidificação. Quando da erupção do Vesúvio e quando pouco depois São Genaro foi nomeado padroeiro, o sangue permaneceu líquido durante 30 dias.

Nos dias prefixados, de manhã, às 9 horas, após a celebração da Missa forma-se uma procissão do clero presente, abrindo-se passo com dificuldade no meio da enorme multidão. Pegam as ampolas e as mostram ao público. Através dos vidros pode ver-se perfeitamente seu conteúdo. Está seco, duro, pouco volumoso, parece fragmentos sólidos, de matéria de cor avermelhado escuro tirando a preto, tal numa palavra como todos conhecem resíduos de sangue velho. E todos vem à súbita liquidificação do sangue. Era quase preto, e fica de cor vermelha, exatamente própria do sangue vivo. E formam-se pequenas bolhas exatamente iguais às que aparecem no sangue quando flui das artérias.
As ampolas com o sangue de São Genaro. Inclinando as ampolas, o sangue não se mexe, porque ainda está sólido
 
É certamente sangue. E só pode ser sangue muito antigo, porque está fora de toda discussão que as ampolas são da época romana. Como também está fora de discussão que, fechadas hermeticamente, não foram violentadas jamais, pois teriam quebrado as ampolas, tão dura é a potéia que as cobre. O mesmo acontece em Pozzuoli, sempre à mesma hora que em Nápoles.

Lá, na Igreja de São Genaro, dos padres capuchinhos, conserva-se incrustada em grosso muro uma pedra de mármore poroso manchada de sangue. É a pedra onde a cabeça do mártir caiu. A mancha na pedra de Pozzuoli também troca de cor passando do escuro ao vermelho brilhante e borbulhando levemente, inclusive surgindo úmidos regueiros do sangue. Ora, sangue coagulado é sangue morto. Hoje é sabido: por estratégias da Química artificialmente pode liquidificar-se o sangue... uma única vez, porque assim fica descomposto, deixa de ser sangue.

A partir de 1659, até hoje, é feito levantamento oficial de tudo o notável que acontece durante as exposições públicas do sangue de São Genaro. Liquidificações públicas, ao todo e com certeza, desde 1659 mais de 10.000 vezes! Tanto em Nápoles como em Pozzuoli. A análise espectroscópica comprovou o espectro da ostemoglobina: no espectro, detrás da linha D. de Fraunhofer, aparece uma banda escura sobre fundo amarelo seguida de outra banda escura sobre fundo verde, e entre ambas uma zona clara. Sangue arterial humano sem deixar a menor dúvida. Foram realizadas contraprovas científicas, inúmeras vezes até hoje. Por exemplo: A começos de 1986 realizou-se uma profunda verificação sob a direção do Prof. Dr. Pier Luigi Baima Bollone com uma equipe de seis especialistas do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Turim.

Participaram também nas pesquisas uns 80 especialistas de todo o mundo, médicos, historiadores, antropólogos, hematólogos e outros estudiosos segundo os aspectos da investigação. As pesquisas demoraram três anos, publicando-se os resultados na Convenção celebrada em novembro de 1989. Sangue mesmo. Sangue incorrupto do século IV. Fenômeno SN* permanente, ou mais exatamente inumeráveis milagres! Igual o sangue em Pozzuoli. Numa ocasião recolheram num tubo de ensaio um pouco do misterioso líquido, e após exaustiva análise confirmou-se que era “legítimo sangue humano".

Uma mecha de algodão com que se havia enxugado a pedra foi levada para análise ao Instituto Médico de Nápoles. Lá também foi confirmado que se tratava “indubitavelmente de sangue humano. E antiquissimo”. Etc. Chama a atenção que muitíssimos sábios e personagens ilustres fizeram questão de assinar seu pleno convencimento de que o fato é incontestavelmente milagroso.
O Sangue de São Genaro já liquidificado, e por isso adapta-se corretamente à posição em que ponham as ampolas
 
GÊNIOS
Os imbuídos de Superstição* citam freqüentemente os gênios como “argumento” (?) pro Reencarnação* (?), como se trouxessem séculos de conhecimento. Contra esse absurdo basta lembrar que: 1) muitas vezes a genialidade se manifesta em conhecimentos que não existiam anos antes. 2) muitas vezes são fruto de muito estudo e esforço. Há Gênios em determinada área específica... Ver também Sábio Idiota. 3) o ambiente familiar e local, assim como a educação e oportunidades podem ter muita importância. 4) alguma genialidade esporádica pode ser resultado do Talento* do Inconsciente, Intuição*... 5) muito tem a ver a hereditariedade. 6) poderíamos dizer que é um feliz erro da natureza: assim como há retardados mentais em maior ou menor grau, tem que haver Gênios também em maior ou menor grau, em ambos casos separando-se do termo meio da generalidade. Etc., etc., etc. Não há argumento nenhum a favor e muitos contra o grande absurdo da Reencarnação*.
 
GEOMANCIA
Mancia* por meio de terra (= geo), de poeira, de seixos, de... Interpreta (?) as fissuras ou asperezas que ha ou as formas que acidentalmente se formam. Muito praticada nos povos muçulmanos, foi introduzida pelos árabes na Europa a partir do século XIII, sendo muito explorada por charlatães.
 
GERADOR de Possibilidades Aleatórias
Aparelho eletrônico que ilumina símbolos do baralho Zener* (ou números, ou cores, ou desenhos, ou...) rigorosamente ao acaso. Utiliza-se em Experiências Quantitativas* de ESP*. A psíquica pretende adivinhar em cada momento qual o símbolo (...) que foi iluminado, e o indica no registrador, também eletrônico, que marcará o número de acertos e erros, para análise estatística.
Gerador de possibilidades aleatórias (acima) e registrador de acertos
 
GERMAINE
Menina de Notre-Dame-la-Garde, na França. Ela e o curandeiro Béziat devem sua fama a haver sido pivôs de uma grande discussão a respeito da Psicohigiene*. Após uma difteria Germaine ficara cega e muda. Germaine nunca abandonara a sua aldeia. Béziat, praticante de Curandeirismo*, nunca a vira (mas conhecia muito bem o caso pelos seus observadores e informantes muito bem pagos).

Escolhido o momento, Béziat com grande propaganda espalhou que se ocuparia do caso, à distância... E, com efeito, uma tarde Béziat, como freqüentemente fazia, invocou “os poderes divinos (?) de que ele era administrador” (?). Eram 18:25h, e naquela mesma hora a menina recobrou imediatamente a vista e a fala. Béziat curou-a à distância? Claro que não! A explicação é muito mais fácil e lógica. A menina era certamente cega e muda. Submetida a todo tipo de testes, realmente ela não adaptava os músculos dos olhos e não movimentava os músculos da fonação.

É uma seqüela freqüente da difteria, devido aos processos nevríticos provocados pela toxina diftérica. Mas é preciso frisar que após algum tempo tais seqüelas geralmente se curam sozinhas. Aliás, não houvera atrofia nenhuma dos músculos. Diríamos: a menina continuava durante mais algum curto tempo cega e muda por inércia, por Histeria*. E a menina “sarou”, simplesmente porque sabia que á essa hora “Béziat iria curá-la”, e acreditava. O Supersticioso* e o praticante de Curandeirismo* mais uma vez, anotam para si pontos que não ganharam. Mas, e as causas reais daquela Histeria*? Sempre é perigoso “curar” os sintomas sem curar a causa: Pouco depois a menina morreu, com só 13 anos de idade.
 
GERP: “Groupe d’Étude et Recherche du Parapsycologie”
Em 1969 um grupo de estudantes de “Psicologia Experimental”, inscritos na “Faculdade de Letras e Ciências Humanas”, de Nanterre (França), solicitou insistentemente que a Faculdade proporcionasse pesquisa e ensino de Parapsicologia*. A idéia foi mal aceita pela maioria dos professores, absolutamente desconhecedores do que é Parapsicologia*. A administração, porém, acabou por colocar à sua disposição duas salas, o que lhes permitiu iniciar “heroicamente” os trabalhos sobre... menos ainda que a Micro-Parapsicologia*. Assim nasceu o GERP. A sua orientação foi, de início, essencialmente virado para o reino animal com Experiências Quantitativas*, por imposição da mentalidade dos professores, que só aceitavam como científica a metodologia Materialista*.
Uri Geller (o de camisa a quadros) com seus colegas e professores do “Colégio Terra Santa”.
 
GESP
Sigla da denominação em inglês de Percepção Extra-Sensorial em Geral (General Extra-Sensory Perception). Quando se quer frisar que nas condições das Experiências Quantitativas* de ESP* não se está querendo diferenciar ou positivamente se está querendo coadunar PT* (Pura Telepatia) e PC* (Pura Clarividência). No teste da GESP, o “Emissor” (?) toma uma carta do Baralho* Zener previamente misturado, olha-a e procura “transmitir” (?) o símbolo ao Receptor. Este último tenta obter a informação... Nos testes de GESP, a Micro-Parapsicologia*, distingue dois sujeitos: um que “transmitiria” (?) a informação e outro que a recebe. O primeiro seria e é chamado Emissor (“sender”) (?), e o segundo é o Receptor* (“receiver”).

Na sua superficialidade cheia de erros, os membros da Micro-Parapsicologia*, não sabem que na ESP não há “Emissor”, só há Receptor*, o que se adivinha não passa de objeto externo e condições extrínsecas, como na vista, no ouvido, no tato, no gosto normais. E pretendem eliminar nas experiências de GESP qualquer possibilidade de ocorrer uma comunicação que não pelos canais da GESP e garantir que não é somente PT* nem somente PC*. Estão confundido PT* com HIP* (Hiperestesia Indireta do Pensamento), captação sensorial dos reflexos que acompanham os pensamentos. E confundem também PC* com HD* (Hiperestasia Direta), captação sensorial dos objetos externos. Na sua ignorância e confusão nem sequer conhecem HIP* e HD*. E com a mesma finalidade, exigem pôr bastante separação entre o “Emissor*” (?) e o Receptor. Quanta falta de raciocínio: “Esquecem” que a ESP* não tem distância.
 
GHOST Society
Foi fundada em Cambridge, Inglaterra, em 1851 e destinava-se a estudar os Fenômenos “não normais” apresentados e amplamente divulgados pelo Espiritismo* nascente. Podemos considerá-la a primeira das sociedades de investigação no campo da Parapsicologia*, pois precedeu à SPR* (“Society for Psiquical Research”) que só foi fundada 30 anos mais tarde, em 1882. Ver Benson, Edward White.
 
GLASTONBURY, Manuscrito da série
No período que abarca de 1918-1927 publicaram-se em nove folhetos uma famosa serie de psicografias de alguns Psicógrafos* separados por distâncias enormes e em diversas datas: John Alleyne*, Hester Dowden*, Frederick Bligh Bond*, a notável Margery*, outra senhora de Winchester, etc. As Psicografias* foram recolhidas por Frederick Bligh Bond*, e tinham que ver com seções desconhecidas da Abadia de Glastonbury e com a sua história. Através da informação obtida, foram descobertas nas escavações as perdidas capelas de Edgar e Lorett e a parede normanda da capela de Herlewin. Para os alienados pelo Espiritismo* seria prova (?) de Comunicação* dos Espíritos* (?) dos antigos monges. Na realidade tudo enquadra dentro dos limites das Faculdades Parapsicológicas* humanas, dentro do Prazo* Existencial, “vivos com vivos”, etc.
 
GLORIOSO, Corpo
São Paulo, a respeito da Ressurreição* Supranormal* de Cristo descreve em detalhe as características do Corpo Glorioso (1Cor 2,13-15; 6,14; 15,20-23.35-55; 2Cor 5,1-4; 2Tm 2,18; Fl 3,21; 1Ts 4,15-17; Rm 8,11; At 24,14s) Também em outros textos da Bíblia*, tanto no Novo Testamento (Jo 5,28s; Mt 25,32; 27,53; At 2,36; 4,1; 10,42; 17,31; etc), como no Antigo Testamento (Dn 12,2s; 2Mc 7,9.11.14.23.29.36; 12,38-46; 14,46; Is 26,19; Jó 19,26s; Sb 3, 1-5.16. Etc., etc.).

Tal descrição há sido confirmada até nos mínimos detalhes pelas numerosíssimas e profundas pesquisas sobre os efeitos SN* deixadas no Lençol* de Torino pela Ressurreição* de Cristo. As principais características do Corpo Glorioso estão expressas no anagrama “CASI” = Claro, Ágil, Sutil, Impassível. O Corpo Glorioso é de uma luz sobrenatural: Cristo ressuscitado queimou em 2 milhonéssimas de segundo a parte interna do lençol (Claridade). Num instante vai a Jerusalém, a Galileia... (Agilidade). Sai através do lençol em que fora fechado e através das ataduras em que o lençol fora atado por fora, e depois atravessa os muros, entra no Cenáculo... (Sutileza). Sendo luz sobrenatural, nada adiantariam os golpes... (Impassibilidade).

Também em nossa Ressurreição*, por concessão de Deus*, Pretenatural*: trata-se de um “corpo espiritualizado”, isto é, que participa das características próprias do espírito. À medida que a Alma* durante o processo natural da Biostase* e durante o processo Preternatural* da Ressurreição* vai deixando um “corpo de trevas”, vai adquirindo e animando um “corpo de luz”. À medida que vai deixando um “corpo pesado”, vai animando um “corpo ágil”. À medida que vai deixando um “corpo denso”, vai animando um “corpo sutil”.

À medida que vai abandonando um “corpo passível” vai animando um “corpo impassível”. Ou em outros termos que englobam tudo: À medida que a Alma* vai des-animando, deixando de animar um “corpo corruptível” naturalmente, vai animando um “corpo incorruptível”, Preternatural*, um Corpo Glorioso. Para a compreensão do Corpo Glorioso, Preternatural*, do ponto de vista da Física Moderna, Ver Aparição (um detalhe desse verbete). Não deixa de ser admirável que desde tempos imemoriais muitos povos falam de mundo das Sombras*, de Corpo* Sutil, etc. Há um pequeno fundo de verdade, embora depois muito deturpado nos conceitos do Esoterismo* sobre Perispírito*, Corpo Etéreo*, Mundo Astral*, etc.
Como desenhar um corpo glorioso, na realidade invisível, uma luz sobrenatural? Neste desenho frisa-se a sutiliza ao mostrar o lençol aplanado (mal traduzido geralmente pelas Bíblias como “caído por terra”). Cristo Ressuscitado saiu através do lençol em que fora fechado e através das ataduras em que o lençol fora atado por fora, sem desatá-los nem rasgá-los. E sugere-se que depois atravessou os muros.
 
GLOSSOLALIA
Termo da Psiquiatria introduzido em Parapsicologia* pelo professor Flournoy* para designar casos como o da “linguagem marciana”, “lunar”, etc. de Helena Smith* e semelhantes. Línguas inventadas! É preferível nestes casos dizer Xenoglossia* Impropriamente Dita. Em Psiquiatria designa a utilização, por certos alienados, de uma linguagem imaginária, que compreende certa fixidez do significado das palavras e com a sintaxe reduzida. Glossolalia é também o termo aplicado a um distúrbio mental em que se pronuncia uma algaravia de sons quaisquer sem sentido nenhum, como o parolar Inconsciente* e sem nexo, às vezes, das criancinhas. Os Carismáticos* católicos e outros Movimentos Pentecostais* aplicam também o termo Glossolalia a estes distúrbios psiquiátricos, ou a uma manifestação idêntica ou muito similar, muito freqüente entre eles, que erradamente consideram Milagre*. Ver também Barilalia. O termo Glossalalia é também tradicional em Teologia, usado erradamente para designar o “Dom de Línguas” (= Xenoglossia* SN*). Também erradamente, concretamente no campo da Demonologia* e Exorcismo*, aplicam o termo Glossolalia à Xenoglossia* natural, EN*, que não sabem distinguir da Xenoglossia* SN*. Pior ainda: também não sabem distinguir da vulgaríssima e ridícula Glossolalia psiquiátrica, por Histeria*. A Teologia, quando sem Parapsicologia* entre no campo da fenomenologia, apresenta secularmente muitos disparates...
 
GLOSSOTEIA
O mesmo que Glossolalia*.
 
GNANI IOGA
Tipo de Ioga* que pretende conhecer e ensinar o caminho para o Absoluto (?), a obtenção da sabedoria plena (?). É uma falsa Mística*, carregada de Magia* herética: como se houvesse um caminho natural de alcançar o Sobrenatural*.
 
GNOMO
Qualquer um dos seres míticos imaginados pelos cabalistas* como anões disformes e velhos, de grande barba, usando um barrete frígio. Atribui-se-lhes relação com a exploração mineira, a metalurgia e, de modo geral, o mundo subterrâneo. São geralmente considerados benfazejos, mas vingativos. E afirma-se que podem adquirir a imortalidade mediante relações amorosas com seres humanos (?). O nome foi inventado por Paracelso* a partir do termo grego “gnome”, que significa “inteligência”. Ver Duendes, Fadas, Potestades...
Gnomo é representado no desenho central da página. Os Mitos seculares de Gnomos, Bruxas, Fadas, Duendes, Potestades etc... são passados às crianças.
 
GNOSE
Doutrina de diversas Seitas* heréticas dos séculos II e III. Em oposição aos hereges seguidores de Ario, acertadamente proclamavam a divindade de Jesus. Erradamente, porém, afirmavam ter um conhecimento especial, de natureza de Esoterismo* oriental, pelo que teriam “o conhecimento” (= gnose, em grego), superior (?) ao ensino dos Apóstolos e da Igreja a respeito da doutrina de Cristo... e conhecimento também de todas as coisas (?). Completa loucura megalomaníaca e/ou Lavagem* cerebral. Hoje há diversas Seitas* de Gnósticos ou grupos que se dizem pertencentes à Gnose. Na realidade não são descendentes da antiga Gnose, usa-se o termo para designar a intenção ou alegação megalomaníaca de encontrar uma explicação total (?) das coisas por processos supra-racionais (?) dos seus Iniciados*. Ver Mead, G. R. S.
 
GOLDEN DAWN, Order of the
Ver Aurora Dourada, Ordem Hermética da.
 
GOLDNEY, Kathleen M. (1895-1992)
A obstetra “Mollie” , como era chamada por todos os que a conheciam, foi um pouco de tudo na SPR*: auxiliar do Assembléia da SPR* em 1942, membro pleno a partir de 1945, Secretária de Organização de 1949 até 1958, auxiliar do Comitê de Finanças de 1944 a 1959, etc., etc, e chegou a ser por muitos anos Vice-Presidente da SPR*. Colaborou com Harry Price* na pesquisa sobre vários Médiuns* de Fenômenos Parafísicos*, especialmente em Experiências Qualitativas* que desmascararam a Médium* Helen Duncan*. Mas sobre tudo destacou colaborando com o Dr. Saul* nas famosas Experiências Quantitativas* de Pcg* com o Psíquico* Babel Shackleton*.
 
GOLIGHER, Círculo
Compreende a família de Médiuns* com a qual o Dr. J. W. Crawford* realizou muitas Experiências Qualitativas* de Ecto-colo-plasmia* e Telecinesia*. Eram seis, às vezes sete e mesmo oito Médiuns*: A jovem Katlleen Goligher, de 16 anos, era a Psíquica* principal, com amplo destaque e sem a qual nada conseguiam os demais: a mãe, o pai, suas três irmãs, às vezes seu irmão e inclusive o cunhado. As sessões realizavam-se quer em sua casa, quer em casa do Dr. Crawford*.
Parte do “Círculo Goligher”, onde aparece a chamada “Alavanca Psíquica”, de ectoplasma. Foto da época. (Um acidente quebrara o clichê)
 
Falecido o Dr. Crawford*, o executor do seu testamento literário, E. E. Fournier d’Alba, Doutor em Ciências pelas Universidades de Londres, Birmingham e Salamanca, cientista rigoroso e distinguido por todos os sábios da época, durante três meses reiterou as Experiências Qualitativas* com a Srta. Goligher e seu círculo. Concluiu que, os Fenômenos do Círculo Goligher em certos casos eram certamente Fraude*, e em outros casos, duvidosos. “Duvidosos”, o que é quase tanto como reconhecer, o rigorosíssimo Fournier d’Alba, que também houve algum autêntico Fenômeno* de Telecinesia* por Ecto-colo-plasmia*. Certamente. É o eterno problema dos que não conhecem a psicologia essencialmente doentia e Histérica dos Psíquicos*. Ver Função Menos e Fraude.
 
GOLPES
Ver Raps e Tiptologia, termos preferíveis, especialmente o segundo.
 
GÖRRES, Padre Johann Joseph von (1776-1848)
Quando ainda jovem abandonou o Catolicismo, e foi-se dedicando durante anos até com certo fanatismo a defender e propagar as idéias da Revolução Francesa, também ou mormente as idéias anti-religiosas. Em Paris desiludiu-se da Revolução, passando então, com notáveis colaboradores, a defender o nacionalismo. Em 1816 seu jornal foi proibido, e ele teve que refugiar-se em Strasburg. Pessoalmente foi refletindo, refletindo..., e mesmo fugindo de si mesmo dedicando seu extraordinário talento a incentivar a literatura romântica.

Mas por fim suas reflexões o fizeram voltar profundamente ao Catolicismo, e ordenhou-se sacerdote. Com seu extraordinário talento, com muita constância, como grande cientista (diríamos como grande pioneiro do que depois seria Parapsicologia* da Escola* Européia), dedicou-se especialmente a analisar os verdadeiros e falsos milagres, os fundamentos verdadeiros e falsos das religiões e seitas, o misticismo, o simbolismo, as superstições... Prescindindo de inumeráveis artigos, destacamos os livros, excelentes, imprescindíveis: “W.: Glauben und Wissen” (“Oeste –Ásia--: Fé e Conhecimento”), München, 1806 - “Mythen-geschichte der Asiatischen Welt” (“História dos Mitos do Oeste Asiático”), Heidelberg, 1810 – “Emanuel Swedenborg, seine Visionen; und sein Verhältnis zur Kirche” (“Emmanuel Swdenborg*, sua Visão; e sua Relação com a Igreja”), Speyer, 1827 – E no mesmo ano: “Mystik, Magie und Dämonie” (“Mística*, Magia* e Demonismo*”), München, 1827-- Durante sete anos, de 1836 até 1842, foi publicando em Regensburg cinco volumes da sua obra principal: “Die Christliche Mystik” (“A Mística Cristã”). E por último, publicação póstuma: “Das nachtländische Reich” (“O Império do país da morte”), Villach, 1948.
 
GOTAMA GAUTAMA
Ver Buda.
 
GRAAL, Santo
Há várias variantes em várias línguas e dialetos (Grial em espanhol. gradalis em catalão, grazal em dialeto provençal, etc.). Em 1170 apareceu na França à forma atual, Graal, que significa “cuia” ou “prato fundo”, tanto para líquidos como para sólidos. Claro que não tem base nenhuma à etimologia que apresenta Dan Brown em “O Código* Da Vinci”: Santo Graal seria uma deformação das palavras “Sangue Real”, que designaria o sepulcro de Maria Madalena, onde haveria também documentos secretos, do rei Salomão. Mais umas entre tantas invenções desse mentiroso e inclusive mal intencionado, mas muito hábil novelista. Etimologicamente Graal do grego “Kráter” e do latim “Kratalis” significa “copa” para beber.

Segundo lendas antiquíssimas, especialmente difundidas e modificadas na Idade Média, Santo Graal (= “Santa Copa”) seria a Copa que Jesus utilizou na Última Ceia. E algumas lendas ainda acrescentam que José de Arimatéia haveria recolhido no mesmo Graal gotas do Sangue que Jesus derramou na Cruz. Em 1182 Chrétien de Troyes, foi publicando fascículos de uma novela complicadíssima, mas interessantíssima, imaginação desbordante e fantasiosa, titulada “Conte del Graal”. Apresenta um tal de Perceval (garante Görres*: do árabe “parsi” = puro e “fal” = louco.

Poderíamos traduzi-lo por “santo louco”), que teria entregado ao chamado “Rei Pescador” um prato ornado com pedras preciosas. Continha uma Hóstia grandemente milagrosa. Mas a fascinante novela ficou inacabada com a morte do autor, surgindo assim muitos autores com muitas outras fantasias. Até com elementos de origem celta, elementos de Evangelhos Apócrifos*, elementos dos Templários*, traços de Alquimia* e busca da Pedra Filosofal, etc., etc. Claro que em questão de absurdo poucos poderão ganhar de certos ocultistas que divulgam que o Santo Graal foi talhado na esmeralda que brilhava na fronte de Lúcifer antes da sua expulsão (?). A esmeralda seria um terceiro olho com que enxergava os mistérios divinos. Em fim: Santo Graal é tudo mera Lenda*.
Na “Bibliotèque de l’Ársenal”, em Paris, detalhe de uma pintura de Chrétien de Troyes, século XIV, onde representa e sob o título “Sonho do Graal” ironiza a alienada e exaustiva procura da lendária taça.
 
Mas todas essas lendas nada, absolutamente nada tem a ver com o verdadeiro Santo Cálice: É um antigo costume israelita, anterior a Cristo, e mantido ainda hoje, conservar com devoção a Copa da Benção usada nas ceias sabáticas e especialmente na Páscoa. Jesus celebrou o rito da Sua última Páscoa numa sala ricamente mobiliada e com tudo o necessário para a festa, oferecido por uma rica família amiga (Mc. 14, 15). Seria absurdo que não lhe emprestassem também, e precisamente, a Copa da Benção. Jesus, após a transubstanciação do pão em Seu Corpo, nessa Copa da Benção fez a transubstanciação do vinho no Seu Sangue (Mt 26-29; Mc 14, 22-25; Lc 22,15-20; 1Cor 11, 23-25).

Documentos daquela época garantem que esse Santo Cálice, como preciosa relíquia, foi levada a Roma pelos primeiros líderes cristãos e cuidadosamente escondida dos pagãos no domicilio de São Pedro e depois pelos Papas seus sucessores guardada zelosamente até o século III, quando o Papa Sixto II, durante a perseguição pelo Imperador Valeriano, a confiou ao seu diácono São Lorenzo, natural de Espanha, que o levou à sua cidade natal, Huesca. Na Espanha, a partir do ano 713, durante a invasão dos muçulmanos, para proteger o Santo Cálice os cristãos o levaram aos seus últimos redutos nas montanhas do Norte, passando por Yedra, Siresa, Santa Maria de Sasabe (atual San Adrián) e Bailio, até que por fim, com as vitórias dos cristãos, voltou a Huesca, ao “Mostério de San Juan de la Peña”.

Em 1071, a sagrada relíquia foi obsequiada ao Rei de Aragón, Martín el Humano, que a guardou zelosamente em seu palácio de Zaragoza, e depois, até sua morte em 1410, no seu palácio de Barcelona. Seu segundo sucessor no reinado, o Rei Alfonso V el Magnánimo, acompanhando a reconquista dos cristãos contra os maometanos, pelo ano 1424 levou o Santo Cálice com o resto do relicário real ao seu Palácio em Valencia. No ano 1437, o Santo Cálice, como todo o mais do relicário real, foi confiado à Catedral de Valencia. Durante a guerra da Independência contra a invasão por Napoleão, de 1809 até 1813, o Santo Cálice foi levado a Palma de Mayorca, nas ilhas Baleares. E durante a guerra civil de 1936 a 1939, para livrá-lo da fúria dos comunistas contra a Religião, o Santo Cálice foi escondido, com o máximo segredo, só depois revelado, na cidadezinha de Carllet.
Santo Cálice de Valencia
 
Na realidade o Santo Cálice é só a parte superior, uma copa ou cuia de ágata, finamente polida e que mostra “veias” de diversas cores quando nela se reflete a luz. Os arqueólogos garantem que essa preciosa copa é alexandrina, de origem oriental, fabricada entre 50 a 100 anos antes de Cristo. Só mede 17 cm de alta por 9 de larga. Claro, em épocas posteriores, sem atingir na mínima o delicado Santo Cálice de pedra ágata translúcida, foram colocando em baixo preciosas e adornadas asas de ouro e, em baixo, um pedestal adornado com admiráveis pedras preciosas.

Após as indiscutíveis verificações modernas, revisadas pelos colaboradores do Vaticano, os Papas apoiaram a verdade magnífica do Santo Cálice: João XXIII concedeu indulgência plenária no dia da festa anual. João Paulo II, na sua visita a Valencia a 8 de Novembro de 1982, fez questão de celebrar a Santa Missa com o Santo Cálice, e Bento XVI o venerou quando sua visita a Valência a 8 de Julho de 2006.
 
GRAFOLOGIA
Em Psicologia, investigação científica da escrita e tipo de letras, com o propósito de identificação pessoal ou de análise da Personalidade*. Há, porém, muitos Adivinhos* (?) se-dizentes praticantes de Grafologia. Na realidade são charlatães (o que não impede que alguma vez qualquer simulacro de Grafologia, como mais uma Mancia*, possa entrar no âmbito da Parapsicologia*, neste caso em vez de Grafologia é preferível chamá-la Metagrafologia*).
 
GRAMATOLOGIA
Termo criado por Maxwell* para designar a análise de palavras ou frases soltas obtidas por Pneumografia* ou Psicofonia*, e inclusive por Psicografia*. Quando não se conhece o Psíquico*, pela análise da gramática, ortografia, sintaxe, expressões típicas... intenta-se deduzir o autor...
 
GRANDE IRMANDADE BRANCA
Mito* referente a uma absurda organização de Demônios* (?), ou Espíritos* (?) de mortos, ou Extraterrestres* (?), ou Elementares* (?) ou/e mesmo outros seres Mitológicos* que, segundo alguns autores carregados de Superstição*, exerceriam uma certa ação diretiva sobre a humanidade.
 
GRANDIER, Padre Urbain
Ver Loudun, Processo de.
 
GRANT, Kenneth
Um dos colaboradores escolhidos por Cavendish*. Consagrou muito esforço e dinheiro a analisar e levantar tudo o que, supersticiosamente, espalhava e se dizia de Aleister Crowley*. Publicou “The Magic Revival” (“O Renascimento da Magia”), Londres, 1972 - “Aleister Crowley and the Hidden God” (“... e o Deus secreto”), 1973. É co-editor, com John Symonds, de “The Confessions of Aleister Crowley” (“As confissões de...”), 1969 - “The Magic Record of the Beast 666”, (“O Protocolo Mágico da Besta 666”), 1972 - “Crowley’s Magic” (“A Magia de...”), 1973.
Um cadáver conservado com graxa de porco e ao sol...
 
Detalhe das mãos
 
GRAXA ou BANHA. Cadáver conservado em
Em certas populações africanas houve o costume de colocar na porta da cabana, para que a protegesse dos maus Espíritos* (?), o cadáver de algum célebre Feiticeiro*..., que logo depois da morte cobriam com banha de porco e colocavam todo o dia ao forte sol, de noite novamente o cobriam de banha e de dia novamente ao sol... Assim o cadáver absorvia tal quantidade de banha, que retardava a corrupção inclusive anos. Que nos desculpem alguns Racionalistas* etc, mas na realidade só um louco pode confundir esse excesso de “porcaria” com a verdadeira Incorrupção*. Não confundir com Saponificação* (Por acúmulo de cadáveres).
 
GREGORY, William (1803-1858)
Investigador inglês. Na sua obra “Letters to a Candid Inquirer on Animal Magnetism” (“Cartas a um ingênuo pesquisador sobre o Magnetismo Animal”), Paris, 1851, estudam-se fenômenos do que hoje se chama PG*, manifestados durante a Hipnose*, refutando muito acertadamente a falsa opinião que os considerava Revelações*.
 
GRIUERSON, Francis
Ver Shepard, Jesse.
 
GRUPO POPOV DE BIOINFORMAÇÃO
Organismo russo, dirigido pelo Dr. Kogan, que dentro do preconceito ou esperança própria da Psicotrônica* dedicou-se ao estudo dos Fenômenos PG*, particularmente PT* e Pcg*, em vistas à sua aplicação prática, nomeadamente no campo técnico-militar. O que mais apreenderam é a necessidade de extrema prudência no uso das faculdades dos Psíquicos*, pois os Fenômenos Parapsicológicos* são essencialmente espontâneos e incontroláveis (salvo alguns de HD*), e todos inclusive são perigosos à saúde do próprio Psíquico*.
 
GUADALUPE. Imagem da Virgem de
O índio Juan* Diego dizia haver visto nos dias 9, 10 e 12 de dezembro de 1531, uma jovem Rainha, de uns 15 anos, resplandecente, revestida pelo sol, com estrelas no manto, com a lua sob seus pés. A jovem Rainha vestia as cores com que a rainha dos astecas se vestia nas grandes festas. E a jovem Rainha não era deusa: era superior aos “deuses” sol, lua, estrelas, adorados pelos astecas, porque com eles se ornava. Mas a Rainha estava em adoração ao fruto do Seu ventre: usava o cinto de arminho que a rainha dos astecas usava quando estava grávida.

Quem seria o Menino que a jovem Rainha esperava? Sobre o peito levava um broche com a Cruz de Cristo, tal como estava nos estandartes dos conquistadores espanhóis. Ela teria dito ser a Mãe do verdadeiro Deus e que muito desejava que ali fosse construído um templo, para ajudar os que a invocassem. E haveria pedido ao índio que fosse transmitir esse desejo ao bispo da cidade. Para o cultíssimo Dom Juan de Zumárraga a coisa estava clara: Juan Diego, devoto e sensível, teve uma alucinação.

Seu inconsciente desenvolveu uma linda e desejada história, pela qual ele foi deixando-se levar... Dom Juan de Zumarraga insistiu em que algum milagre era necessário para poder-se dar qualquer atenção a essas visões... No dia 12, Juan Diego animou-se a contar à imaginada Rainha a exigência do bispo. E naquele instante, lá, em pleno inverno, no alto do monte Tepeyac. surgiram variadas, magníficas e abundantes rosas de Toledo (Espanha), as de maior tamanho e mais aromáticas do mundo. Juan Diego cortou as flores e as guardou em seu ayate (poncho).

E alegre, foi à casa do bispo. Quando Dom Juan de Zumárraga enfim o recebeu, Juan Diego abriu a dobra do seu poncho, e caíram as rosas. E... mais uma “assinatura” divina. E que “assinatura”! Pouco depois de “as flores caírem no chão, de repente apareceu milagrosamente impressa no ayate a bela Imagem de Na. Sra. De Guadalupe. Caíram de joelhos e a admiraram”.
Desenho assinado e datado por José de Ibarra em 1743, com um rico marco de calamina. Hoje está exposto na “Catedral Primada” de México.
 
No dia 26 de dezembro, catorze dias depois do milagre das rosas e do milagre da impressão da Imagem, o bispo organizara uma solene procissão para levar o poncho com a Imagem da Virgem de Guadalupe à ermida provisória no monte Tepeyac. De ambos os lados do rústico caminho, estava o lago Tezcoco, onde alguns índios em canoas faziam batalhas simuladas, características das festas e costumes dos astecas. Usavam arcos e flechas.

Durante a simulação da batalha, quando um dos participantes esticou seu arco, acidentalmente soltou a flecha, que atravessou o pescoço de outro “guerreiro”. Nada puderam fazer os médicos espanhóis. A flecha atravessara a jugular e a traquéia... Acabou a festa! Puseram o cadáver sobre o andor onde levavam a Imagem. E ao chegar à ermida, quando viraram o andor para despedir-se da multidão, repentinamente a flecha pulou sozinha, o morto levantou-se sadio e forte como era antes. Só ficou, durante toda sua vida, uma marca rosada (Como testemunho do milagre. A marca costuma ficar em muitos milagres. Nos milagres de Lourdes* nunca falta).
A revitalização do índio. E acima à direita as circunstancias e a morte. Desenho anônimo, a óleo, sobre tela, de 3 por quase 6 metros. Está exposto no Museu da Basílica
 
Oito milhões de índios pediriam o batismo. Os missionários, franciscanos, batizavam até 15 mil índios por dia onde hoje está a linda igreja de “El Pozito” (O pozinho empregado para recolher a água dos batismos). Em 1929 descobriram que com lupas via-se a figura de um “homem com a mão na barba”. Acudiram numerosos os cientistas internacionais. Quando para observar os olhos da Imagem eram utilizados aparelhos ópticos, os olhos refletiam a luz como se fossem um espelho. Mais ainda: ganhavam brilho e profundidade como olhos vivos! O que observaram não pode ser feito em pinturas ou em fotografias, nem mesmo em olhos humanos que não estejam vivos! E surgem mais surpresas.

Os cientistas descobriram circulação arterial nas pálpebras da Imagem! E mais ainda: a Imagem, nas partes expostas, rosto e mãos, tem temperatura de um corpo vivo. O Dr. José Aste Tönsmann é especialista em engenharia de processamento de imagens por computadores. Um dia leu um pequeno artigo sobre a descoberta, nos olhos da Imagem, do reflexo de um “homem com a mão na barba”. E resolveu fixar-se na inexplicável figurinha. “Se este busto está aí, eu poderei ampliá-lo melhor do que ninguém, com os computadores” ou cérebros eletrônicos do centro especializado. Era fevereiro de 1979 quando iniciou a trabalhosa e minuciosa pesquisa no “Centro Científico da IBM”. Os resultados só ficariam definidos em 1981. Como no Íris do olho de uma pessoa viva reflete-se o que está vendo, nos Íris dos olhos da Imagem de Guadalupe, o computador confirmou a figura do “homem com a mão na barba”.

Com grandes ampliações, o Dr. Aste conseguiu analisar muito mais minuciosamente: era um jovem militar espanhol com uma mão na barba, a outra na espada, com a boca aberta como extasiado pelo que olhava virado para a tilma ou ayate de Juan Diego. E no olho direito da Imagem aparece com maior clareza do que no esquerdo, como exigem as leis de oftalmologia. Na extremidade direita do Íris uma figura de um índio sentado sobre as pernas, sandálias de couro, calção, dorso descoberto, cabelos longos recolhidos na nuca e raspados do meio da testa para frente (segundo o costume dos aztecas da época como para ampliar a fronte), brincos em forma de aro... brilhantes! Terceira figura, a de um velho, vestido de franciscano, com lágrimas escorrendo no rosto! Seus olhos eram fundos, como também as bochechas, o nariz típico dos bascos, a barba branca, a calva grande e reluzente, os cabelos com o corte clássico dos franciscanos da época (isto é, uma franja de cabelo ao redor da cabeça).

Era o Bispo Dom Juan de Zumárraga! À esquerda do bispo, um jovem franciscano. Comprovou-se depois que era o intérprete Frei Juan González. Mais para o centro dos íris, outro índio, com chapéu de gala em forma de cone, com um ayate amarrado no pescoço, seu braço direito estendia-se sobre o poncho desdobrado, e os lábios entre abertos (como quem está falando). Juan Diego!
Uma das inumeráveis fotos realizadas pelo Dr. José Aste Tönsmann
 
Atrás de Juan Diego, surgia uma mulher negra que parecia observar atentamente (O conquistador Hernán Cortés recebera dos portugueses e entregara ao Bispo Zumárraga uma escrava negra. O Bispo, é claro, concedera liberdade a ela e a empregara como mordoma). Precisamente do centro de ambas as pupilas, os computadores resgataram dois “grupos familiares indígenas”. Um está constituído por uma jovem índia, de perfil, finas feições, brincos em forma de aro também brilhando, um típico adorno de madeira atravessando o penteado. A jovem índia levava um bebê amarrado nas costas.

Em frente estava um homem (seguramente o marido), também com chapéu de gala em forma de cone. E duas crianças: uma menina junto à mãe e um menino no meio do casal. E um pouco atrás, outro casal com uma menina. Todas as privilegiadas personagens, ao tudo trinta, estavam em ambos os olhos! Em tripla imagem! Em relevo! A cores! Diferindo em tamanho, ângulo e luminosidade. Tudo de acordo perfeitamente com as leis da óptica: a imagem Purkinje-Samson. E mais surpresas: O espanhol com a mão na barba e o índio sentado, por estarem no extremo mais externo do semicírculo, ficavam mais perto do observador. O computador só podia ampliar os olhos do índio, porque o espanhol estava meio virado. E... em ambos os olhos!, em tripla imagem, em relevo, a cores, toda a cena de outro ângulo.

Corresponde a figuras microscópicas na pequeníssima pupila da Imagem Guadalupana... Ampliaram 3.500 vezes as pupilas dos olhos do Bispo, que na Imagem é de um milímetro. Num espaço correspondente a uma quarta parte de um milionésimo de milímetro, na Imagem, vê-se a figura do índio Juan Diego abrindo o ayate. E o olhinho de Juan Diego refletia a cabeça de um homem de nariz aquilino, o bispo! O poncho que Juan Diego vestia em 12 de dezembro de 1531, o mesmo que com a milagrosa Imagem de Guadalupe está exposta na Basílica, mede 1,65m de comprimento por 1,60m de largura.

A Imagem é de 1,40 m. de alta. A fibra de agave da qual foi feito o ayate é muito perecível, muito quebradiça, desfaz-se em pó. Não poderia durar mais de cinco anos de uso, ou protegido numa gaveta, com alcanford, naftalina..., no máximo vinte anos. Esteve exposto diretamente a todos e a tudo, durante 116 anos! Como garantem os cientistas: “A contínua esfregação de mãos, lábios e dos mais diversos objetos (estampas, medalhas, terços, estátuas...) com que externava-se a piedade do povo, deveriam have-la prejudicado imensamente. Numa oportunidade se contaram mais de setecentas espadas de espanhóis tocando a sagrada tilma” ou poncho. Só por milagre pode haver-se conservado. Em 1791 apareceu uma mancha no ayate.

Quando alguém limpava a moldura, caíra (segundo opinam alguns) ou por atentado intencional (segundo opinião da maioria dos pesquisadores) alcançou a Imagem todo o conteúdo um vidro de água régia para corroer metais, na proporção de 50% de ácido nítrico e 50% de ácido clorídrico. Admiravelmente caiu sobre o ayate só no canto superior direito, e umas gotas no canto inferior esquerdo, sem tocar em nada a Sagrada Imagem de Guadalupe. Segundo os especialistas, a solução deveria haver esburacado o tecido, mas na realidade apareceu na camada mais superficial do ayate apenas uma mancha amarelada, de uns dois decímetros de largura na parte mais alta e que vai se estreitando sem atingir a Imagem, como também não atingem a imagem as gotas embaixo à esquerda. E essa mancha “está sumindo com o tempo”, e a poucos metros de distância não se nota.

A 14 de novembro de 1921, um comunista espanhol depositou um arranjo de flores sobre o altar, diante da Imagem. Os assistentes comentavam a conversão e piedade do conhecido comunista ateu. Mas às 3 horas da noite, violentíssima explosão. As flores escondiam uma carga de dinamite. A violenta explosão destruiu o altar de mármore, todos os vasos e castiçais, os vidros da basílica e de prédios vizinhos. Um pesado Crucifixo de bronze, que estava diante da Imagem, conserva-se exposto: quebrado e entortado. Mas o poncho com a Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe nada sofreu!
Fotografia tomada com luz infravermelha por Jesus Castanho W. em março de 1946. Percebem-se claramente certos detalhes, por exemplo algumas dobras no manto, que não se percebem na visão normal
 
Só em 1947 é que o ayate foi protegido por dois vidros a prova de bala, trazidos da Espanha. Foram substituídos em 1966 pelo atual vidro inteiriço. A Imagem sofreu muitos acréscimos que os índios colocaram em piedoso... desrespeito. A técnica utilizada pelos astecas nos acréscimos é pobre, medíocre, em claríssimo contraste com o original. Sem dúvida para que brilhasse mais à luz das velas nas grandes festas, acrescentaram ouro aos raios solares, e prata ao laçarote de arminho na cintura e à Lua que está aos pés da Imagem. E a prata ficou preta, e tanto a prata como o ouro estão caindo aos pedaços, enfeando o conjunto. Mas... aparecem por baixo o dourado e branco originais, fantásticos.

Desenharam uma coroa de ouro. Sumiu completamente. Mais tarde desenharam outra coroa, de prata: sumiu, só ficam abundantes e feios restos pretos entre a trama do ayate. Como era típico no barroco da época, em ambos os lados da Imagem pintaram dois anjinhos: cabeças com asas. Já “voaram”. Não se nota mais nada. Só com aparelhagem especializada dá para perceber que estiveram lá. Acréscimo é também toda a dobra inferior horizontal da túnica, como também foi acrescentado aos pés da Imagem um anjo, de meio corpo e com asas, tipicamente em formas e cores ao gosto dos índios mexicanos.

Pretendiam, sem dúvida, encobrir o escurecimento provocado durante anos e anos pela fumaça de velas. E a dobra está desprendendo-se. E também este anjo já está perdendo os cabelos e... preparando-se para “voar”. Como igualmente está desaparecendo acima o escurecimento causado pela fumaça. Etc. “Apesar da ausência de qualquer recobrimento protetor, a Imagem é brilhante e colorida como se acabasse de ter sido pintada! (...) A Imagem original conserva-se como no dia em que foi feita”. Após longos estudos, os especialistas declaram que é completamente impossível que a Imagem se tivesse conservado naturalmente. Depois de quinhentos anos, não existe em parte alguma descoloração nem gretadura da figura original.

A Imagem, como se comprovou até hoje inúmeras vezes, é invisível ou transparente olhando por detrás, opaca e perfeitamente visível e opaca olhando por diante! No século XX, a Imagem foi sistematicamente estudada pelos cientistas com os modernos e mais precisos instrumentos e técnicas. Entre tantos especialistas, citemos a comissão dirigida pelo Dr. Richard Kuhn, duas vezes Prêmio Nobel de Química. Ele e seus colaboradores chegaram a uma conclusão surpreendente: Prescindindo dos acréscimos feitos pelos índios, não existem corantes minerais, nem corantes vegetais, nem corantes animais, nem poderiam ser corantes sintéticos, desconhecidos em 1531.

Não contendo resíduos de pintura, a Imagem não é uma pintura! A Imagem é, em muitas partes, semelhante a uma fotografia. Mas os técnicos da Kodak e outros especialistas provam com absoluta certeza que não se trata de fotografia, não tendo impressionado o tecido. Também não é impressão gráfica... As cores e luminosidade do rosto, das mãos, da túnica e do manto modificam-se como efeito da refração da luz. Esses efeitos tão precisos não podem ser conseguidos por técnicas humanas... E menos daquela época! Com o infravermelho pode-se acompanhar em relevo cada cabelo e seu ligeiro ondulado sobre o ombro, igualmente cada pêlo das sobrancelhas e dos cílios.

Aproximando-se para ver a Imagem a menos de 10 centímetros, só se enxergam as fibras do manto, não as cores nem a Imagem! (só os acréscimos...). Cientistas da NASA puderam passar raios laser entre a tela e os acréscimos. Os acréscimos estão separados da tela três décimos de milímetro. Estão suspensos no ar. A Imagem não está, embora todos a vejam por diante e a possam fotografar. Etc., etc., etc. Por tantos argumentos, todos os que pesquisaram a Sagrada Imagem, e a Parapsicologia, concluem pelo milagre, ou série de milagres, Fenômenos SN* (Supra-Normais*).

Não há entre eles nenhuma voz discordante. Em fim, fica colosalmente ridícula a atitude dos... céticos, sem nada haverem estudado ao respeito! (doentes pela ignorância e/ou lavagem cerebral de tantas religiões, seitas e ateísmo). Pergunta a Mãe de Deus e nossa: “Não estou Eu aqui que sou tua Mãe?” E esta pergunta vem com o “visto”: Deus Onipotente.
 
GUAITA, Stanislas de
(1860-1898). Após a morte de Eliphas Levi*, o Ocultismo* e a Magia* renascem em França com seu principal discípulo, o então jovem Marquês Stanislas de Guaita. Em 1880, aos 20 anos de idade, junto com outro jovem estudioso da Kabala*, Oswald Wirt, constituiu em Paris uma logia da Ordem Rosa-cruz*. Stanislas de Gauita era viciado em morfina, vida devassa, radicalmente revoltado contra a sociedade, apaixonado pelo grotesco e pelas emoções violentas..., distúrbios de caráter que se refletiam nas suas poesia muito ao gosto do romantismo francês. Interveio, à vezes só lhe atribuíam, todos as atividades ocultistas da sua época. É absurdamente acusado de haver causado mortes com seus Feitiços*. Prescindindo das poesias, escreveu os livros, absurdos até no próprio titulo, traduzidos a várias línguas pelos apaixonados do Ocultismo: “No Umbral do Mistério” e “A serpente do Gênesis. O Templo de Satanás”. Morreu com só 38 anos após uma grande ingestão de drogas. Os ocultistas o consideram destacado Rosa-Cruz* e Ocultista*. Tudo prova que, em geral, o Ocultismo* atrai e envolve pessoas psicologicamente imaturas. Muito Ocultismo* e pouquíssima ciência nas “Ciências Ocultas”.
 
GUALTÉRIO, de Subiaco
Entre os numerosos Fenômenos SN* (Supra Normais, milagres) saiu-nos ao acaso a classificação “Cura de coxos aleijados”. E entre estes, ao acaso saiu Gualtério, de Subiaco (Itália). Quando tinha três anos de idade, atacado de poliomielite, ficara aleijado de tal forma que os pés aderiram às nádegas, ficando completamente coxo. Nada menos que Bento XIV transmite todos os detalhes da vida e milagres de São Lourenço. Dona Méglia, a mãe e Dona Sofia, avó, levaram o menino ao eremitério.

Foram recebidas por Frei Amato, que compadecido, consentiu em apresentar somente o menino ao Frei Lourenço. O famoso convertido e penitente eremita São Lourenço*, um dos maiores taumaturgos da História, pegou no colo o menino coxo e aleijado, e concentrou-se em oração a Deus*. Testemunha Frei Amato: “Imediatamente com suas orações, retornou-o à anterior saúde”. A cura permanecia perfeita sete anos depois, quando se instalou o processo de canonização de São Lourenço*.
Detalhe do rosto de um o cadáver conservado em guano, inclusive com a corda do enforcamento e o chapéu
 
GUANO, Cadáver conservado em
Falsa incorrupção*. Por exemplo, no “Museu do Trocadero” de Paris, está em exposição um cadáver encontrado no fundo de um pântano, em meio e penetrado a tal ponto por tanto material orgânico, que impediu a corrupção e se conserva em bom estado. Completamente diferente da verdadeira Incorrupção*.
 
GUÉNON, René
(1886-1951). Deve-se a este orientalista francês uma interpretação pretendidamente mística* dos textos considerados sagrados pelos seguidores do Hinduismo* e Maometismo*. “Introduction générale à l’étude des doctrines hindoues” (1921) e “Le rècne de la quantité et les signes des temps” (1945).
 
GUIA, Espírito
Ver Controle.
 
GUILD of Spiritual Healing
Trata-se de uma organização espírita de praticantes de Curandeirismo*. Obedecem às instruções de um Médium*, Sr. Simpson, que por sua vez haveria sido instruído por um médico do além (?), que se chamaria Dr. Lascelles (?). O grupo de praticantes de Curandeirismo* é composto por sete pessoas, porque os supersticiosos acham que o 7 é “número mágico” (?).
 
GUPPY, Sra. de Samuel
Médium* britânica descoberta pelo Dr. Alfred Russell Wallace*, em casa da irmã dele. Nunca constou que ela tivesse obtido benefícios econômicos à custa de seus Fenômenos Parapsicológicos*. Em numerosas Experiências Qualitativas*, principalmente nos anos 1866 a 1872, comprovou-se que tinha notáveis manifestações de Telecinesia*, Aportes* com notável “freqüência”, de modo particular de plantas e de flores. A sua principal pretensão à fama, seria o seu pretendido Autotransporte*, desde seu lar, em Highbury, até o número 61 da rua Lambs Conduit, em Londres, a três milhas de distância! Certamente irreal, mais uma mostra do desequilíbrio histérico tão freqüente nos Psíquicos*. Ver Função Menos. Como máximo poderia haver sido Projeção* de PG por “mérito” da Percipiente* em Londres...
 
GURDJIEFF, Georgei Ivanovitch
(c.1877-1949). Sua família era de origem grega. Nasceu perto da fronteira russo-persa. A data do seu nascimento é duvidosa, pois ele próprio indicou datas diferentes segundo as conveniências... Sendo ele ainda muito criança, a família mudou-se para Kars. Ainda muito jovem, partiu de casa e desapareceu durante cerca de vinte anos, vagando, segundo ele próprio afirma (?), pela Ásia, Europa e África “em busca da verdade” (?).
J. I. Gurdieff
 
Afirma que teve encontros com prestigiosos Faquires* e Dervixes* e que se dedicou ao estudo da Hipnose* e da Ioga*. Escreveu várias obras que, em geral, são enganosas, embora contenham alguns elementos autobiográficos talvez verdadeiros. Qualquer que seja a verdade sobre as suas viagens, Gurdjieff chegou a Moscou em 1912 e passou a arrebanhar discípulos. Durante quarenta anos dedicou-se a ensinar (?). Pretendia “explicar” (?) a natureza do homem e do universo... Mas na realidade tudo o que ele “ensinava” (?) era com os preconceitos de uma ciência Materialista*, totalmente diferente do que haveria aprendido em Oriente...

Em 1917 a Revolução interrompeu o trabalho de Gurdjieff e de seus grupos. Regressou então com a família para o Cáucaso. Em Tiflis fundou o “Instituto para o Harmonioso Desenvolvimento do Homem” (?). A vida tornou-se tão difícil que obrigou Gurdjieff e os seus discípulos a sair da Rússia irem a Constantinopla, onde retomou os seus trabalhos. Escreveu um poema épico cronológico, tendo como base Belzebu* (?) lançado ao sistema solar (?). Foi o inspirador de Duspensky, que desenvolveu os seus ensinamentos no Ocidente, e conjuntamente formaram em Londres o “Fundo Gurdjieff”.
O cadáver de Gurdieff ficou exposto durante uma semana, velado dia e noite por seus discípulos. Ao seu enterro acudiram grande número de pessoas de alta categoria. Em 1949.
 
GURNEY, Edmund (1847-1888)
Inglês, dotado de uma extraordinária cultura, foi destacado e pioneiro investigador de Parapsicologia*. O resultado dos seus estudos durante muitos anos sobre Casos Espontâneos* publicou-os um livro de fama mundial, imprescindível ainda hoje para todos os Parapsicólogos*: “The Phantasms of Living”, Londres, 1886, escrito em colaboração com F. W. H. Myers* e F. Podmore*.
 
GURU
Termo hindu que significa Mestre e que se aplica geralmente a um orientador da Ioga*.
 
GUZIK, Jean (1876-1928)
Nascido em Raczna, Polônia, muito jovem já começou a manifestar alguma vez Fenômenos de Tiptologia*, Telecinesia*, Fantasmogênese*, etc. Foi estudado com muitas Experiências Qualitativas* de alto valor científico na “Sociedade Polonesa de Estudos Psíquicos”. E em Paris, sob a direção do Dr. Geley* em 1922 e 1923, submeteu-se a oitenta ou mais sessões de Experiências Qualitativas*. Em conseqüência das sessões dirigidas pelo Dr. Geley* foi publicado o célebre “Manifesto dos Trinta e Quatro” cientistas, que chegaram à conclusão da plena certeza da exata realidade dos seus Fenômenos*.

Contudo, uma comissão de professores da Sorbonne qualificou como Fraude* os Fenômenos* que eles viram numa única sessão. Bem, Guzik, talvez inconscientemente, pode haver feito alguma Fraude* perante a comissão, precisamente por estar em Estado Alterado* de Consciência e porque todos os Fenômenos Parapsicológicos* são espontâneos, contra o típico preconceito da comissão, para a qual toda realidade tem que ser repetível à vontade, ou então não existe (?). Que absurdo preconceito, embora tão generalizado na ciência estabelecida, materialista. Guzik indudavelmente era um grande Psíquico*. Inclusive alguns Fenômenos de Ectoplasm