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E, Fenômeno
Na terminologia da Micro-Parapsicologia* designam-se com esta expressão os Fenômenos Parapsicológicos* que surgem durante a seqüência de Experiências Quantitativas* em laboratório e mensuradas por estatística matemática. Somente. Esta exigência tão limitadora da realidade é fruto da Lavagem* Cerebral originada no Racionalismo* e sofrida pela maioria dos cientistas modernos. Portanto a expressão Fenômeno E deve ser rejeitada, sendo substituída pela expressão evidentemente preferível Fenômeno Experimental, com todas as letras, no significado incluindo também as Experiências Qualitativas*.
 
EAUTOSCOPIA
Visão* alucinatória do próprio interior projetado no exterior. Diz-se Eautoscopia Diferente quando na realidade é imagem como se fosse de uma “outra pessoa”, por apresentar atributos não conformes à realidade, mas conservando o sentimento da própria identidade. Diz-se Eautoscopia Especular, quando se vê como num espelho. A inversa, que consiste em não ver a própria imagem refletida realmente num espelho, é designada por Eautoscopia Negativa.
 
ECARTE
Nas Experiências Quantitativas* de ESP* e da suposta PK* (?) na Micro-Parapsicologia*, a diferença existente entre um êxito médio e um êxito provável.
 
ECMNÉSIA
Em Psicologia e Psiquiatria, incapacidade para recordar acontecimentos recentes sem diminuição da memória para acontecimentos remotos. Ver Amnésia. Interessa em Parapsicologia por seu relacionamento com a Pantomnésia* e determinadas Divisões* da Personalidade*.
 
ECOLALIA
Imitação inconsciente da voz de outra pessoa, durante Fenômeno Parapsicológico* de Psicofonia*, ou no Transe*, ou na Divisão da Personalidade* etc. Não se chama propriamente Ecolalia, quando é simulação consciente ou simplesmente uma reação de Histeria*. São muitíssimos os casos de Ecolalia, pois em si mesma não chega à categoria de Fenômeno Parapsicológico.

Mas quando acompanhada de algum Fenômeno Parapsicológico* autêntico, para os imbuídos de Superstição* seria prova (?) de Possessão* (?), ou Incorporação* (?), etc... É principalmente por isso que interessa ao Parapsicólogo*. Assim um caso famoso por pitoresco foi o do periquito Butzi, da família Damaros, em Hamburgo. Parecia que aprendeu imediatamente a imitar a voz de Edita, com perfeita Ecolalia.

Na realidade é que a jovem, doente, manifestava às vezes Psicofonia*, e assim a voz de Edita saia de perto, muito perto do papagaio. Pouco tempo depois morreu Edita, e sumiu a “Ecolalia” de Butzi. Confirmou-se para os Parapsicólogos que acompanharam o caso, que não era Ecolalia, nem sequer aprendizado do periquito, senão Psicofonia* da jovem doente.
Admirando a Psicofonia de Edita, sua irmã Bárbara (Balsi), com o periquito Butz
 
ECOSCOPIA
Mais uma Scopia*, pelo aspecto exterior dos edifícios ou das casas, muito praticada na antiga Grécia.
 
ÉCRANS DE DIACIANINA
Ver Diacianina, Écrans de.
 
ECTÊNICA, Força
Ver Psícodo.
 
ECTO-COLO-PLASMIA
Subdivisão de Ectoplasmia*, quando só se produz uma parte ou membro (em grego colon = membro) da pessoa ou coisa representada. Entre tantos casos de Ecto-colo-plasmia bem comprovados, merecem destaque os realizados pelos irmãos Schneider* (Rudi e Willy). Exemplo típico é a mão que a Bíblia* refere que no festim de Baltazar foi vista escrevendo (Dn 5, 5ss).

(A Bíblia não se mete em ciência. Usa a cultura, mesmo errada ou inclusive lendária, da época em que escreve, como instrumento de linguagem para Revelar Doutrina Religiosa. Por esse motivo, é bem possível que o caso de aparecer uma mão escrevendo não seja histórico, simplesmente instrumento de linguagem. Só são certamente históricos os fatos inseparáveis da Doutrina, como entre tantos exemplos a instituição dos Sacramentos, Morte e Ressurreição de Jesus, a afirmação da sua Divindade, etc.

E todos estes casos histórico-doutrinais estão assinados com numerosíssimos SN, milagres). Histórico ou não, aquele aparecer uma mão é um fenômeno de Ecto-colo-plasmia natural (não se deve explicar por mais, como SN*, o que se pode explicar por menos). (E se as palavras aparecessem sozinhas, seria uma caso de Pneumofrafia*). Mas é claro, como em cada uma das classificações de Fenômenos Parapsicológicos*, tanto dos EN* como dos PN*, existem também os SN* dessa classificação. Enormemente superiores, e numa única Religião.
Desenho do “Festim de Baltasar”
 
Por exemplo: Pierre-Jacques De Rudder. Por acidente, sua perna esquerda ficou completamente triturada do joelho até o peito do pé. Seu patrão, visconde de Bus, o levou e chamou os melhores médicos de vários países de Europa. Tudo inútil. A perna ficava cada vez mais “carcomida”, cheia de pus e com enorme fedor. Os médicos vão retirando cada vez mais carne putrefacta e pedaços dos ossos triturados e necrosados.

Oito anos depois do acidente, Pierre De Rudder, apesar dos deboches e ridicularizações, conseguiu ser aceito para ser levado numa peregrinação ao Santuário de “Lourdes em Flandres”, Oostakker (Bélgica), para pedir o milagre. Inúmeras testemunhas na viagem dolorosíssima e no Santuário. De repente Pierre-Jacques De Rudder, se levanta, caminha sem muletas, pula, dança, corre cheio de alegria... Recuperados instantaneamente os ossos, a carne... e as forças.

Numerosas constatações médicas imediatas, e no dia seguinte, e no outro, e no outro... Os médicos de Lourdes, agora da França, chamam-no para constatação nos seus arquivos. E..., como sempre nos milagres de Lourdes, a “marca”!, a “griffe”! (para verificação ou testemunho sempre): Com radiografia e ao tacto por fora se verificava que os ossos, tanto a tíbia como o pirônio, estavam justapostos no sentido antero-posterior, os de cima na frente os de abaixo atrás.

E não obstante as duas pernas eram exatamente iguais de comprimento (Isso sim que é Ecto-colo-plasmia SN). Muitos anos depois, desenterraram o esqueleto de P. J. De Rudder e... não havia calo ósseo na juntura, alias, feita com um decímetro maciço de osso! (e por onde passava a medula?), como também não havia o típico calo ósseo (naturalmente necessário), em nenhuma das junturas do que foram diversos fragmentos de osso.
Pierre Jacques de Rudder após a cura. E os ossos de ambas as pernas, que se conservam no Universidade de Lovaina (Bélgica), e uma copia em bronze no Santuário de Lourdes (França)
 
ECTOPLASIA
Termo usado por F. Myers*. Ver Ectoplasmia, nome preferível.
 
ECTOPLASMA e ECTOPLASMIA
O efeito e a produção, respetivamente. Termos criados por Richet*, e são os preferíveis em vez de Ectoplasia ou Ectoplastia, termos usados por Myers*, ou de Teleplastia, termo usado por Schrenck-Notzing*. Designa a emissão de uma espécie de vapor esbranquiçado, que sai do Psíquico*, mais freqüentemente pela boca, mas que pode sair por qualquer parte do corpo.

Durante a manifestação do Ectoplasma freqüentemente se observou no Psíquico* uma perda de peso até de vinte e cinco quilos em casos extremos de Fantasmogênese*, correspondendo ao peso do ectoplasma exteriorizado. O Ectoplasma é descrito como vivo nos seus movimentos, frio ao contato, levemente iluminado (o que lhe faz visível) e com um cheiro característico.

E sensível ao toque e especialmente à luz (é por isso que nas pesquisas científicas é exigida bastante escuridão): se for tocado ou iluminado, retorna de modo precipitado para dentro do corpo do Psíquico*, às vezes causando ferimento. Todas as fotografias apresentadas necessariamente tem que ser de “ectoplasmas” por truque. Entre tantos exemplos, no Brasil os espíritas fizeram enorme propaganda do caso da Médium* Otília Diogo, em Uberaba (a Meca do Espiritismo* brasileiro). Divulgaram centenas de fotografias: o Ectoplasma saindo pela boca até depois fazer Transfigurações* completas da Médium e mesmo Materializações* (!?) como se fosse o Espírito* (?) de uma freira e de um médico falecidos...

Tudo em presença e com o endosso convencidíssimo e mesmo sob o comando dos famosíssimos Médiuns* Chico Xavier e Waldo Vieira, e dos mais famosos líderes do Espiritismo. Até um grupo de 19 médicos (claro, todos espíritas, menos um) durante três meses fizeram pesquisas científicas (? Que falem de medicina, pois demonstraram que são grandemente fanatizados e nada sabem de Parapsicologia*). Fui consultado brevíssimamente por repórteres da revista “O Cruzeiro”. Todo o mérito é dos próprios repórteres, elogios para José Franco, Mário de Moraes, Henri Ballot, Nilo de Oliveira, Jorge Audi, José Nicolau... Bastem alguns títulos-manchetes da muito ampla e documentada reportagem (1-Fevereiro-1964): “Em Uberaba.

Equipe de ‘O Cruzeiro’ desvenda a farsa da materialização”. “O perito Carlos Éboli, da polícia do Rio, examinou um pouco de ‘ectoplasma’, concluindo tratar-se de um fio de algodão com contextura de gaze, com acentuados esmagamentos, provando que o tecido foi fortemente dobrado”, “A perícia técnica confirma reportagem de ‘O Cruzeiro’: Falsa a materialização de Uberaba”. “Foto por foto os truques grosseiros foram sendo revelados ao olho perito”. “Não há truque fotográfico que resista aos recursos modernos de um perito experiente”. “A mesma roupa veste os espíritos que exploram a boa-fé em Uberaba”. “A ciência esmaga a fraude de Uberaba”. “A médium Otília sem máscara”.

“Documentos oficiais destroem a grande mentira de Uberaba”. “A fraude foi planejada em várias etapas que se completavam”. Etc (Não se pode duvidar de que Chico Xavier, Waldo Vieira, os médicos espíritas e os outros líderes do Espiritismo conheciam as fraudes que se faziam com a sua colaboração). No Mito* do Espiritismo* e do Esoterismo* seria o Perispírito* (?), ou conceitos similares, com o qual os Espíritos* (?) dos mortos se tornariam em formas visíveis.

Rejeitados esses absurdos, nunca se determinou satisfatoriamente do que é feito o Ectoplasma. Dificilmente se presta à análise em laboratório. O Dr. Dombrowsky, da SPR* da Polônia, conseguiu, como pioneiro, analisar uma amostra já em 1916 e, em resumo, afirmou: “A substância é uma matéria albuminóide acompanhada de matéria gorda e células que se encontram no organismo humano. Estão ausentes o amido e o açúcar”.

Há que dizer simplesmente que se trata de uma forma de Telergia* condensada. A maioria dos especialistas faz notar a origem comum da Telergia* e do Ectoplasma. Simplesmente podemos dizer que o Ectoplasma, como a Telergia*, é uma exteriorização e transformação de energia somática. Podemos descrever a Telergia* como uma força somática exteriorizada invisível; mas por vezes a força somática pode estar condensada, apresentando-se visivelmente: é o Ectoplasma. Dirigido pela Psicobulia* e dependente dela, pode ser moldado. Obedece a um mecanismo de Ideoplastia*: Primeiramente amorfo ou polimorfo, em geral se constitui em representações diversas, de objetos, animais, pessoas... Ver Fantasmogênese e Transfiguração. Ou partes deles: Ver Ecto-colo-plasmia.
Otilia Diogo, em absoluta escuridão, segregou “ectoplasma”, flagrado com o flash.
 
EDDY, Irmãos. Horace e Williams
Rudes, abruptos, frios, fornidos camponeses norte-americanos da pequena aldeia Chittenden, no estado de Vermont. Após repetidos rumores do que se passava na sua casa, pessoas de toda parte vinham ver, e os irmãos Eddy tinham lugar para albergar a todos..., num extraordinário negocio. Posteriormente foram investigados (?) em Experiências Qualitativas* (?) de Ectoplasmia* pelo dirigente da Teosofia*, coronel H. S. Olcott.

Ficou em Chittenden durante dez semanas, publicando suas pesquisas (?), cheias de preconceitos, em quinze artigos editados em 1874 no “Daily Graphic” de New York. Mesmo tão despreparado “pesquisador” conseguiu numa ocasião pegar os irmãos Eddy em fragrante Fraude*, deixando o pesquisador (?) muito circunspecto contra seu entusiasmo anterior. Mais tarde, nada menos que o grande Parapsicólogo* Podmore* concluiu ser muito duvidoso que o caso dos Irmãos Eddy fosse alguma vez mais que hábil Fraude*.
 
EDDY, Sra
Ver Baker Eddy, Mary.
 
EDV
Sigla de Efeito* Diferencial de Variação.
 
EDWARDS, Harry (Henry James) (1893 - ?)
Interessou-se pelo Espiritismo* em 1936, logo percebendo nele uma mina de ouro, e rapidamente fez-se Curandeiro* fazendo os diagnósticos por Clarividência* (?) em Transe* fingido, incorporando (?) o Guia* Tomaso. Realizou sessões sistemáticas de Curandeirismo* no “Spiritual (?) Healing Sanatory” de Londres. Foi presidente da “Federação Nacional dos Curadores (?) Espíritas”.

Pretensiosamente desafiou as autoridades médicas, afirmando ter conseguido a cura (SN) de casos incuráveis naturalmente (?). Seu desafio propagandístico, contra o que ele esperava, foi aceito por organizações não saturadas dos preconceitos e fanatismos do Espiritismo*, e as pesquisas encarregadas e realizadas por organizações sérias, como a “Associação Médica Inglesa”, não encontraram nada que não se explicasse por causas comuns. Puro Curandeirismo*, com todos os seus perigos.
 
EEG
Sigla de Electroencefalograma*.
 
EFABULAÇÃO
Ver Paremnésia, termo preferível.
 
EFEITO DIFERENCIAL DE VARIAÇÃO (EDV)
Na Escola* Norte-Americana, a aplicação da estatística às Experiências Quantitativas* de ESP* e da pretendida PK* (?), quando não comparam os desvios, mas as variações ou flutuações das partes, e quando comparam os pontos das provas individuais com a soma total.
 
EFEITO FÍSICO, Fenômeno de
Ver Fenômenos Parapsicológicos, a Classificação.
 
EFEITO MISTO, Fenômeno de
Ver o mesmo. EFEITO PSÍQUICO, Fenômeno de. Ver o mesmo.
 
EFEITO PSI DIFERENCIAL (EPD)
Mensuração nas Experiências de ESP* e PK* (?) na Escola* Norte-Americana, quando se compara desvios em ambas as direções em relação à média da expectativa pelo acaso, medida que envolve o total dos pontos. Os pacientes são testados sob duas condições: muitas vezes marcam positivamente, isto é, acima do acaso numa das condições; e negativamente, abaixo do acaso, em outra. EPD é medido por essa diferença na marcação entre as duas condições.
 
EFEITO SANDUÍCHE
Ver Sanduíche, Efeito.
 
EFEITO STEPANEK
Ver Stepanek, Efeito.
 
EFLORESCÊNCIAS RÍGIDAS
Ver Raios Rígidos.
 
EFLÚVIO
Emanações consideradas de vitalidade, ou de caráter suprafísico (?), que na realidade muitas vezes são devidas a uma manifestação magnética, mas que a maioria das vezes é Telergia*. Como no caso de Caçador (SC). O Eflúvio de Telergia* às vezes todos viam, mas geralmente nada viam. Os animais latiam contra o Eflúvio e até fugiam apavorados. Eu procurando com lupa veia um pouco. E na fotografia ficou claríssimo o Eflúvio. A Psíquica*, era chamada pelo povo “a santinha”.
Consegui fotografar o Eflúvio da “santinha” de Caçador
 
EGLINGTON, William (1857 - ?)
Nasceu e vivia na ignorada Islington (Inglaterra), alcançou, porem, imensa fama como Médium* de Fenômenos Parapsicológicos* de Efeitos* Físicos. Concretamente sobre a interpretação de sua Criptografia* desencadeou-se uma controvérsia de grandes proporções da SPR* contra os exageros e interpretação dos sequazes do Espiritismo*.

Em certa ocasião o Arquidiácono Colley* acusou-o, em público, de Fraude*. O que não significa que sempre fosse Fraude*, pois em juízo foram apresentados muitos testemunhos de peso e respeitabilidade a favor da autenticidade de alguns fenômenos de Criptografia*, entre eles os testemunhos de Aksakof*, Sir Wallace* e inclusive do prestigiado professor Richet*.
 
EIDÉTICAS, Imagens
São Alucinações* quando caracterizadas pelas suas cores vivas e pela sua nitidez singular. Certas pessoas tem a capacidade, patológica, de rever, mesmo de olhos abertos e em todos os detalhes, imagens percebidas no passado e evocá-las inclusive à vontade. Não se considera patológico que certas crianças mais imaginativas, até os sete anos de idade, vejam o que imaginam. Mas se não se curarem após os sete anos, pode desembocar em doença mental inclusive grave.
 
EIDOLON
Em grego significa imagem. Termo introduzido pelo prof. Daumer para designar contraditoriamente formas que afirmava não serem nem corporais nem espirituais (?). Em tanto aceitável quanto identificável com a energia, isto é, formas por Telergia* ou Ectoplasma* muito tênue, mas material!
 
EIDOS, Mundo de
Seria o quarto nível ou Plano da Cor, segundo descrição numa pretensa Comunicação* do Espírito (?) de Myers* pela Psicografia* de Geraldine Cummins*. Ver Planos.
 
EISENBUD, Jules (1908- ?)
Parapsicólogo* Norte-Americano. Tornou-se mundialmente famoso especialmente por suas Experiências Qualitativas* de Escotografia* com Ted Serios* na Universidade de Denver. Foram publicadas em 1967 e em 1982.
 
ELBERFELD, Cavalos de.
Tudo começou quando o Major Wilhem von Ostem adquiriu e chamou Hans um cavalo a quem teria ensinado a fazer, por meio de quilhas e depois de números, diversas operações aritméticas (?). A pergunta fazia-se verbalmente e o cavalo respondia batendo com a pata no chão um determinado número de vezes, segundo o resultado do problema.

A apresentação do animal causou grande sucesso e estupefação entre alguns cientistas, o que levou a lançar hipóteses que levariam (?) a uma total revisão dos conhecimentos sobre o comportamento animal. O dono do animal viu-se constantemente assediado por curiosos e também por sábios, que queriam investigar o prodígio. O fato levou a que fosse nomeada oficialmente uma comissão científica composta por professores de Psicologia, Fisiologia, Zoologia, Veterinária e especialistas de Equitação e Adestramento de Animais.

A comissão estudou detidamente o caso, chegando à conclusão só de que este deveria ser tomado muito a sério e estudado ponderada e cientificamente... Posteriormente o rico industrial Karl Krall, que em 1906 recebeu de presente o cavalo Hans, decidiu ensinar a outros cavalos as mesmas operações que Hans realizava, mas em condições mais espetaculares. Empregou muito tempo, dinheiro e engenho, mas conseguiu que quatro cavalos parecessem inteligentes (?). Eram dois cavalos árabes, um pônei chamado Hanschen e um velho cavalo cego chamado Barto.

São enormes a literatura e as polêmicas que surgiram por causa destes cavalos, mormente após o livro que Karl Krall publicou em 1902. Muitos “cientistas” (em outros temas) chegaram a defender a inteligência (?) daqueles cavalos (?). Mais erradamente outros defendiam a Incorporação* (?) de Espíritos* (?) de mortos, Possessão* (?) por Demônios* (?) e outros disparates. Não menos disparatada “explicação” (?) dá o líder da Escola* Norte-Americana, o Dr. Rhine*, com muitos outros da Micro-Parapsicologia*, em casos semelhantes modernos com uma égua, com um cachorro...: seria Percepção* Extra- Sensorial (ESP*), Telepatia* sobre as pessoas presentes (!?).
O cavalo Hans
 
Com os cavalos de Elberfeld uma nova comissão científica, nomeada pelo Ministério da Educação e presidida pelo Dr. C. S. Strumpf, diretor do Instituto de Psicologia da Universidade de Berlim, estudou o cavalo Hans, já conhecido por “der Kluge Hans” (= “o João inteligente”), e chegou à explicação certa: o prodígio era devido simplesmente à percepção por Hiperestesia* do cavalo a respeito dos Movimentos I. I. I* realizados pelo seu dono ou pelos cuidadores assistentes.

O cavalo batia no chão ininterruptamente logo que percebia que lhe faziam uma pergunta, até que alguém, inclusive inconscientemente, lhe fizesse sinal de que devia deter-se. Sinal, repetimos, de Criptomímica*. O cavalo com os olhos vendados não dava a resposta exata: batia com a pata até se cansar. Mesmo com o cavalo Barto, velho e cego, a explicação era a Hiperestesia*. Cego, mas com Hiperestesia* nos outros sentidos. Na ausência de todos, observados a certa distância, os cavalos batiam até cansar-se e sem nem sequer se aproximar do número certo de batidas. Já antes, em 1903, Albert Moll, presidente da Sociedade de Psicologia* de Berlim chegara à mesma acertada conclusão.

Outras Experiências Qualitativas* conduzidas com o mais severo cuidado confirmaram e confirmam, contra a absurda explicação (?) dada pela Micro-Parapsicologia*, não se tratar, evidentemente, de ESP* senão principalmente de um Fenômeno* de Hiperestesia*. Comprovou-se a existência da colaboração um tanto por Fraude* em algumas ocasiões, quando por exemplo um tratador dos animais se ocultava dos investigadores ficando, porém, visível ou perto dos cavalos.

Conhecida a explicação, já foi fácil reproduzir o show, não só com cavalos, mas também com outros animais: cães, gatos, macacos, etc., que são apresentados em circos. E “der Kluge Hans” passou a ser conhecido como “der Luge Hans” (= o João enganador). Desfeito o mistério, o Major Wilhem von Ostem morreu abatido e desiludido em 1909. Ver AMPSI.
O “Ganso que aprende” e tantos outros casos semelhantes, considerados ESP pela Micro-Parapsicologia (!?)
 
ELDRED, Charles
Médium* inglês. Atuou nos fins do século XIX e inícios do XX, especialmente em Fantasmogênese*. Por fraude! É famoso precisamente pela sua enorme habilidade nas fraudes, que custou muito a serem descobertas pelos especialistas, descobertas que não foram aceitas pelas testemunhas! Entre os especialistas que foram pesquisar o prodigioso e famoso Médium*, o fato de que levasse sempre consigo a mesma cadeira para suas demonstrações, foi o que imediatamente sugeriu pistas...

A 5 de Maio de 1906, em Bayswater, os membros do comitê de pesquisa submeteram a cadeira a profunda analise, sem que Eldred tomasse conhecimento. Escreve o famoso Parapsicólogo* Harri Price*: “A cadeira trucada utilizada por Eldred era uma obra de arte, e todo Ilusionista* estaria orgulhoso de possuir uma dessas...

Descobrimos que a cadeira tinha compartimentos secretos nos que encontramos um manequim dobrável feito de cetim rosa, uma máscara de cor clara, dez metros de seda chinesa branca, duas peças de fino pano preto, três barbas de aspectos diferentes; duas perucas: uma branca e outra cinzenta; uma espécie de cabide para suspender roupagem que representaria uma segunda forma; uma lâmpada elétrica... com quatro metros de fio condutor e um interruptor...; uma garrafa de perfume; agulhas, etc”.

O Médium* foi denunciado, processado e condenado pela justiça em Março de 1906. Não obstante, tantas pessoas não quiseram reconhecer que foram miseravelmente enganadas, tanto reclamaram testemunhando a inocência de Eldred, que já em Agosto Eldred estava de novo na mesma atividade, aclamado pelos sequazes do Espiritismo* e com maiores platéias...
Mágico fazendo aparecer de tudo na “cadeira de Eldred”, nome que se tornou sintomático em Ilusionismo
 
ELEMENTARES
No Ocultismo*, herdando o antiquíssimo Animismo e Politeísmo, termo que designa os pretendidos “espíritos da natureza” (?). Deles se diz que possuiriam pouca inteligência, mas que teriam grande poder no seu elemento natural.

Ocasionalmente, no Espiritismo*, emprega-se este termo também para designar uma Entidade* ou Espírito* (?) de morto com baixa inteligência. Também pode designar, segundo alguns espíritas e outros ocultistas, um Invólucro* Astral (?) com que eles explicam (?) a Fantasmogênese* e mesmo outros Fenômenos* Parapsicológicos mais simples. E o absurdo chega a mais: geralmente logo após a morte, este Invólucro* Astral se desintegraria, embora permanecendo mais tempo nas Entidades* (?) malvadas.
Em milhares de casos os elementares se mostrariam (?). Ver Simulacro
 
ELETRICIDADE ANIMAL
Designação dada pelo Dr. Pététin ao Magnetismo* Animal. Pelos erros implícitos, ambas designações hoje substituídas pelo termo Hipnotismo*.
Desenho ridicularizando o hipnotizador que dá a interpretação de “Magnetismo animal”
 
ELETROCHOQUE
Tratamento que foi muito usado em Psiquiatria e hoje quase em desuso. Segundo Freud*, reforçado mais tarde por Mobius e outros muitos, não passa de violenta maneira de induzir a Sugestão*. Essa violenta Sugestão* faz compreender o porque, com gritos e até pancadas, o Exorcismo* usado antigamente, como os métodos circenses e violentos usados hoje por pastores evangélicos e por chefes de terreiros de Umbanda* etc. conseguem “curar” (?) Possessos* (?). Com todos os perigos do Curandeirismo*.
Entre tantos pastores exorcistas, aqui o Pastor Doriel, do “Tabernáculo Evangélico de Jesus”.
 
ELETRODINAMISMO VITAL
Hipótese formulada pelo Dr. Philips, pseudônimo de Duran de Gros, para explicar (?) os efeitos do Magnetismo* Animal, na realidade do Hipnotismo* e, em certos casos, da Telergia*, termos evidentemente preferíveis, segundo os casos.
 
ELETROENCEFALOGRAMA (EEG)
É o traçado do registro da atividade elétrica das células cerebrais. Registro obtido por meio de eletrodos fixados no couro cabeludo e que deriva das correntes produzidas pelos neurônios. Estas correntes são amplificadas por um oscilógrafo eletromagnético, provido de um registrador. Conforme a sua freqüência, isto é, segundo o número de oscilações que apresenta por segundo, e conforme a sua amplitude, distinguem-se essencialmente quatro espécies de Ondas* Cerebrais.

Em Parapsicologia* utiliza-se o EEG para comprovar a existência e profundidade do Transe*. Também no Emissor* ou corpo original nos casos de Bilocação* ou OBE*. E em geral para analisar e comprovar as reações que acompanham a manifestação de qualquer Fenômeno* Parapsicológico.
 
ELFOS
De origem escandinavo, termo representando o Mito* de Potestades* (?) principalmente do ar.
 
ELIADE, Mircea
Doutor em letras e Filosofia pela Universidade de Bucarest, membro da “Rumanian Writers Society” da que foi secretário em 1937, professor associado na Faculdade de Letras da Universidade de Bucharest em 1940-1941. A destacar do ponto de vista da Parapsicologia*: Erudito em Antropologia Religiosa e em Alquimia*, um dos mais destacados expositores de Ioga* adaptado ao Ocidente, e na Universidade de Chicago também professor de História da Religião de 1958 até o presente.
 
ELIEZER, Israel bem
Ver Ba’al Shem Tob.
 
EM
Sigla de Extra-Normal. Geralmente a sigla é de uso preferível. Erradíssima a generalização pela Micro-Parapsicologia* que considera PN* todos os Fenômenos Parapsicológicos*. E também erradíssima a generalização pela Superstição* (e Religiões inventadas, Pentecostais*, Seitas*...) que considera SN* qualquer fato extraordinário, mesmo que não chegue à categoria de Parapsicológico*. Contra o erro da Micro-Parapsicologia*, a maioria dos Fenômenos Parapsíquicos* são EN.

Só há uma faculdade PN*, a chamada ESP* ou preferivelmente PG.* E todos os Fenômenos Parafísicos* são EN, nenhum é PN*. Contra a Superstição* e suas numerosíssimas denominações, a todos e cada tipo de Fenômenos Parapsicológicos*, tanto EN como PN*, correspondem milhares de casos SN*, imensamente superiores e numa única Religião* (É comprovado além de evidente que Deus só pode haver revelado uma única Religião, entre 56.000 diferentes e até contraditórias).

A classificação Fenômeno EN-PN pareceria contradição. Trata-se de um Fenômeno Parapsicológico* de efeito sensorial e nesse sentido EN, e acrescenta-se PN* porque resultante de causa extrasensorial. Ver Efeito* Misto, Fenômeno de.
 
EMBALSAMAÇÃO ou EMBALSAMAMENTO
Tratar cadáveres com anti-sépticos e por outros vários métodos a fim de evitar a sua putrefação. (Muito diferente dos casos da verdadeira Incorrupção*, sempre SN*). Transmite Heródoto (século V a.C.) que os antigos egípcios removiam pelo nariz o cérebro do cadáver, removiam os intestinos e demais órgãos por uma incisão no flanco esquerdo e então submergiam o cadáver em resina durante 40 dias, e depois o envolviam para sempre em gases empapadas com resinas e óleos. Ver Mumificação.
MO corpo mumificado do faraó Ramsés II
 
Uma curiosa técnica de Embalsamamento é ainda hoje empregada pelos “selvagens” daNova Guiné. Extraem pela boca tudo o que podem dos órgãos internos. Depois enlambuzam plenamente o cadáver com banha de porco e o colocam o dia todo ao sol. De noite novo enlambuzamento, e de dia novamente ao sol. Assim durante vários dias. E assim conseguem que a Múmia* se conserve inclusive durante vários meses.

Sabe-se que o famoso orador Cícero (106 – 43 a.C.) mandou embalsamar o cadáver da sua filha Túlia ou, como ele a chamava, Tulíola (=Tulita). Segundo refere Heráclito (c.544-c.480 a.C.), o cadáver da rainha Cleópatra (69 a.C. – id. 30 a.C.) conservou-se 126 anos. Rafael Valterra ( ) transmite que o cadáver embalsamado de uma mulher foi encontrado em Roma 1.300 anos depois da sua morte. Na via Ápia Alexandre Magno (356-323 a.C.) encontrou bem conservado o cadáver de uma menina embalsamado na época do império romano.

Na Igreja de Santa Cecília, em Roma. o corpo de um cardeal inglês conservou-se embalsamado 300 anos. Na Igreja de Sto. Domingos em Bolonha, o corpo embalsamado de Alexandre Tartagni ( ) conservou-se 150 anos. Causa uma impressão horrorosa o corpo de Bonifácio VIII, (1235-1303) pois o nariz não ficou bem embalsamado e... Etc. etc.
Na Nova Guiné um homem admirando a conservação de um cadáver.
 
EMERGÊNCIA
Ver Declinação.
 
EMISSÃO HIPERESTÉSICA
Emissão, inconsciente, de reflexos físicos e fisiológicos mínimos, correspondentes à ideação. Acrescenta-se ao termo emissão o adjetivo hiperestésica por serem captáveis por HD* inconscientemente pelas pessoas presentes. É um dos fundamento da HIP*. Ver Bain, Lei de.
 
EMISSOR
Ver Agente, embora no conceito próprio de cada um desses termos, a Parapsicologia* indica matizes diferentes.
 
EMMERICH, Anna Khaterina (1774-1824)
Tomou o hábito de freira em 1802, e em 1806 manifestou Estigmas* no corpo, imitando as feridas da Paixão de Cristo. Teve também Exudação* Hemática, localizada, por exemplo onde estariam os espinhos se fosse coroada como Cristo. Foi também famosa pelas suas pretendidas Revelações* a respeito da Paixão de Cristo. Tanto a Exudação* Hemática (Aporte*) como os Estigmas* (Dermografia*) foram severamente controlados por médicos e peritos.

Os Estigmas* de Anna Khaterina persistiram até sua morte. Mas nem os Estigmas*, nem a espécie de Aporte*, nem as projeções Alucinatórias* das suas meditações, nem as Adivinhações* como se fossem Revelações* passaram de Fenômenos Parapsicológicos* absolutamente naturais, em si mesmos considerados, o que não exclui que possa algo ser especialmente Providencia* Divina.
 
EMPARELHAMENTO CEGO
Ver Blind Matching.
 
ENCANTAMENTO
Ver HP, termo preferível.
 
ENCARNAÇÃO
Para os que crêem no imenso absurdo da Reencarnação* (?), o ato de um Espírito* (?) de morto que se uniria a um corpo humano. Completamente diferente e caso único é a Encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade: Deus* assumiu um ser humano, inteiro, corpo e Alma*: Jesus Cristo verdadeiro Deus* e verdadeiro homem.
 
ENCAUSE, Gérard; e ENCAUSE, Philippe
Ver Papus.
 
ENCROMANCIA
Mais uma Mancia*, ou aqui corretamente uma Scopia*, de Adivinhação* pela forma das manchas produzidas ao verter-se tinta. Generalisando, sob o mesmo nome, pelas formas das manchas deixadas na xícara pelo chá ou qualquer líquido equivalente. Ver Cafetomancia.
A cafetoscopia é típica entre adivinhos de origem árabe.
 
ENDEMONINHADO
Ver Possessão.
 
ENDOCINESIA
Neologismo desnecessário em vez de Tiptologia*, termo preferível, frisando-se que nesse determinado caso a Telergia* agiu no interior (em grego endon) movimentando (?) partículas do objeto.
 
ENDOMETAPLASIA
Termo desnecessário proposto por Bret para designar a Transfiguração*, a não ser quando se quiser frisar a Transfiguração* não pelo Ectoplasma*, ou não principalmente, mas pela modificação do corpo com mudança de cor, contrações, alongamentos e outros processos.
 
ENERGIA PSÍQUICA
Hipótese de um fator que transportasse (?) a informação PG* na classificação ST*. A hipótese foi levantada por Hans Gerger, o famoso electrofisiólogo descobridor da técnica eletroencefalográfica. Segundo ele, a energia elétrica produzida pelas células do cérebro, sem deixar de ser material, poderia ser difundida a qualquer (?) distância e atravessar qualquer (?) obstáculo e ir para o passado (?) ou futuro (?).

Quando chegasse ao cérebro do Receptor* originaria os processos fisiológicos e as manifestações mentais correspondendo à ação do Agente* (?) ou Emissor* (?). A hipótese de Berger deve ser plenamente descartada. A ST* como toda divisão de PG* é mesmo PN*, espiritual. Nenhuma energia fisica, por mais disfarçada que esteja com o mero nome de psíquica, tem as características do espiritual. E, além do mais, em PG* não há Agente* ou Emissor*, propriamente ditos, senão unicamente Percipiente*.
 
ENGRAN
Termo da Cientotologia*. Na sua coleção de disparates, mais um absurdo: uma dolorosa imagem mental que seria resultado do sofrimento numa Reencarnação* (?) anterior.
 
ENOQUE, Livro de.
Em Demonologia* é preciso aludir a este livro Apócrifo*. Trata-se na realidade de uma coletânea de lendas judaicas realizada por vários autores nos séculos I e II a.C. Meritória e artisticamente neste livro adaptam-se as lendas pagãs à mentalidade judaica.

E concretamente o Mito* pagão de “guerra de deuses” (?) foi transformado no Mito* de “guerra de Anjos*” (?). E como muitos dos primeiros cristãos, inclusive de grande prestigio, consideravam erradamente o Livro de Enoque como formando parte da Bíblia*, o Mito* foi perpetuado.
Desenho de Albrech Dürer mitificando, ainda mais, a lenda de Guerra dos Anjos.
 
ENSINAMENTOS
O fanatismo (ou má intenção anti-católica dos líderes) dos espíritas não tem limites. Entre as pretendidas Comunicações* recebidas através da Mediunidade* (?), há algumas que formam uma espécie de “código de ética para os seres humanos”. São consideradas originais (?) pelos espíritas.

Na realidade trata-se de normas morais evidentemente tomadas do Cristianismo, e inclusive contraditoriamente falam de Evangelho e até de Divino Mestre, sendo que o Espiritismo* não aceita o conjunto principal da doutrina do Evangelho (Sacramentos, Redenção, Ressurreição*, Sobrevivência* Eterna, etc.) nem seu fundamento, a divindade de Jesus Cristo.
“ELUCIDÀRIO” “Obra ditada pelo Espírito de Paulo de Tarso” (em destaque). “VIDA DE JESUS” “Ditada por ele mesmo” (em destaque). Obra editada em francês, em italiano e em português: “Sétima edição brasileira”
 
ENTIDADE
Assim chamam um suposto Espírito (?) de morto Desencarnado* (?) que se comunicaria por algum Médium*. Como se um Espírito* (?) humano, sem corpo, pudesse ser uma pessoa humana, agir ou mesmo existir!
 
EPD
Sigla de Efeito* PSI Diferencial.
 
EPIFANISMO
Nome proposto por Bret para substituir, em qualquer uma das suas modalidades, o termo Aparição*. Mas a proposta não teve êxito, sendo preferível, segundo os casos, os termos Alucinação*, Visões* Religiosas, Aparições* (de Jesus Ressuscitado, até a Ascensão), Aporte*, Fantasmogênese*, etc.
 
EPIFENOMENALISMO
Preconceito Materialista* incutido por Lavagem* Cerebral trisecular, segundo o qual a inteligência, as idéias, as abstrações etc. seriam mero resultante de processos físicos neurais. Nada teriam a ver com Alma* espiritual, que não haveria segundo esse absurdo preconceito e total ignorância, muito freqüente entre os “cientistas” de hoje, fora da sua especialidade.
 
EPÍFISE
Corpo oblongo e arredondado, de 6 a 8 mm de comprimento, de uma cor avermelhada escura, que está ligada à parte posterior do terceiro ventrículo do cérebro. Tem seu interesse em Parapsicologia* porque certos ramos do Ocultismo*, sem prova alguma, constituíram a Epífise como sé da faculdade PG*. Alguns, carregados de Esoterismo*, pretenderam relacioná-la com o Mito* do Terceiro* Olho (?).
 
EPILEPSIA
Aplica-se em geral às características perturbações nervosas por crises nas que sobrevem subitamente perda da Consciência* acompanhada de convulsões.

Na época da Bruxaria* e hoje em ambiente de Movimentos Pentecostais*, no Espiritismo*, etc. tais manifestações, quer realmente epilépticas quer Histéricas*, idênticas ou parecidas, são supersticiosamente interpretadas como Possessão* (?), Incorporação* (?), etc
 
EPOPTAS
Designação, hoje em desuso, dada pelo Abade Faria* às pessoas muito aptas para Hipnose*.
 
EPORTE
Um tipo de Aporte*, termo preferível em geral. A não ser quando se pretende frisar que é Aporte* em direção contrária ao característico.
A freira Helena Aiello, após a Exudação* Hemática alguns anos, na Sexta Feira Santa, manifesta também Eporte: Não fica anêmica, pois a maior parte do sangue o reabsorve.
 
ERRATICIDADE
Tradução do supersticioso conceito de Devachan*, termo este preferível fora do Espiritismo* brasileiro.
 
ERRO SISTEMÁTICO
Na Escola* Norte-Americana designa uma característica que se observa às vezes em Experiências Quantitativas* de ESP*. Sucede que o número de respostas dadas pelo Percipiente* ultrapassa significativamente as que seriam de esperar pelo acaso. De modo negativo, mas indica ESP*.
 
ERTO, Pasquale
(1895 - ). Italiano. A partir de 1922, como Médium*, começou a alcançar muita notoriedade inclusive entre os melhores pesquisadores porque manifestaria Fenômenos Parafísicos* de Tiptologia*, Telecinesia*, Fotogênese*, Pirogênese*... Freqüentemente acompanhados de Psicofonia* como se fossem vozes dos Controles* Fagal, Incognito, Oreste, Matteo, Dr. Alfonso... e também por Psicofonia* até canções da soprano Anna.

Deu sessões nada menos que no IMI* de Paris e no “National Laboratory for Psychical Research” de H. Price* em Londres, depois em 1923 em Gênova e em Roma perante os melhores Parapsicólogos* italianos como Morselli*, Servadio, etc. Todos os grandes especialistas ficavam desconcertados porque sabiam que com hora marcada não há autênticos Fenômenos Parapsicológicos.

Mas Erto se sometia a todas as exigências contra a Fraude*... Só depois de anos e dificílimas pesquisas, por fim em 1924 o IMI*, com Gustave Geley*, Paul Heuzé etc., conseguiu descobrir as habilidosíssimas Fraudes*. O próprio Erto teve que reconhecê-lo... E o Médium* Pasquale Erto deixou de fazer sessões de Espiritismo*. Erto é considerado como protótipo da habilidade na Fraude*.
 
ESCATOLOGIA
Aqueles temas da Filosofia e da Teologia que tratam do fim do mundo e do que espera ao homem na e depois da morte. A Escatologia interessa muito à Parapsicologia*, por ser o fim do mundo um tema preferido de várias Seitas* e de muitos falsos Profetas* e Adivinhos* charlatães; também porque durante o morrer podem surgir Fenômenos Parapsicológicos*.

Ver Biocinese. E por fim porque tudo o relacionado com a Sobrevivência* constituí parte importante da Religião. E também das Seitas*, do Espiritismo* e demais espécies de Esoterismo*.
 
ESCOLA DE NANCY
Ver Nancy, Escola de.
 
ESCOLA ECLÉTICA ou ESCOLA EUROPÉIA
Junto com a ESCOLA TEÓRICA que dela forma parte, é sem dúvidas a melhor escola, imprescindível, a verdadeira e importantíssima Parapsicologia*. É designada eclética porque os seus corifeus se debruçaram não só sobre os Fenômenos EN* como os da Escola Materialista*, nem só sobre os Fenômenos PN* como os da Escola Espiritualista*, senão tanto sobre os Fenômenos EN* como sobre os PN* e ainda, desde o inicio, sobre os Fenômenos SN*. Todos os Fenômenos Parapsicológicos*, antes e quando a Parapsicologia* começava em 1882, eram considerados SN*.

A pesquisa demonstrou que muitíssimos eram falsamente SN*: em ambiente de Protestantismo, Espiritismo*, Demonologia*, Seitas*, Curandeirismo*, etc.; e outros verdadeiramente SN*: muitos, e só em ambiente religioso divino de uma única religião. Que observar o ambiente também pertence à Ciência* de observação... Desde o inicio seus corifeus souberam compreender os três tipos de Ciência*:

1.- A menos importante mas fundamento de qualquer outra Ciência*: ver, observar, experimentar: Ciências Experimentais, que melhor seria chamar Ciência* de Observação para não delimita-las à experimentação repetível à vontade.
2.- Mais importante que ver é o raciocínio, diferenciar, deduzir... Filosofia. Mas sobre a base da experiência, se não seria sofisma e não Filosofia.
3.- E a Ciência* mais importante, a Teologia, a palavra de Iahweh, mas antes pertence às Ciências* de observação demonstrar o fato da Revelação*, do contrário não seria Teologia, senão invencionices, Superstições*, ou “teologúmena” como depreciativamente dizia o famoso teólogo e grande Parapsicólogo* Pe.

Karl Rhaner* S. J. Dadas as peculiares características do Fenômeno* Parapsicológico, muito justamente os membros desta Escola Européia, por cima das Experiências Quantitativas* dão preferência e mais importância às Experiências Qualitativas* e à coletânea e análise de Casos Espontâneos*. Desta Escola Eclética são todos os pioneiros da Parapsicologia* inclusive já antes da fundação da SPR*, seguida principalmente pelos investigadores europeus, donde surgiu a denominação de Escola Européia.
Treze grandes físicos garantem que conseguiram captar as vibrações luminosas de Jesus na Cruz. Ora, conhecem muita Física e nada de Parapsicologia...
 
ESCOLA ESPIRITUALISTA ou ESCOLA NORTE-AMERICANA
Deveria considerar-se simplesmente como outro ramo da Parapsicologia*, mas lamentavelmente seus membros se caracterizam por ignorar as outras Escolas e autoconsideram-se os únicos (?) Parapsicólogos* existentes no mundo. Foi iniciada pelo Dr. McDougal* e desenvolvida pelo Dr. Rhine* na Universidade Duke*, Durham, Carolina do Norte.

Entre os pioneiros desta Escola há que citar também os Drs. Pratt*, Pearce*, Zener*... e tantos outros, que se dedicaram à investigação na base de Experiências Quantitativas*, por estatística matemática, em laboratório. O mérito desta Escola é duplo:

1- Deve-se a ela que a Parapsicologia* fosse reconhecida (já antes do reconhecimento internacional oficial posterior) por muitos cientistas e instituições científicas estabelecidas, precisamente por empregar unicamente a metodologia materialista, que erradissimamente é aceita e proclamada como única (?) científica pela maioria das universidades de hoje.
2- Haver demonstrado precisamente com essa metodologia materialista que existe no homem uma faculdade PN*, extrasensorial, espiritual: ESP* (e erradamente eles pretendem também a inexistente PK*).

É por isso que também é chamada Escola Espiritualista. Esta escola é sem dúvida a mais difundida e conhecida, além de pela propaganda norte-americana, também precisamente pelo apriorístico exclusivismo metodológico empregado na pesquisa. Isto é, em vez de libertar a Parapsicologia*, como se pretendeu desde sua fundação em 1882, para o estudo os Casos Espontâneos* e do Espiritismo*, Ocultismo*, Magia*, Demonologia etc. A Escola Norte-Americana, nascida em 1931, escravizou a Parapsicologia* aos métodos tradicionais no estudo da matéria e da sua regularidade.
Ver Micro-Parapsicologia.
Foto muito famosa e muito comentada em Bauru (SP). Por quê? Em toda a cidade ninguém soube dar a explicação verdadeira!
 
ESCOLA MATERIALISTA
Era uma das Escolas de Parapsicologia antes ou até 1960. Predominava nos países da antiga “cortina de ferro”: “Instituto de Fisiologia” da Universidade de Leningrado, “Centro de Estudos Parapsicológicos” na Checoslováquia, “Instituto de Parapsicologia” e cátedra nas Universidades de Moscou e Leningrado, etc.

Estudavam exclusivamente os Fenômenos Parapsicológicos* que têm uma explicação fisiológica, fundamentando-se principalmente nas teses de Paulov*, e davam por suposto que todos os Fenômenos Parapsicológicos* tinham que ser EN*. Hoje a Escola Materialista não mais existe, estudam também e admitem os Fenômenos PN*, integrando-se na Escola* Eclética; não ainda, ou poucos dos seus membros, na Escola* Teórica.
Foi fotografado um Extra-Terrestre? Claro que não...
 
ESCOLA TEÓRICA
Esta escola deve ser distingüida e destacada dentro da Escola Eclética ou Européia. É constituída por um grupo de elite. Desenvolve um trabalho preferentemente de compilação, revisão, classificação, dedução de conseqüências e implicações, etc. das experiências e observações de todos os Parapsicólogos*. Trabalho fundamental, e que evita distorções e erros de interpretação em investigadores que podem ser excelentes experimentadores e magníficos sábios na sua especialidade e, lamentavelmente, também costumam ser péssimos filósofos, piores teólogos e de admirável incultura geral.

Nesta Escola Teórica há nomes tão importantes como Mirville*, Guénon*, Hodgson*, Heredia*, Morselli*, Tocquet*, Thurston*, Omez*, Kloppenburg*, Roure, Palmés, Zacchi, Alfano, Silva Melo, etc., etc. Homens de admirável cultura global, como é necessário, em tudo o relacionado e que interessa à Parapsicologia*. Há que incluir e destacar o mestre inigualável de todos os Parapsicólogos*, Bento* XIV. A esta escola pertence o CLAP.
 
ESCOLAS DE PARAPSICOLOGIA
Distinguem-se quatro principais ramos da Parapsicologia* segundo os seus objetos tradicionais ou preferenciais de investigação, especialização ou ensino: a Escola Materialista, a Escola Espiritualista, a Escola Eclética, e desta surgiu ou dela formando parte a importantíssima e imprescindível Escola Teórica. É claro que nos países onde prevalece cada escola, há Parapsicólogos* que seguem os rumos de outra escola.
 
ESCOLÁSTICA, ou FILOSOFIA PERENE, ou FILOSOFIA CLÁSSICA
Sistema de Filosofia precisamente chamada Escolástica por ser a mãe e mestra de todas as escolas ou sistemas filosóficos. Ensinada tradicionalmente durante séculos e, por isto, chamada Perene. É chamada Clássica porque com mais direto ensinada nas aulas (classes) que se prezem de científicas. Também é designada como Aristotélica-Tomista porque a partir de Aristóteles* seu principal arauto é Santo Tomás de Aquino*.

Afirma e demonstra que a Fé* e a Razão, ou com outras palavras a Teologia, a Filosofia e as Ciências* de Observação não só se complementam, senão que estão de tal modo interligadas que uma prescindir da outra leva necessariamente a distorções e erros gravíssimos. Tese que defende e caracteriza também a Parapsicologia*. Lamentavelmente nestes três e meio últimos séculos de Materialismo e similares tão importante tese e prática está “esquecida” por preconceitos na maioria das Universidades “científicas” (?).
 
ESCONJURO ou CONJURO
Objetos ou ações no intento inútil de afugentar por Magia* certas forças adversas de seres Sobrenaturais* ou considerados como tais. Ver Feitiçaria.
Treze grandes físicos garantem que conseguiram captar as vibrações luminosas de Jesus na Cruz. Ora, conhecem muita Física e nada de Parapsicologia...
 
ESCOTOGRAFIA, ou FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO, ou PSICOFOTOGRAFIA. ou EXTRAGRAFIA
O termo Escotografia foi introduzido por Felicity Statchered para designar as “impressões dos Espíritos*” (?) numa placa ou filme fotográficos sem objeto visível na exposição. Prescindindo do grave erro da interpretação espírita, o termo Escotografia é o preferível. Por contraposição ao termo fotografia = gravação (do grego grafé) pela luz (do grego foto), até com certo humorismo foi cunhado o termo Escotografia = gravação pela escuridão (do grego scótos).

Escotografia pode surgir com qualquer boa máquina fotográfica ou de filmar, com luz normal, ou com quaisquer flash, ou com infra-vermelho, ou com luzes actínicas, ultravioletas etc.) Poderíamos dizer metaforicamente que a Psicofotografia é uma “Fotografia do Pensamento”, e assim também é freqüentemente chamada, apesar da pouca precisão e mesmo contradição de conceitos. Entre tantos, um caso muito significativo que se tornou famoso aconteceu em Marcelino Ramos, perto de Erexim (RS).

Um casal de amantes matou a esposa e o filho, asfixiando-os com o travesseiro quando mãe e criança dormiam juntos na mesma cama. E os enterraram no quintal. Espalharam que a esposa num acesso de loucura fugira com a criança. Pouco tempo depois os amantes se casaram legalmente. Quando o fotógrafo ia tirar a foto dos recém casados, notava algo esquisito no visor. Olhava por fora, e tudo normal.

Várias vezes. Bom, tirou a foto e... Em que estariam pensando os assassinos? Na fotografia estava, com suficiente nitidez, a cama, as cobertas, o travesseiro, e bem mais nítidos o rosto da esposa e o rosto do filho assassinados! Reconheceram o crime, e foram condenados. Testemunho a Fotografia do Pensamento.
Atenção às flechas: na foto apareceram os espíritos da esposa e criança assassinadas? Claro que não...
 
A mesma explicação: Quando o Sr. Jim Templenton pretendia tirar uma fotografia da sua filha, pela objetiva notava algo raro, indefinido. Olhava por fora: nada. Por fim tirou a foto e... Impressionada por um uma lenda de Et* que lhe acabavam de contar, em que ia pensar a menina? A Kodak de Inglaterra analisou a fotografia: autêntica. Na Paróquia São Judas, em Bauru (SP), uma jovem de 15 anos comentava entre uns amigos que ela rezava o terço todos os dias e que era muito piedosa de Nossa Senhora.

Então o pretensioso “namorado” debochou: “Você acredita Nela? Eu piso Nela e jogo o terço no chão”. Pouco depois a jovem tirou uma fotografia e... Evidentemente Escotografia da situação muito emotiva. Dom Ernetti Pellegrino com doze físicos, grandes especialistas, e carregados de aparelhos, quando estavam estudando a oscilação eletrônica do som musical, ficaram convencidos de que haviam fotografado os reflexos luminosos do rosto de Jesus na Cruz.

No seu desconhecimento de Parapsicologia* nem suspeitaram que simplesmente se tratava de Escotografia pela impressão que causara a algum deles a estátua do Crucificado que se venera no “Santuário do Amor Misericordioso” em Collevalença, Todi, Itália. Comparem-se os detalhes de ambas as fotos: sobrancelhas, olhos, nariz, bigode, barba... Memória quase perfeita.

São muito famosas, entre tantas, as Escotografias obtidas em Experiências Qualitativas* realizadas com Ted Serios*. Ver também Ada Emma Deane. Etc., etc., etc... É um fenômeno muito freqüente. Geralmente deve-se ao Ectoplasma* muito tênue, que o homem não vê e uma boa máquina fotográfica capta. Raramente pode dever-se à ação direta da Telergia* sobre o filme ou placa (Uma espécie de Pneumografia*). A Micro-Parapsicologia* geralmente nega o fato.

E algum caso de que não podem fugir, o quer explicar pela inexistente PK* (PN*, que prescindiria do tempo, distância e obstáculos). Na realidade, porém, o objeto que aparecerá na Escotografia sempre está a pouca distância do Psíquico*, nunca pode ser a mais de 50m de distância. Mas a história da Escotografia está cheia de Fraude* por Médiuns* e demais profissionais do engano: dupla exposição, ativação das imagens com luz ultravioleta, etc.
Rosto do Crucifixo que se venera no “Santuário do Amor Misericordioso”
 
ESCRITA AUTOMÁTICA
Ver Psicografia, termo preferível. ESCRITA DIRETA. Ver Pneumografia, termo preferível.
 
ESCRITA EM ARDÓSIAS
Um tipo clássico de Criptografia*, termo preferível.
 
ESCRITURAS
Os escritos considerados fundamentais por cada Religião*. São, por antonomásia, os escritos incluídos na Bíblia*. Há hoje umas 56.000 doutrinas que se dizem reveladas. Evidentemente que duas doutrinas diferentes e inclusive contraditórias não podem ser ambas fruto de autêntica Revelação* Divina. Evidentemente também, pertence às ciências de observação, isto é, à Parapsicologia*, diferenciar o fato da verdadeira Revelação* divina, verdadeiramente fundamentado nos Fenômenos SN*, em contraposição às invenções humanas.

Muitas Seitas* e suas imitações grosseiras como o Espiritismo*, Cientologia* etc. consideram sagradas suas escrituras fundamentais, precisamente por considerá-las fruto de um tipo de revelação*. ESCRITA FAC-SIMILE. Ver Fac-símile, Escrita.
 
ESCULÁPIO ou ASCLÉPIO
Na Mitologia* greco-romana, Esculápio para os latinos, Asclépio para os gregos, achavam que era filho de Apolo, o mais belo dos deuses (?). Esculápio era considerado o deus-curador (?) por antonomásia Os seus templos mais famosos eram os de Epidauro e de Pérgamo. Ver Curandeirismo*.
Apolo, em bronze / Esculápio. Museu Louvre, Paris
 
ESDAILLE, James (1808-1859)
Médico escocês. Formou-se em 1830 na Universidade de Edimburgo e foi contratado pela “East Indian Company” para exercer a sua profissão no Oriente. Dirigiu o “Hospital Mesmérico” (?) de Calcutá. Aí dedicou-se à aplicação do Hipnotismo* na Medicina, e deu categoria científica à Anestesia* durante a Hipnose* ou Hipno-Anestesia*. De 1845 a 1849 efetuou milhares de cirurgias menores e mais de trezentas grandes intervenções cirúrgicas, utilizando unicamente a Hipnose* para obter a Analgesia*.

Dá conta da sua técnica e pesquisas em “Mesmerism in Índia and its Application in Surgery and Medicine”. E também fez Experiências Qualitativas* e pesquisas de Casos Espontâneos* de Fenômenos Parapsicológicos*, especialmente de Adivinhação* no Transe*: (Auto-hipnotismo e Hipnotismo* induzido), como publicou em “Natural and Mesmeric Clairvoyance”. Foi perseguido pelos médicos da época, que nada sabendo de Parapsicologia* e temas correlatos lhe amarguraram a existência. O colégio dos médicos proibiu-lhe a utilização das técnicas de Hipnose* e cerrou-lhe o hospital. Morreu amargurado na Escócia, para onde voltara.
 
ESFERAS
Seriam no Astral* (?) os diversos Planos* sucessivos na evolução (?) do Espírito* (?), que se seguiriam a cada Desencarnação* (?). ESOTERISMO. Ver Ocultismo.
 
ESP
Sigla correspondente a Extra-Sensory Perception, expressão que Rhine* e a Micro-Parapsicologia* adotaram do “Aussersinnliche Wahrnrhmeg” de Pagensteemer. Consagrada pelo uso na Escola* Norte-Americana, a sigla é preferível, salvo em circunstâncias particulares que então façam conveniente a expressão por extenso. Pretendem que ESP é sinônimo de PG*, na realidade só deveria aplicar-se a aqueles aspectos de PG* que podem surgir até em laboratório em Experiências Quantitativas*.

A Escola* Norte-Americana só demonstrou o aspecto menos Parapsicológico* de PG*, que é muito mais ampla e complexa, cujas verdadeiras características eles na realidade desconhecem. E assim erradamente na prática aplicam o termo a todos os Fenômenos Parapsíquicos* de que têm notícia (Com o mesmo simplismo ignorante que atribuem à inexistente PK todos os Fenômenos Parafísicos*). “ESP é o conhecimento de qualquer coisa exterior a nós adquirido sem o uso dos sentidos”, dizem Rhine* e seus seguidores com incrível imprecisão na prática, pois nem suspeitam da HD*, da HIP*, do Talento* do Inconsciente, da Xenoglossia*, etc.

Falam até de ESP em animais (!?). Ver AMPSI*. Dividem a ESP, com respeito ao objeto, em PT*, PC* e GESP* (Que na realidade não podem passar de classificações práticas). E com respeito ao tempo só destacam a Pcg*, “esquecendo” SC* e RC*. Como também ignoram outras divisões de PG*. Não frisando especificamente esses erros da Micro-Parapsicologia*, em vez de ESP é preferível PG*, termo oficializado no Congresso Internacional de Parapsicologia em Utrech*, 1953. Mas os Parapsicólogos* da Escola* Norte-Americana, como de hábito, como se fossem os únicos Parapsicólogos* no mundo, continuam usando preferentemente ESP em vez de PG*.

Sendo extrasensorial, espiritual, PN*, a ESP prescinde do tempo, da distância, dos obstáculos... É necessário, porém, precisar contra a Escola* Espiritualista que esse prescindir é dentro da Relação Psíquica*., dentro do Prazo* Existencial, não Fora* da Terra, etc.
 
ESPECTRO
Na mentalidade do Espiritismo* e de outros ramos do Esoterismo*, assim chamam impropriamente o que na realidade é uma Alucinação*. Não se aplicaria propriamente o termo a esses outros casos de determinadas manifestações de Ectoplasmia* ou Fantasmogênese*. Sempre contraditoriamente, o Espectro seria visível mas impalpável (?) e nos casos de Ectoplasmia* ou Fantasmogênese* seria o Espírito* corporal (!?).
 
ESPECULÁRIOS
Nome dado no século XVI aos que usavam como Mancia* a Bola de Cristal*. Termo ultrapassado, hoje Cristalomancia* é termo preferível. ESPERANCE, Elisabeth d’. Ver D’Esperance, Elisabeth.
 
ESPIRITISMO
Também conhecido indevida e por má intenção dos líderes com o termo Espiritualismo*, para confundi-lo com o Catolicismo, Cristianismo em geral e outras religiões que acreditam na espiritualidade da alma*. O termo Espiritismo foi criado por Allan Kardec* para representar um conjunto de “doutrina. nova” (?). Pelo contrário, porém, desde os tempos mais selvagens houve alguns grupos que acreditavam no imenso erro da Comunicação* dos mortos, dos Espíritos* (?). O Espiritismo pretende ser científico, isto é, doutrina tirada da análise dos fatos do nosso mundo observável, mas em nova contradição afirma haver-se recebido por Comunicação* (?) dos Espíritos* (?) dos mortos mais evoluídos (!?).

Na realidade mais uma contradição: o espírito* não pode evoluir, o que evolui são as coisas materiais. E em conseqüência da evolução cerebral e corporal, a alma* pode manifestar mais suas faculdades, porque toda ação decorre da unidade corpo-alma). Essa “nova” doutrina ou o movimento espírita moderno teve o seu berço na cidade de Hydesville, estado de Nova Iorque, em Norte América, a meados do século XIX, precisamente no dia 31 de março de 1848, por “brincadeira” das Irmãs Fox*.O Espiritismo chegou ao Brasil pouco mais tarde, em 1857.

Quando Hippolyte Lyon Denizard Rivail, em França, teve conhecimento dos Fenômenos Parapsicológicos*, muito difundidos após as Irmãs Fox*, publicou sob o pseudônimo de Allan Kardec* um livro em que reuniu as suas elucubrações a respeito desses fenômenos como sendo o fundamento do que chamou Espiritismo. Segundo essa doutrina todos os Espíritos* (?) dos mortos poderiam comunicar-se (?) com os vivos, por intermédio de Médiuns*, mas principalmente os menos evoluídos (?) e mais traquinas e mais hábeis mentirosos são os que se comunicariam (?) com mais freqüência, facilidade e quase exclusivamente eles. Mesmo hoje há muitas e muitas “Seitas*” de Espiritismo com divergências doutrinais imensas, apesar de todas pretenderem haver recebido a doutrina fundamental por Comunicação* dos Espíritos* (?) mais evoluídos (?), “superiores”...

As divergências são inclusive no tema que para os Kardecistas é a mais importante: numerosas correntes espíritas não aceitam a Reencarnação*, nomeadamente a maioria das anglo-saxônicas, capitaneadas por Andrew Jackson Davis*, pelo que seus seguidores são chamados Davinianos.No Brasil o Espiritismo depois misturou-se ainda mais em incrível sincretismo com o Catolicismo e com diversos Cultos Afro-Brasileiros, e com o Esoterismo e toda classe de superstições e fantasias. Assim deu origem a várias correntes espíritas divergentes, entre as quais se destacam por um lado a Umbanda* ou Macumba* e o Candomblé*, e por outro lado o Kardecismo.

Ver Mesa Branca*. A Parapsicologia* nasceu precisamente para o estudo dos fenômenos do Espiritismo*. Em relação aos Fenômenos Parapsicológicos* inicialmente houve confusão entre a realidade dos fenômenos e a interpretação espírita. Até que pouco a pouco se demonstrou a existência dos Fenômenos Parapsicológicos* e se arrasou completamente a Supersticão* da interpretação espírita ou a pretendida Comunicação*. Concomitantemente e conseqüentemente com a interpretação espírita, a Parapsicologia* também arrasou os Ensinamentos* próprios do Espiritismo* em tudo o que não tenha sido copiado do Catolicismo. Ver Revelação*.
A casa de Hydesville, estado de Nova York. “O berço e santuário (?) do Moderno Espiritismo. Erigido pelas mais generosas contribuições dos espíritas e seus amigos em todo o mundo. Erigido em honra de cada dotado médium espiritual (?) desde os tempos das irmãs Fox em 1848 até nossos médiuns espíritas do presente e do futuro. Esta pedra de esquina foi comprada e assentada pelos préstimos da ciência (?) espírita e divina (?!) e amigos em 4, Julho, 1955”
 
ESPÍRITO
Apesar de todo o Espiritismo* e outros ramos de Esoterismo* rodopiarem em torno dos Espíritos dos mortos, na realidade Alma* humana separada do seu corpo não existe. Como não há Alma* (ou principio de vida, ou vida) dos animais ou das plantas separada do corpo que anima. Não há Alma* ou Espírito de morto; há homens vivos e homens ressuscitados. Ver Ressurreição*. Em nenhum dos três tipos de ciência é admissível o disparate de Almas* humanas separadas, Espíritos humanos Desencarnados* (?).

1) Nas ciências* de observação como a Biologia, Medicina, Fisiologia etc. está sobejamente demonstrado que “não há ação sem órgão”.
2) Em Filosofia Clássica é indiscutível que “actiones sunt suppossitorum” = “toda ação é do conjunto” corpo-Alma*, como se fosse uma coisa só.
3) E na Teologia como é que a maioria dos teólogos esqueceram aquela proclamação dogmática já feita no primeiro Concilio Ecumênico da História, o 1º. de Nicéia, quando não havia ainda separação de católicos, protestantes e cismáticos? Então todos sabiam que Alma* ou Espírito humano sem corpo não agiria nem existiria. E em outros aspectos análogos, também é indiscutível nos três tipos de ciência* que não há preexistência da Alma* nem Encarnação* da Alma*, senão “traducionismo” (= transmissão), geração do homem inteiro.

Como, correspondentemente, não há Desencarnação* senão Ressurreição* do homem inteiro. Entende-se por Espírito Puro* ou Puro Espírito* aqueles seres, como Deus*, Anjos*..., que são absolutamente não-materiais, plenamente espirituais, que em sua constituição e no seu agir independem absolutamente de qualquer corpo ou matéria.

Bem diferentes do ser humano. A Alma* humana, por tanto, apesar de como tal ser Espiritual, não enquadra no conceito de Puro Espírito* porque depende do corpo: “Sem corpo nem agiria nem existiria”. Conceitualmente distinguem-se Espírito e corpo humanos, mas sem separação possível, formam uma unidade, um único ser, um corpo animado.
O luto”, quadro de George Edgar Hinks (1824–1914): um casal lamentando a morte de sua filha. A alma da jovem sobe ao céu havendo-se separado do corpo (Um dos maiores erros, espalhado mundial e