<% letra=request("letra") if letra="" then letra="A" Set Conexao = Server.CreateObject("ADODB.Connection") banco_dados="diccionario.mdb" Conexao.Open ("Driver={Microsoft Access Driver (*.mdb)}; DBQ="& Server.MapPath(banco_dados) &"") Set Dic = Server.CreateObject("ADODB.Recordset") q = "SELECT * FROM dicmemo where status="&letra&"" do while not Dic.EOF %>
D, IDÈIA
W. Carington* observou que em Experiências Qualitativas* de ST*, o êxito é notavelmente maior quando o objeto da ST* é conhecimento comum ao 'Agente*' e Percipiente*. Esse conhecimento comum aos dois é que Carington* chamou Idéia D. Ver TIE
 
D’ESPERANCE, Elisabeth (1855-1919)
Célebre Médium* profissional, que erradamente atribuindo-o aos Espíritos* (?) dos mortos, manifestou vários Fenômenos Parapsicológicos*. Desde criança sofreu Alucinações* que depois representava em excelentes esboços e desenhos, por Psicografia*, algumas vezes em plena obscuridade e com grande rapidez. Produziu extraordinários Fenômenos de Aporte* e Ectoplasmia* .
 
DAJO, Mirin (1912-1948)
Grande especialista nessa área dos Ilusionistas* referente ao Faquirismo*, concretamente na Analgesia* e Atoxina*. No dia 31 de Maio de 1947, Mirin Dajo no Züricher Kantonsspital, perante os médicos, com verificações radiográficas, deixou-se atravessar com um florete, de lado a lado, todo o corpo, inclusive o coração! Para ele era exibição corriqueira, e constam fotografias, atravessar-se com estiletes o braço, as maçãs do rosto, a parte da frente do pescoço, a língua, etc.

E corria com um florete atravessando-lhe o fígado, ou os rins, ou o estômago... Trata-se de pura técnica, embora muito apurada. Bem superior a todos os charlatões do Curandeirismo* com seus pretendidos médicos do Alem*... Ironias da vida: Mirin Dajo, após uma cirurgia de apendicite, morreu por infecção generalizada no hospital! Contava só 36 anos.
Mirim Dajo em algumas de suas freqüentes exibições para desmascarar curandeiros, faquires, derviches..., que enganam o povo como se manifestassem 'fenômenos do além'
 
DALAI Lama
Governante ou chefe supremo dos Lamas* e correspondente Seita* do Budismo*, no Tibet. Dizem eles que o Dalai Lama é a Reencarnação* (?) de um poderoso Bodhisattva* ou do próprio Buda* (Entre tantos, mais este absurdo dos reencarnacionistas: É que Buda e o tal antigo Bodhisattva, durante séculos esqueceram de reencarnar?). O futuro Dalai Lama é preparado desde criança, escolhido pelos Lamas* entre as crianças nascidas dentro de um tempo propício segundo a Astrologia* (?), tendo depois que dar mostras dos indispensáveis sinais de 'sabedoria' transcendente (?).
 
DANÇADORES ESPIRITUAIS
Indivíduos que, preferentemente por volta dos anos 1300-1400 nos chamados Países Baixos (Holanda), entravam num contagiante Transe* de agitada dança. Além de comum Analgesia* efeito do fanatismo, raramente surgem também alguns Fenômenos Parapsicológicos*, Hoje estas manifestações são quase exclusivas do Islamismo*, religião onde o fanatismo e violência são praticamente gerais.
'Dançadores espirituais' maometanos, ainda hoje freqüentes
 
DAVENPORT, Irmãos
Ira Erastus (1839-1911) e William Henry (1841- 1877), mais conhecidos como Irmãos Davenport, eram dois Médiuns* norte-americanos. Causaram sensação e larga controvérsia precisamente pelo pretendido domínio que afirmavam ter sobre os Fenômenos* Parafísicos, ao ponto de exibi-los em público com hora marcada... Ver Incontrolabilidade. Efetuaram diversas sessões públicas de Espiritismo* (?) na América, Inglaterra e França. A manifestações mais típica era a 'armonia espírita': na cabine soavam vários instrumentos musicais deixados a certa distância dos irmãos, enquanto eles estavam atados às cadeiras e com as mãos também atadas.

Para garantir a legitimidade (?) das suas façanhas, era um ajudante respeitável, o Rdo. Ferguson, quem atava-lhes as mãos com correias de couro. Até que em Liverpool, publicamente, um comitê de pesquisa demonstrou que os irmãos Davenport não eram capazes de realizar nenhum Fenômeno* Parafísico se um especialista do comitê lhes atava as mãos tecnicamente. Dai por diante, com pesquisadores prevenidos, foram surgindo desmascaramentos e mais desmascaramentos: farinha que secretamente tinha-se espalhado no chão e sobre os instrumentos musicais mostrava as marcas de pés e mãos dos Davenport, e estes com as correspondentes manchas.

Também substituindo-se secretamente as cadeiras ou segurando-se os barrotes, não conseguiram soltar-se... Tudo eram fracassos. Em Paris em 1864 foi descoberta a Fraude* geralmente empregada. Quando voltaram a Norte-América, os Ilusionistas* Maskeline e Cooke, no Crystal Palace, com sua arte reproduziram, até nos mínimos detalhes, todas as façanhas dos Irmãos Davenport, tão exatamente que Coleman e outros líderes do Espiritismo* começaram a espalhar que Maskeline e Cooke eram Médiuns* inconscientes (!!). Os Irmãos Davenport constituíram um grandíssimo escândalo.
 
DAVIS, Andrew Jackson (1826-1910)
Nascido de pais sem instrução viveu num ambiente de muita pobreza. O pai era alcoólico; a mãe, visionaria e cheia de baixa Superstição*. Davis só recebeu instrução a partir da idade de dezesseis anos. Nesse mesmo ano entrou para aprendiz de sapateiro. Um Mesmerista*, o alfaiate Levingston, em 1843 ficou a tal ponto admirado da proclividade de Davis aos mais profundos graus de Sonambulismo* Mesmérico*, que o levou consigo para quase continuas exibições teatrais até Agosto de 1945.

Com freqüentes participações em sessões do Espiritismo* Swedenborgista* de então, e com as exibições do Hipnotismo* Mesmérico* soltou amplamente o Inconsciente*. Dedicou-se à Psicografia*. Leu e estudou quanto pôde... O mais importante é que sofreu uma estranha Psicorragia*: além de afirmar que tinha a Visão* de Swedenborg*, afirmou também que tinha Visões*... do médico grego do século II Cláudio Galeno! Então, segundo ele, recebeu a 'Iluminação Mental' (?). O certo é que 'o vidente de Poughkeepsie' (Estado de New York) chegou a ser um famoso Psicógrafo*, autor de uma extensa obra em oito volumes, 1845-1847.

Seus livros exerceram grande influência nos surgimento e difusão do chamado Espiritismo* Daviniano, o menos inculto, o dos espíritas anglo-saxãos. São, e louvavelmente nisto, decididos adversários da Reencarnação*... Pouco depois, naquele ambiente preparado por Davis, aparecerão as Irmãs Fox* das que através de Allan Kardec* surgirá a corrente mais inculta e denigrante, como também a mais difundida, a dos espíritas latinos ou Kardecistas*. Davis é para os espíritas anglo-saxãos o que Allan Kardec* é para os espíritas latinos.
 
DAVIS, Gordon
Ver Cooper, Blanche.
 
DEAN, Douglas
Técnico norte-americano de Eletrônica e professor de Informática. Em Parapsicologia* é famoso por haver concebido um método de detectação do momento preciso em que uma pessoa capta uma ST*: Ver Pletismógrafo.
 
DEANE, Ada Emma
Médium* inglesa de Escotografia*. Conseguiu o seu primeiro êxito em 1920. Foram realizadas com ela muitas Experiências Qualitativas* na Biblioteca W. T. Stead Bordeland. Durante três anos. Alcançaram-se muitos êxitos, que receberam muita publicidade. Há o testemunho da ASPR*, em 1921, sobre uma notável Experiência Qualitativa* planejada pelo Dr. Alberton Cusham, diretor dos Laboratórios Nacionais de Washington, em que aparece numa placa uma Escotografia* de uma surpreendente semelhança com a filha do doutor.

Também deve destacar-se que o Dr. Hereward Carrington* submeteu esta Médium* a severas Experiências Qualitativas*, que garantiram a realidade da Escotografia*, o que não exclui que outras muitas vezes, no anseio de Controle* (!) do fenômeno, recorre-se à Fraude*, como demonstrou Fred Barlow.
 
DECLINAÇÃO ou DECLÍNIO
Em Experiências Quantitativas* da Micro-Parapsicologia* a respeito de ESP* e da pretendida PK*, verificaram uma relação da freqüência de êxitos obtidos com a posição cronológica dos mesmos. Observando-se os registros de um certo número de ensaios, nota-se que há um maior número de êxitos no início das operações.

A continuação aparece o declínio: a freqüência dos êxitos tende a cair à medida que se desenvolve a série de tentativas. Aparentemente resultante da fadiga do Paciente*, as marcações tendem a aproximar-se da média esperada pelo acaso. E novamente, quando se aproxima o fim da série, ocorre uma ligeira reação na freqüência dos êxitos: Emergência*.
 
DÉJÀ VU
Sensação de 'já visto' (tradução exata), ou já vivido, já ouvido... Os alienados pela Superstição* o atribuem à Reencarnação* (?) anterior, sem refletirem que freqüentemente é com objetos ou situações recentes, que não podiam existir em supostas, e plenamente inexistentes, vidas anteriores. Na realidade pode ter origem em Paremnésia*, Criptomnésia*, Pcg* ou HIP* inconscientes, sentido ilusório da familiaridade, tendência à Psicose*, delírios etc., etc. E é precisamente pelo grande número de causas, que Déjà vu há sido sentido, mais ou menos freqüentemente, por todas as pessoas.
 
DELANNE, Gabriel (1857-1926)
Escritor espírita, filho de quem fora um colaborador de Kardec*. Era engenheiro, mas abandonou sua profissão para se dedicar à difusão do Espiritismo*. Se prescindimos da interpretação espírita, completamente errada, entre seus livros o estudo sobre o que ele chamou Aparições Materializadas é interessante pela meticulosa descrição e observação do fenômeno. Embora também está errado considerá-lo Materialização*, pois seria na realidade Transfiguração* e às vezes Fantasmogênese*.
 
DELAWARR, Câmara de
Aparelho com o qual se pretendia fazer o diagnóstico de doenças utilizando fotografias que se deveriam a efeitos da “radiônica”, uma teoria física que seria inteiramente nova. Na realidade a tal 'radiônica' é descrita como igual ou englobável no que hoje chamamos Telergia*, e as fotografias seriam englobáveis na Escotografia*. Ora, nem uma nem outra são regulares, como se pretendia atribuir à Câmara de Delawarr. Ver Incontrolabilidade*.
 
DÉLFICO, Círculo
Famoso Círculo* para o Desenvolvimento* dos Médiuns*, que foi organizado sob a direção de Frederick Thurston, em Londres. 'Delfico' para vestir-se indevidamete do prestigio do antigo Templo de Apolo em Desfos. Foi neste falsário Círculo Délfico que se 'desenvolveram*' a Sra. Thompson*, Alfred Vout Peters*. Assim como Laura Finch e tantos outros charlatões ou iludidos.
 
DELFOS
Cidade da Grécia antiga (400 a.C.) onde estava o templo de Apolo, o deus (?) da adivinhação na mitologia greco-romana. O Oráculo* alcançou enorme prestígio. O historiador da época, Plutarco, refere que costumavam dar conselhos até aos reis de então. A profetisa, chamada Pitonisa* ou Pitia* atuava em Transe* provocado por gases intoxicantes, que brotavam de uma fenda no solo sobre a qual a Pítia* estava sentada. Na realidade a Pítia* só pronunciava palavras e sons sem sentido, para as que serviam de intérpretes (?) os sacerdotes donos do templo, como se aquelas frases ou sons fossem revelações dos deuses (Adivinhação = 'a divinis', procedente dos deuses). Assim os sacerdotes de Delfos espertalhonamente, dado que esta Superstição* estava muito espalhada no mundo de então, dirigiam o desenrolar dos povos e da historia.
Ruínas do antiqüíssimo e magnífico templo de Delfos
 
DEMIURGO
Na Filosofia de Platão*, nome dado a Deus* como criador do mundo e planejador do seu desenvolvimento e evolução.
 
DEMOFOBIA
Nada tem a ver com o 'demo' ou Demônio*. É o medo patológico com relação à multidão.
 
DEMÔNIO
Está incluído na Demonologia o heterogêneo tratado de todo o amplíssimo conjunto referente a Demônios, Satã*, Diabo*, Anjos* Rebeldes, Lúcifer*, Belzebú*, etc., e também todo o referente à Bruxaria*, Satanismo*..., e ainda à Possessão*, Obsessão*, Tentação*, Exorcismos*, etc., etc., etc. Em primeiro lugar, não pertence à Revelação*, contida na Bíblia* ou na Tradição*, nem há Definição Dogmática* alguma ao respeito. Por tanto pronunciar-se ou qualquer estudo ao respeito não pertence à Teologia, contra o que indevidamente se considerou durante séculos. Em segundo lugar: Se existem ou não Anjos* Rebeldes, Diabo* etc., fora e sem intervir no nosso mundo, não pertence às ciências de observação.

Sua existência ou não fora do nosso mundo, não passa de uma dedução filosófica. E por último: analisar os fatos do nosso mundo, os Fenômenos Parapsicológicos* (ou não tanto), atribuídos aos demônios e termos análogos no uso secular, pertence diretamente à Parapsicologia* ou conjunto de ciências de observação que estudam os fatos 'misteriosos' do nosso mundo. E de fato o tema a sido muito estudado pela Parapsicologia*. A conclusão científica, lamentavelmente ainda pouco divulgada em meio a tanta Superstição*, é que tudo, absolutamente tudo o atribuído a um ser pessoal Sobrenatural* perverso, é erro de interpretação. Os Demônios e análogos nunca, absolutamente nunca, fizeram nada, absolutamente nada, no nosso mundo.

O termo Demônio (daemonium, em latim), vem do grego dáimon que significava qualquer divindade inferior, boa ou má. Na Bíblia* Neo-testamentária* (nunca no Antigo Testamento), pela nomenclatura greco-romana da época, os termos Demônio, espírito imundo e outros equivalentes (não os termos Diabo* ou Satã* e Lúcifer*) designam as doenças internas, nunca as externas, atribuídas então pelo influxo da Mitologia* greco-romana à Obsessão* (?) ou Possessão* (?) por essas divindades (?) inferiores. Ver Deva. E a Bíblia usou, logicamente, a terminologia da época, embora corrigindo-a, pois dizem curar e sarar. Mais ainda, nunca empregam (no original grego) os termos dáimon (singular) ou dáimones (plural), senão sempre daimónion ou daimónia, em neutro, coisas, não seres pessoais...

Os Demônios foram identificadas também com Espíritos* (?) que Deus previamente teria criado para ir infundindo nos corpos que ia criando, mas haveriam ficado sem corpo quando sobreveio o sábado na criação... E outras lendas não menos absurdas do Talmud*, como a identificação de demônios com Anjos* Rebeldes, lenda judaica do Apócrifo* livro que para prestigiá-lo atribuíram ao antigo patriarca Enoque*. Nesse livro de lendas, a guerra de deuses da mitologia greco-romana se transforma na lenda de guerra de anjos, após a qual os perdedores haveriam sido expulsos do Céu. Daí procede o termo Diabo (= expulso através de). O imaginário chefe dos Anjos* Rebeldes posteriormente foi também erradamente identificado com Belzebú*, Satã*, Lúcifer*...

Poucas ideologias haverão sido tão contagiosas e universais. Demonófilos (= amigos do demônio) é termo irônico, cunhado no CLAP, para designar as pessoas que acreditam e defendem o absurdo da intervenção ou atividade de Demônios, Diabo*, etc., no nosso mundo: Milagres do Diabo (!!) E poucas ideologias haverão exercido e ainda exercem tão nefasta influência na humanidade. Chama-se Demonopatia o delírio de Psicose* no qual o doente julga ser vítima de Possessão* (?) ou Obsessão* (?), ou Tentações..., ou fazer pacto e obter benefícios de algum Demônio (?) ou seres análogos
 
DÊNIS, Leon (1846-1927)
Espírita francês. Foi sucessor de Allan Kardec* e Camille Flammarion* na presidência da 'Sociedade Internacional do Espiritismo' e na direção da 'Revue Spirite'. Autor do 'Catecismo Espírita'. Sem formação acadêmica, autodidata, suas publicações de Espiritismo* estão cheios de disparates e absurdos, mas é respeitadíssimo pelos espíritas...
 
DENTON, Sra
Ver Psicometria.
 
DEPLACEMENT
Ver Deslocação, termo evidentemente preferível em português.
 
DÉRMICA, Visão
Ver DOP, termo preferível. pois consagrado pelo uso.
 
DERMOGRAFIA
Em sentido restrito refere-se aos Estigmas* de tipo religioso. Em sentido amplo abrange letras ou palavras, ou desenhos... que em certos indivíduos surgem 'escritos' no próprio organismo, por Auto-Sugestão* ou por Hipnose*. O grande parapsicólogo Padre Herbert Thurston* S.J., no livro em que refuta que se considere milagre os estigmas*, refere, entre tantos, um caso de dermografia, interessante pela rapidez com que surgiu e pela espontaneidade: durante sessão terapêutica pelo psiquiatra e parapsicólogo* Dr. R. L. Moudy*, espontaneamente foram surgindo marcas no braço de uma senhora quando referia a traumática cena em que fora cruelmente atada. Exemplos notáveis foram também os da Sra. Kahl*, Sra. Eleonora Zugun*, Vollhardt*, Maria Rudolff*, etc.
O caso de dermografia analisado pelos grandes parapsicólogos Padre Herbert Thurston e R. L. Moody.
 
DERMOMETOGRAFIA
Ver Dermografia, termo preferível.
 
DERMO-OPTICAL-PERCEPCION
Ver DOP, a sigla é preferível, consagrada pelo uso.
 
DERMOVIDENTE
Neologismo desnecessário, designa o Psíquico* que manifesta DOP*.
 
DERVICHE
Membro de uma associação de ascetas do Maometismo*, muitos dos quais se dedicam a penitências e exibições, de modo análogo ao Faquir*.
Por influxo e imitando os 'Dançadores* Espirituais' e Derviches muçulmanos, também um grupo de nordestinos católico caíram nesse fanatismo...
 
DESAFIO
Desde o inicio da pesquisa verdadeiramente científica em Parapsicologia*, Escola* Eclética ou Européia, freqüentemente foram surgindo uma magnífica e longa série de Desafios. Tipicamente oferecendo a cada um o equivalente a 10.000 dólares. Contra a pretensão dos charlatães que afirmam ter controle* das Faculdades Parapsicológicas*, como também contra as interpretações Supersticiosas*, e inclusive contra determinadas afirmações ou mesmo contra o núcleo de outras Escolas* de Parapsicologia*, mal orientadas.

Desafios pareceriam coisa indigna da ciência, mas para tantas Superstições*, Seitas*, erros e explorações, dores, os desafios na realidade constituem provas irrefutáveis e por isso mesmo de grande científico. E são também de grande utilidade educacional, pois são facilmente compreensíveis pelos não-especialistas.

Os Desafios são quase inumeráveis, segundo os diversos objetivos. Concretamente Ver: (por) Brudin*, Colley*, Edwards*, Flournoy*, Home*, Houdini*, Lodge*, Monteiro Lobato*, Oesterreich* (Schcrenck-Norzing*), Tondriau*, Randi*, Willet*, etc., etc. (contra) Cirurgias* Mediúnicas e em Astral, Comunicação* dos mortos, Curas* pela Fé, Feitiçaria*, Prova de Identidade* espírita, Controle*, Morton* Thomas Green, PK*, Stevenson*, Theta*, etc., etc. (de) Cáries* Dental, Cinqüenta* Metros, Correspondência* Cruzada, Fora* da Terra, Hora* Marcada, Prazo* Existencial, 'Quatro*, Três, Dois, Um', Senha*, etc., etc.
 
DESCARTES, René (1596-1650)
Ver Racionalista.
 
DESDOBRAMENTO
Ver Bilocação, termo preferível.
 
DESENCARNADO
Que já passou pela Desencarnação (?), que espera outra Reencarnação* (?), ou Espírito humano (?) que ainda não teve a primeira encarnação da série que o espera (?). Completos absurdos. Não há Almas* ou espíritos preexistentes”, nem Encarnação* nem desencarnação nem Reencarnação* de Espíritos* (?) de seres humanos...

Nem o corpo nem a Alma*, sozinhos, constituem uma pessoa humana. Não há pessoa humana sem corpo, do mesmo modo que não ha pessoa humana sem Alma*. É geração do homem inteiro e Ressurreição* do homem inteiro: corpo animado. DESENHO DIRETO. Ver Pneumografia, termo preferível fora do Espiritismo*.
 
DESENVOLVIMENTO
Termo descritivo do treino desequilibrante para facilitar a progressiva manifestação de Fenômenos Parapsicológicos*. Desenvolvimento em Círculo, ou Círculo de Desenvolvimento, quando o Desenvolvimento se procura num grupo de pessoas que se reúnem regularmente com essa finalidade. Há Círculos que realizam as suas sessões segundo certo tipo determinado de Fenômenos Parapsicológicos* (ou não tanto), digamos HIP*, PG*, Psicografia*..., mas a maioria é para Fenômenos Parapsicológicos* (ou não tanto!) em geral.

Uma vez que o Médium* se tenha 'desenvolvido' suficientemente no Círculo*, já se aventura independentemente do Círculo*. Na realidade os Fenômenos Parapsicológicos* não se devem desenvolver, senão curar. Ver Função Menos.E por outra parte só a Lavagem Cerebral* sofrida no Círculo explica que alguém acredite megalomaniacamente, quando não é pura desonestidade, que alcançou domínio das Faculdades Parapsicológicas*.
 
DESLOCAÇÃO ou DESLOCAMENTO
Nas Experiências Quantitativas* de ESP* diz-se das respostas com objetivos anteriores ou posteriores daqueles propostos. As respostas com objetivos que precedem àqueles que se queriam obter, se significativas, seria por RC*, e constituem Deslocamento Negativo: -1, -2, -3, etc. Assim como as posteriores, se significativas, seria por Pcg*, e constituem Deslocamento Positivo: +1, +2, +3, etc.

Há também Deslocação no Tempo nas Experiências Qualitativas*. Característica descoberta por W. Carington, que demonstrou que o Percipiente* em vez de adivinhar o desenho que no momento se pretende transmitir por ST* de tipo SC*, pode adivinhar com igual perfeição o desenho do dia seguinte ou do outro dia depois... por Pcg*, ou então o desenho da véspera ou de antes... por RC*. Ver Incontrolabilidade*.
 
DESMATERIALIZAÇÃO
No sentido do Fenômeno* oposto à Materialização* propriamente dita, não existe pelo mesmo que não existe a Materialização*, contra o que pretendem o delirante Espiritismo* e outros ramos de Ocultismo*. Mas existe Fenômeno EN*, no sentido de desintegração e desaparição de um pouco de matéria ou de um pequeno objeto. É uma parte do Aporte*. Em Física se explica pela fórmula Ext = f (m. e. v.): Extensão é em função da massa, vezes energia, vezes vector velocidade. A matéria se transforma em energia. A desaparição de muita matéria ou de um objeto grande, é Fenômeno SN*, claramente supera a capacidade Parapsicológica* humana.

Pouco importa, e nem sempre é fácil de verificar, se foi por desmaterialização ou se foi por aniquilação. Aniquilação, em sentido inverso, é o mesmo poder que criação. Exclusivo de Deus*. O importante para que o Fenômeno SN* cumpra sua função de sinal em confirmação da Revelação* é que se trate manifestamente de muita matéria.

Entre tantíssimos Fenômenos SN*, milagres, de desmaterialização, citemos a título de exemplo escolhido quase ao acaso, o concedido a Marie Bailly: Quando acompanhava como médico uma viagem de doentes a Lourdes, o prêmio Nobel em Medicina, Dr. Alexis Carrel*, então declaradamente ateu* e racionalista*, garantiu: 'Se esta doente sarar, eu me faria frade... Até eu acreditaria nos milagres'. Em Lourdes a padiola de Marie Bailly já sem consciência e moribunda, foi colocada perante a gruta de Massabielle.

Então um padre fazia uma prédica à multidão e aos doentes... O que é isto? O Dr. Carrel foi anotando no seu caderninho (desenvolvido em publicação posterior, 'Viagem a Lourdes', que estou extratando com palavras todas textuais): 'É uma alucinação, embora até hoje não tenha sofrido alucinações'. Continuou observando meticulosamente: 'Senti que empalidecia'. Estava vendo que as cobertas à altura da cintura... sobre o estômago horrivelmente inchado de matéria sólida e mais inchado sob o umbigo com matéria líquida, estavam se abaixando pouco a pouco adaptando-se ao ventre... 'Eu devo estar ficando verdadeiramente louco... O que há acontecido sob os meus olhos é a tal da coisa impossível, a coisa inadmissível... Isso seria já um milagre, teria acontecido sob os meus olhos. E com que simplicidade!' Carrel preferiu ir embora... proibindo-me a si mesmo toda pergunta antes de verificar exatamente o que havia acontecido.

Acabavam de soar ás três horas... Às sete horas Carrel dirigiu-se ao hospital... Precipitou-se ao leito de Marie Bailly... A jovem, em camisola, estava sentada na cama... E Carrel ficou atônito. A transformação era prodigiosa... Carrel 'sentia gotas de suor escorregando-me pela fronte. Experimentava a sensação de haver recebido um soco no rosto' contra todo seu ateísmo e racionalismo anterior (O Dr. Alexis Carrel não se fez frade, como desafiara, mas se converteu num exemplar e excelente católico. Uma vez por ano, até sua morte em 1940, voltava a Lourdes em procura, e comprovou, casos análogos indiscutivelmente SN). (Além da cura perfeita geral) a aniquilação de tanto pus, tanta matéria putrefacta, tanto líquido etc. não pode ser confundida com a desmaterialização (na realidade transformação) no Aporte*.
Gruta de Massabiel, no Santuário de Lourdes
 
DESSOIR, Max (1867-1947)
Cientista alemão, que foi o criador em 1889 do termo Parapsicologia*.
 
DESTINO
Ver Fatalismo.
 
DESVIO
É a diferença que existe entre os acertos obtidos em Experiências Quantitativas* de ESP* com o Baralho* Zener* e a quantidade que se pode esperar por acaso. Tem que se determinar o Standard Deviation (SD) ou Desvio Padrão (DP), ou Desvio Normal, ou Desvio de Probabilidade, para calcular a diferença com o desvio obtido parapsicologicamente em cada caso.

Diz-se que há um Desvio Negativo quando o Paciente* evita inconscientemente o alvo, ao invés de identificá-lo, produzindo desse modo contagem abaixo da que era de esperar da probalidade. Ver Cabras. Eis a fórmula matemática: DP = Vn. p. q , isto é, Desvio Padrão (DP) é igual à raiz quadrada do número de tentativas (n), vezes a probabilidade a favor (p), vezes a probabilidade contra (q).
 
DEUS
Único ser supremo. Eterno. Absoluto. Onipotente. Criador de tudo, de quem tudo depende, a quem tudo honra. Onipresente. Transcendente. Infinito em todas as qualidades: beleza, sabedoria, felicidade, bondade... O próprio Deus definiu-se a si mesmo com estas palavras tão consoladoras para os humanos, que chamou de filhos: 'Deus é amor' (1Jo 4, 16).

Tudo 'assinado' com milhares de Milagres* (Fenômenos SN*). Freqüentemente mencionado no Espiritismo* e outros ramos de Esoterismo* como 'o grande espírito', ou 'grande espírito branco' ou 'espírito supremo'... Pareceria que haveria pouca diferença no verdadeiro conceito judáico-cristão de Deus e o conceito que têm os espíritas, ocultistas etc., que o herdaram daqueles, mas na realidade muitos destes contraditoriamente caem facilmente num conceito panteísta, e outros em politeísmo, e todos eles na prática substituem Deus e todas as suas manifestações e atuação no nosso mundo, pelos Espíritos* (?) dos mortos e outras seres míticos. São diversas formas de Ateísmo* prático.
 
DEVA
Designa um ser radiante, um deus de segunda categoria (?). Por exemplo, na antiquíssima religião de Zaratustra*, Aeshma Deva, “o mais cruel de todos os devas”, lenda transformada em tradução errada da Bíblia e secularmente pelos cristãos em Asmodeu*, “o pior dos Demônios*” (Tb 2,8).
Desenho representando o imaginário Aesma Deva
 
DEVACHAN
Termo hindu popular (por não entender o verdadeiro Hinduismo*) que descreve um inexistente estado intermédio entre uma Desencarnação* (?) e a Reencarnação* (?) seguinte. Mais um puro delírio, entre tantos no Mito da Reencarnação* como, aliás, tudo o referente à Reencarnação. O mesmo que o absurdo período de Erraticidade* segundo o Espiritismo* e outras ramificações de Esoterismo*. Ver Esferas.
Ama e respeita ao máximo o porco, que teria sido reencarnação de sua falecida mãe!
 
DHARANA
A sexta etapa da Ioga*: Serenidade mental, calma da mente.
 
DHARMA
Lei de Buda*: a sensação do dever religioso num dado momento.
 
DHYANA
Sétima etapa da Ioga*. O pensamento fixo na idéia de Deus* tal como o Budismo*, erradamente, o concebe: Panteismo*.
 
DIABO
Corresponde à tradução do freqüente termo Satã* (ou Satanás*), ao grego (Diábolos) pelos 70* tradutores da Biblia* hebraica. Satã significa inimizade, tentação, mal, pecado... Os 70* tradutores algumas vezes, substituíram o freqüente termo Satã pelo termo Diabo, porque no Apócrifo* chamado Livro de Enoque*, os judeus converteram os Mitos* pagãos de guerras de deuses (?) em guerra (?) de Anjos*, onde os perdedores passaram a ser chamados Diabos, etimologicamente expulsos do Céu* (do grego ballô = expulsar, e dia = através de ou para baixo).

Posteriormente os cristãos confundiram, também erradamente, o conceito de Diabo com o conceito de Demônio*. Assim Anjos* Rebeldes (Diabos) foram identificados por ignorância com doenças internas (Demônios*). E assim, por exemplo passou-se a designar genericamente como Diabo nos Conventos uma espécie de epidemia de doenças psicológicas e Parapsicológicas* em colégios de freiras, doenças concebidas como Possessões* (?). Destacadamente, entre tantos, os Processos de Gaufridi* e Loundun*. Foi uma epidemia que no século XVII assolou a Europa. Lamentavelmente esta “epidemia”, com outros matizes, mas igualmente carregada de Superstição* está voltando avassaladora principalmente nas asas das Seitas* Pentecostais*.
Desenho, carregado de imaginação, representado o mito da guerra de anjos, donde haveriam surgido os Diabos!.
 
DIACIANINA, Écrans de; ou ÓCULOS KILNER
Para tornar visível à vista normal um tipo de Aura* humana, o Dr. Walter J. Kilner* inventou um dispositivo especial. Funcionava induzindo a fadiga do olho numa escala curta e visível de púrpura, o que faz com que o olho temporariamente se torne mais sensível às ondas mais altas do que as ondas normalmente visíveis. São usados dois pequenos “écrans” de cristal de rocha (diacianina), que se podem converter em lentes (óculos Kilner).
 
DIAKKA
Termo introduzido por A. I. Davis* para designar os Espíritos* (?) de mortos que seriam travessos e ignorantes.
 
DIALÉTICA, Sociedade
Fundada em Londres em 1887 entre reconhecidos cientistas “para investigarem aqueles prodígios que se alega serem manifestações espíritas e para informar acerca deles”. Alcançou muito prestígio pela seriedade e competência de suas pesquisas e conclusões. Tinha um comitê formado por trinta e três membros.
 
DIANÉTICA
Ver Cientologia.
 
DIAPAUSA
Ver Biostase, termo preferível.
 
DIAPSÍQUIA
Termo introduzido por Boirac* para designar PG*, termo preferível. Embora segundo a definição dada pelo próprio Boirac* designaria a ST* e mais especificamente a TP*, termos também preferíveis. Designa “a transmissão do estado psicológico de uma consciência a outra consciência”.
 
DIDIER, Alexis (? -1886)
Francês. Ator dramático. A partir de 1845 até 1871 com seu irmão Adolfo dedicou-se a explorar em exibições públicas, as suas supostas capacidades de Adivinhação*. É famoso por haver conseguido enganar toda Europa. Para os grandes especialistas, evidentemente nas exibições públicas, com Hora* Marcada, tinha que ser Fraude*, hábeis técnicas de Ilusionismo*.

Mas quais? Ninguém descobria. Toda classe de público, inclusive os mais seletos, na própria corte, ficavam convencidos... Harry Houdini*, o famosíssimo Ilusionista*, chamado pelo entusiasta Marques de Mirville* a verificar, confessa em suas memórias que ficou impressionado pela suposta Criptoscopia* de Aléxis, e que... demorou um tempo em descobrir a Fraude*. Mas terminou por mostrar e reproduzir todos seus truques. Aléxis ficou desmascarado.
 
DIEPPE, Caso de.
No dia 4 de Agosto, no verão de 1951, duas senhoras inglesas que se achavam de férias perto de Dieppe, na França, ouviram barulhos semelhantes aos que teriam ouvido se estivessem no mesmo lugar nove anos antes, durante o ataque a Dieppe: tiros de canhão, bombardeios aéreos, tiros e gritos (Alucinação* Verídica por RC*). O caso fez-se muito famoso.
 
DIETILAMIDA DO ÁCIDO LISÉRGICO
Ver LSD, sigla preferível.
 
DINAMISTÓGRAFO
(dos termos gregos que significam Força e Gravar). Um dispositivo que foi criado, segundo dizem, “sob direção dos Espíritos* (?) Superiores”, pelos físicos espíritas holandeses Matla e Zaalberg van Zelst para a Comunicação* dos Espíritos* (?) dos mortos sem intervenção de um Médium*. O aparelho é que serviria de Médium*. É a mesma coleção de disparates e enorme ignorância do que muitos espíritas de hoje chamam TCI* (Trans-Comunicação Instrumental).
 
DINGWALL, Eric John (1890-1986)
Inglês. Doutor em Ciências Psicologia. Convencido da importância da Parapsicologia*, sobre as outras ciências em que se formara, dedicou-se à pesquisa dos Fenômenos Parapsicológicos. Foi diretor do departamento de Psíquicos* da ASPR* em 1921 e 1922. Ótimo historiador da Parapsicologia* são recomendáveis seus livros: “Médium espírita ao descoberto” (Londres, 1931), “Algumas excentricidades humanas” (1947), “Muito peculiares pessoas” (1950), “Fenômenos hipnóticos anormais” (1967) (Os sublinhados são nossos).
 
DISSOCIAÇÃO ou ESTADOS DISSOCIADOS
Ver Divisão da Personalidade.
 
DITTUS, Gottiebien
Pela espectaculosidade dos seus prodígios, constituiu um dos mais famosos casos, entre os considerados de Possessão* (?) pelo Demônio* (?). Recebeu inúmeros Exorcismos* do prelado Johann Christoph Blumhardt, entre 1842 e 1843. Não só Dittus, também seu exorcista (por Contagio* Psicológico) manifestava muito “misteriosos” Fenômenos Parapsicológicos*, o que desconcertava inclusive às mais destacadas testemunhas.
 
DIVISÃO DA PERSONALIDADE
Algum núcleo do Inconsciente* se aglutina e se independiza da Personalidade Consciente* e procede como se esta parte fosse uma pessoa diferente. Podem corresponder a uma fase marcante na vida do próprio sujeito. Ver Ecmnésia. Chama-se Cambio de Personalidade a situação patológica em que a Personalidade deixa de ser integrada, e espontaneamente ou por indução se fragmenta, Cisão da Personalidade, em duas ou mais Personalidades, cada uma das quais manifestando uma integração relativamente completa por si própria e sendo relativamente independente das outras Personalidades.

Ver Esquizofrenia. Pode surgir assim a Dupla Personalidade, Tripla... Ou Múltipla Personalidade, que Bret chamava Polinoismo. Todas essas Cisão Cambio ou Divisão da Personalidade podem ser Divisão Definitiva, mas também e mais freqüentemente Divisão Alternante com o Consciente* no “tomar as rédeas da máquina humana”. O Consciente* é chamado Primus ou Oficial; e as Personalidades Adventícias são chamadas Secundus ou Segunda, Tertius ou Terceira, etc., mas é claro que elas, pela Prosopopéia*, atribuem-se nomes próprios.

As chamadas Personalidades Sonambúlicas podem ser produzidas por Sugestão* ou Hipnose*, como também no Transe*, Lavagem* Cerebral, Contágio* Psíquico etc. etc. Ver Alterado de Consciência, Estado. Os diversos aspectos numa Divisão da Personalidade, segundo uma Superstição* hoje muito estendida, seriam Demônios* (?). Segundo os desvarios típicos do Espiritismo*, seriam Espíritos* (?) de mortos. E vários outros erros de interpretação.
 
DIXON, Jane
Norte-Americana, nascida em 1918, radicada em Santa Rosa (Califórnia). Afirma que seus Fenômenos de PG*, especialmente de Pcg*, surgiram após uma consulta a uma cigana. Utiliza uma Bola* de Cristal (Cristalomancia. Ver Mancia). Conta que anunciou previamente casos notáveis, o que teve grande repercussão.

Foi consultada em 1944 pelo presidente Roosevelt sobre assuntos de estado. É católica. Leva uma vida austera sem utilizar suas faculdades com fins econômicos. A sua seria uma história excepcionalmente admirável, mas nem sempre nem em tudo está livre de críticas muito justificadas, a começar por ser ela mesma a principal propagandista de suas façanhas... muito exageradas por evidente entusiasmo e pouco controladas cientificamente.
 
DOMINAÇÕES
Ver Potestades.
 
DOP
Sigla de “Dermo-Optical Perception”. Hoje essa sigla é aceita internacionalmente. Foi divulgada por membros da Micro-Parapsicologia* da Escola* Norte-americana que consideravam nova (?) essa antiga descoberta chamada Visão Cutânea, Visão ao Tacto, Dermo-óptica, Hiper-óptica, Para-óptica, Visão Sem Olhos... É mais uma manifestação de HD*. Capacidade de algumas pessoas, relativamente raras, que podem apreciar imagens ópticas através da epiderme, por qualquer parte do corpo, por exemplo apenas pelos dedos.

Entre os pesquisadores merece destacar-se por seu pioneirismo o russo Dr. Khovrin, que em 1898 estudou no Hospital Neuropsiquiátrico dois pacientes com manifestação de DOP. Mas Poznanskaya confundiu DOP com PG* numa mulher que “via” (?) através das paredes. Entre os exemplos notáveis de verdadeira DOP pode citar-se Mollie Fancher*. Hoje a mais famosa em todo o mundo é a russa Rosa Kuletchova, que em momentos de grande auto-alteração consegue ler pelas pontas dos dedos, mesmo quando só há iluminação infravermelha de mínima graduação.

Pelas pontas dos dedos apercebe-se inclusive das cores... Foi estudada na Academia de Ciência de Moscou. Todos nós temos Fotoreceptores*, numa media de dez por cada seis centímetros quadrados de pele. O que se diz da Visão Para-Óptica haveria que repeti-lo do Para-Ouvido, Para-Olfato, Para-Gosto e Para-Tacto. Não confundir com Nictalopes*.
Rosa Kuletchova, em experiências de DOP organizadas pelos grandes parapsicólogos da Universidade de Moscou.
 
DOTADO parapsicológico
Termo que deve rejeitar-se, porque a manifestação de Faculdades Parapsicológicas* não é uma dote ou dom, senão decorrente de uma Função* Menos. Ver Psíquico, termo evidentemente preferível. Note-se que dizemos Faculdades e não Fenômenos Parapsicológicos* em geral, pois os Fenômenos SN* não dependem de faculdades humanas.
 
DOTEN, Lizzie (1828-1908)
Destacada Médium* norte-americana, com grandes qualidades de oratória e poesia. Afirmou a influência (?) do Espírito* (?) de Edgar Allan põe na produção do seu poema “Ressurexit”, onde imita bastante bem, embora longe de ser perfeitamente, o estilo característico do falecido poeta. Ver Talento* do Inconsciente.
 
DOUTOR
Nome do Controle* (?) do Rev. William Stainton Moses*. Afirmava ser o Espírito* (?) de Athenodorus, filósofo estóico, mestre do emperador romano Tibério (Mais uma delirante Prosopopéia* na que os espíritas nem percebem que o tal Espírito* haveria “esquecido” de Reencarnar*).

Doutor foi reconhecido (?) pelos espíritas como o supervisor (?) de Stainton Moses* durante vinte e um anos. E delirantemente o consideram como autor de dois livros de ensinamentos espíritas que haveria comunicado pela Psicografia* de Stainton Moses*.
 
DOUTRINAÇÃO
Pretensão que têm os espíritas de nas sessões convencer e ensinar os Espíritos* (?) maus e atrasados para que deixem de praticar o mal.
 
DOWDEN, Hester (1868-1949)
Ou Sra. Travers-Smith* de Dublin, Irlanda. Notável Psicógrafa*. Sustentava que durante toda a sua vida, na sua Psicografia*, fora apenas dedicada à Pesquisa Psíquica*. Esteve associada com Sir William Barret* e com a SPR*. Conquanto, acertadamente, convencida da Sobrevivência*, nunca caiu no erro de considerar-se Médium* nem espírita, sabendo muito bem que Sobrevivência* é muito diferente de Comunicação*.
 
DOWDING, Marechal
De 1930 a 1936 foi chefe do departamento técnico do Ministério do Ar. Comandante em 1940. Um pioneiro da causa do bem-estar dos animais, porque considerava absurdamente que os animais foram e serão homens (?) mediante a Metempsicose* (?). Devotado conferencista espírita e autor de vários livros sobre Espiritismo* e Metempsicose*.
 
DOWN THROUGH (DT)
Ver Testes de ESP.
 
DOYLE, Sir Arthur Conan (1859-1930)
Médico. Praticou Medicina em Southsea e no Langman Field Hospital da África do Sul. Como novelista adquiriu enorme fama pela criação dos personagens Sherlock Holmes e Dr. Watson. Foi membro da SPR* por mais de vinte anos. Com toda sua imaginação de grande novelista, desde 1887 pesquisou em sessões de Espiritismo* com um dos seus pacientes de médico, o General Drayson.

Como outro Sherlock Holmes, durante anos Doyle ficou muito céptico. Mas em 1916, o próprio Doyle, vítima da emotividade, acreditou haver recebido uma Comunicação* do Espírito (?) do seu cunhado falecido na guerra dois anos antes. A partir de então abandonou sua carreira médica, literária e de pesquisador, para dedicar-se totalmente à propaganda do Espiritismo* através de escritos e conferências em muitos países, tentando provar a continuação da existência depois da morte (o que certamente é verdade), apoiando-se na Comunicação* dos Espíritos* (o que certamente é falso).

Lamentavelmente há que reconhecer que o antigo prestigiadíssimo Conan Doyle, foi ficando cada vez mais fanatizado e com surtos cada vez mais freqüentes de prematura senilidade, e assim caiu no mais profundo ridículo perante os críticos literários, e muito mais ainda, muitíssimo mais, perante seus antigos colegas na SPR*.
 
DP
Sigla de Desvio* Padrão.
 
DRIESCH, Hans (1867- 1941)
Médico, biólogo, doutor em ciências, e professor de Psicologia na Universidade de Leipzig. Este proeminente sábio alemão deu uma grande guinada na sua vida optando pela Parapsicologia*. Em 1922 fez numerosas Experiências Qualitativas* com o Psíquico*, muito famoso, Willi Schneider*. Foi presidente da SPR* em 1926 e 1927. É autor de vários livros sobre Parapsicologia*.
 
DRUIDAS
Pouco se conhece dos druidas originais, povo da civilização celta pré-romana na França e na Grã-Bretanha. Eles foram os guardiães de uma complexa tradição oral. Realizavam os seus cultos em santuários nas florestas. E cultivavam o visco e o carvalho, que consideravam árvores sagradas (?). O mitômano Hippolyte Leon Denizard Rivail, entre tantas outras mostras de megalomania e/ou má intenção, adotou o pseudônimo Allan Kardec* porque pretendia ser a Reencarnação* (?) de um sacerdote druida que haveria tido esse nome (sem prova nenhuma e inclusive intrínsecas contradições e absurdos).
Ruínas arqueológicas de um templo dos Druidas, em Stonengue (Inglaterra).
 
DT
Sigla de Down* Through.
 
DU PREL, Barão Carl (1839-1899)
Nasceu na Baviera. Seguiu a carreira militar. Depois consagrou-se à pesquisa de Parapsicologia*. Submeteu a análise os Médiuns* Eglinton* e Eusápia Palladino*, chegando a convencer-se da existência real dos Fenômenos Parapsicológicos*, e daí, erradamente, da intervenção de Espíritos* (?) ou análogos seres (?).
 
DUALISMO
Posição filosófica cujo expoente máximo foi Platão. O dualismo defende que há nas universas duas substâncias fundamentalmente diferentes, Espírito* e matéria (o que é verdade); e separadas (o que concretamente no homem é falso). Também se chama dualismo à errada filosofia ou Mito* Religioso que sustenta que o mundo esta regido por duas forças em oposição, o bem e o mal, pessoalmente, como se fossem dois deuses (?), ou Demiurgos* (?), Potestades* (?), Espíritos-Guias (?) etc.

Outros muitíssimos e secularmente contraditoriamente nos próprios conceitos identificam esses dois princípios antagônicos com Deus* e o Diabo*, dois deuses (?), dois criadores (?) etc. caindo também nas absurdas heresias de acreditar numa “providência diabólica” (?) oposta à Divina Providência*, e que os Fenômenos SN* ou Milagres* não seriam exclusivos de Deus*. Também se inclui no dualismo o erro e heresia, também muito difundido, de acreditar que com a morte o Espírito* ou a Alma* humana fica sem corpo.
 
DUENDES
Ver Potestades.
 
DUGUID, David (1832-1907)
Marceneiro de profissão, em 1866 descobriu as suas faculdades de Psicografia* e inclusive de Pneumografia*, pintando em estado de Transe* com admirável velocidade e inclusive em completa obscuridade. Essas pinturas costumavam ser imitações de mestres holandeses. Na típica megalomania e irresponsabilidade do Inconsciente*, Duguid psicografou um livro que seria “de Jesus aos Magos” (?). Este tipo de megalomania é freqüentíssimo no Espiritismo*...
 
DUKE UNIVERSITY
Universidade norte-americana em Durham, Carolina do Norte, onde foi fundado em 1930 o “Parapsychology Laboratory” dirigido pelo Dr. Rhine*. Fez-se muito famoso por ser o primeiro centro universitário em usar sistematicamente a estatística matemática na pesquisa de Parapsicologia*, com abundantes recursos econômicos e investigadores inteiramente dedicados a essa pesquisa. Ver Escola Norte-Americana. Ver também Micro-Parapsicologia.
 
DUNCAN, Helen (1898-1956)
Médium* inglesa. Levantou-se muita discussão acerca dos seus diários Fenômenos de Ectoplasmia*. Por fim nada menos que a SPR* de Londres em 1931 acusou-a de Fraude* e o seu esposo confirmou. Em 1932 foi desmascarada novamente em Edimburgo.
 
DUNNE, J. W. (1875-1949)
Filósofo e Parapsicólogo*. Pensador profundo. Com base nos seus próprios Casos Espontâneos* e “Experiências Qualitativas*” pessoais (?) de Pcg* e RC* no estudo do Sonho*, concebeu um conceito filosófico da natureza do tempo. Escreveu alguns livros sobre a sua teoria do Serialismo (em grande parte errado), o universo e a natureza verídica dos Sonhos*. Principalmente “An Experimente with Time”, Londres, 1927.
 
DUPLA ... ou MÚLTIPLA PERSONALIDADE
Ver Divisão da Personalidade.
 
DUPLA VISTA
Ver PC, termo certamente preferível.
 
DUPLO
Os seguidores de qualquer tipo de Esoterismo*, em geral acreditam erradamente num segundo corpo, energético, contraparte interpenetrante do corpo físico. Seria normalmente coincidente com o corpo físico, mas seria capaz de se desprender, de modo visível ou não, sob certas condições espontâneas ou induzidas, ficando vinculado ao organismo mediante um Cordão* de Prata.

Corresponde aos tradicionais Mitos* absurdos de Perispírito* no Espiritismo*, ao Corpo Astral* no Ocultismo*, ao Ka* nos antigos egípcios, etc. Na realidade só tem sentido em tanto quanto se identifique com a Telergia* e Ectoplasma*, e em outros aspectos com a Bilocação*, Projeção* de PG, Cordão* Ectoplasmático... Pode também admirar-se vislumbrado nesse erro uma intuição válida em tanto quanto se identifique com o Corpo Glorioso* após a Ressurreição*.
 
DUPONT, Rosa
Ver Eva C.
 
DURVILLE, Hector (1848-1923)
Mais que um pesquisador de Parapsicologia* foi um Magnetizador* e um partidário do Ocultismo*. Foi secretário geral da “Societé Magnétique de France” e diretor das publicações desta sociedade no “Journal du Magnetisme et du Psychisme Experimentel” (sublinhado aqui o aspecto que mais interessa ao Parapsicólogo* entre os outros aspectos ocultistas carregados de erros).

Escreveu uma História do Magnetismo* Animal, em colaboração com Paul C. Jagot*, e outros trabalhos sobre o tema, que se converteram em “breviários” para os Magnetizadores. Em 1870, fundou a Editorial Durville, que se dedicava à publicação de obras sobre Fenômenos Parapsicológicos* que tivessem aparência do que chamavam Desdobramento* Astral (?).